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O Homossexualismo na Visão Bíblico-Cristã

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I. Introdução

O homossexualismo é um assunto polêmico em muitas sociedades. Para alguns, é uma questão de direitos iguais para que o casamento entre pessoas do mesmo sexo seja legalizado. Para muitos é também uma questão moral e religiosa, pois é tratada na Bíblia. Debates, discussões, altercações e, infelizmente, até violência tem ocorrido por causa desse assunto.

Para algumas pessoas, a perspectiva bíblica sobre a questão da homossexualidade é apenas de interesse acadêmico. Estas pessoas talvez não sejam nem cristãs, nem homossexuais. O problema pode não afetá-las pessoalmente, mas já que está na moda, deve ser interessante. Para outras, a questão é muito pessoal. Talvez estas se identifiquem como cristãs, homossexuais ou cristãs homossexuais. Seja como for, este estudo tem a intenção de ser um recurso gracioso, terno e confiável para todos. Sendo assim, o artigo vai expor em detalhes a visão bíblico-cristã sobre o homossexualismo1.

O leitor logo irá perceber que o rumo tomado pelo estudo o levará à conclusão de que homossexualismo é pecado. Por isso, duas coisas precisam ficar claras, a fim de se evitar qualquer mal-entendido:

1. Este autor, todos os cristãos e todos os não cristãos pecaram e são pecadores. Infelizmente, esta é uma situação na qual todos estão igualmente envolvidos. Não é um caso particular.

2. O artigo apresenta conclusões lógicas sobre como os cristãos devem reagir ao ensino bíblico a respeito da homossexualidade. Embora não trate de todos os casos, o estudo mostra a atitude e o sentimento dos quais devem emergir todas as respostas: graça e amor. Não há espaço para qualquer tipo de violência, insulto ou agressão por parte de cristãos a outras pessoas. A matéria foi escrita com verdadeiro amor e carinho por todos os seres humanos.

Desta forma, vamos examinar a questão do homossexualismo no Antigo e no Novo Testamento, e o ensino de Jesus sobre sexualidade, antes de concluir com algumas observações pessoais. Cada tópico terá sua própria conclusão. Uma seção adicional de perguntas e respostas pode ser encontrada no final do texto principal. Além disso, na parte final também são fornecidas outras fontes para pesquisa. Use o índice abaixo para ir rapidamente a uma seção específica.

I. Introdução

II. O Homossexualismo no Antigo Testamento

III. O Homossexualismo no Novo Testamento

IV. Jesus e a Sexualidade

V. Conclusão: Amar de Verdade – Meu Passado

VI. Perguntas e Respostas

VII. Fontes

VIII. Índice Detalhado

II. O Homossexualismo no Antigo Testamento

Há quatro passagens do Antigo Testamento onde o homossexualismo é discutido mais explicitamente. Duas delas são proibições da lei contra a prática homossexual. As outras duas são registros históricos: Sodoma e Gomorra e Gibeá. Não vamos tentar responder a todas as perguntas que possam surgir sobre cada texto. Isso já foi feito em várias das fontes que iremos citar. No entanto, vamos gastar algum tempo estabelecendo claramente o ponto de vista bíblico e, assim, a opinião que deve ser defendida pelos cristãos. Em nossa argumentação, começaremos examinando o tratamento dispensado pela lei à prática homossexual. Em seguida, veremos as duas narrativas.

A. Levítico 18:22, A Proibição da Lei

Lv. 18:22 – Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.

Esta lei proíbe diretamente o ato homossexual. Ela não faz distinção se o ato é, ou não, consensual. A ordenança vem no meio de uma seção de leis relativas a relações sexuais. Em cada verso, nenhuma lei tem consequência individual, mas todas elas se referem a coisas que não deveriam ser feitas. Todos os itens da lista são apresentados como “contaminação” (Lv. 18:24) e são chamados de “abominação” (Lv. 18: 27, 30). Todos eles têm o mesmo peso e o homossexualismo não é destacado dos demais pecados sexuais (os quais por si só se distinguem), mas está entre eles. E, da mesma forma, quem quebrasse qualquer uma dessas leis deveria ser “eliminado do seu povo” (Lv. 18:29). Estas atividades sexuais são as mesmas que trouxeram o julgamento de Deus sobre os antigos habitantes da terra (Lv. 18:24). Portanto, na lei, o homossexualismo era uma ofensa contra Deus. Esse pecado, junto com os outros pecados sexuais, não deveria, de forma alguma, existir em Israel.

B. Levítico 20:13, A Pena da Lei

Lv. 20:13 – Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.

Esta lei mostra claramente as consequências para os atos homossexuais praticados sob o governo teocrático de Israel. Ela vem no meio de uma lista detalhada de crimes e castigos. A seção em particular trata das ofensas sexuais e suas punições. A pena para o ato homossexual deveria ser a morte de ambos os participantes. Parece que isso esclarece o significado de ser “eliminado do seu povo” no tópico anterior sobre os pecados sexuais de Levítico 18. Portanto, na lei, o homossexualismo era um pecado contra Deus que devia ser punido com a pena capital2.

C. Gênesis 19:1-11, Sodoma e Gomorra

Em Gênesis 18:20-21, Deus disse que iria destruir Sodoma e Gomorra, porque o “clamor ... e o seu pecado se tem agravado muito”. Quando dois anjos foram ver “se eles eram tão perversos quanto o clamor sugeria”, ambos foram tratados com total falta de hospitalidade pelos habitantes do lugar, à exceção de Ló. Na realidade, todos os homens da cidade tentaram desesperadamente abusar deles. Muitos esforços têm sido feitos no sentido de ver o pecado daqueles homens apenas como uma questão de falta de hospitalidade ou de relação antinatural com anjos. No entanto, o texto não mostra em lugar algum que alguém na cidade soubesse que se tratava de anjos – muito pelo contrário, ambos são chamados de “homens” tanto pelo povo quanto por Ló (Gn. 19:5 e 19:8, respectivamente). Da mesma forma, a leitura ao pé da letra de que o pecado de Sodoma e Gomorra inclui não só a falta de hospitalidade como também a atividade homossexual é a melhor interpretação da passagem3. Isso é corroborado pelo texto de Judas 1:7:

Judas 1:7 – como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.

Embora alguns aspectos deste versículo (desejos antinaturais semelhantes aos dos anjos) possam levantar algumas questões, o texto definitivamente vai da conduta pecaminosa da falta de hospitalidade à imoralidade sexual4. E a única imoralidade sexual conhecida de Sodoma e Gomorra é a tentativa de abuso homossexual contra os anjos (na realidade, os homens daquela cidade escarneceram da tentativa de Ló, de acalmá-los com a oferta de imoralidade heterossexual – Gn. 19:9).

Portanto, antes da promulgação da lei, Deus considerou esta tentativa de abuso homossexual – que continuou mesmo depois dos homens terem ficado cegos – como parte da grande perversidade que resultou na destruição total das duas cidades.

D. Juízes 19:22 e ss, Gibeá

Em Juízes 19 temos outro exemplo de falta de hospitalidade e tentativa de abuso homossexual. Neste caso, não foram todos os homens da cidade que estiveram envolvidos, só “os filhos de Belial”. Aqui, no entanto, eles foram apaziguados com a concubina do viajante que foi enviada em seu lugar. Ela morreu, depois do que eles lhe fizeram.

Estes acontecimentos levaram à primeira guerra civil da história de Israel, e quase à extinção da tribo de Benjamim. A guerra foi sancionada pela aprovação de Deus, após Gibeá ter recusado entregar os ofensores para julgamento (Juízes 20:18; 20:23; 20:28; 20:35).

Como muitos problemas reais da vida atual, o pecado que resultou nessa confusão toda parece ter sido uma série de ações. Primeiramente, aqueles homens tentaram fazer “mal” ao viajante e “conhecê-lo” sexualmente (19:22-23a)5. Segundo, somado a isso, houve a tentativa contra uma pessoa que estava sob o teto de outra – uma “loucura” (Juízes 19:23b). Terceiro, eles estupraram e abusaram da concubina do homem a noite toda e causaram sua morte (Juízes 19:25-30). Quarto, o restante da tribo de Benjamim se recusou a entregar aqueles homens para serem punidos (Juízes 20:13).

A breve recapitulação da história para as tribos (Juízes 20:5) não menciona o lado sexual do atentado contra o viajante, como faz o relato original (Juízes 19:22-24). A segunda narrativa parece se concentrar mais nas verdadeiras ofensas do que nas intenções. No entanto, o atentado é incluído no registro mais longo dos acontecimentos e é claramente indicado como algo errado. Logo, é bastante apropriado ver o atentado homossexual como parte dos acontecimentos que estão sendo julgados. Para uma análise mais aprofundada do assunto, ver o estudo de Bob Deffinbaugh sobre esta passagem6.

Portanto, depois da promulgação da lei, a tentativa de abuso homossexual foi parte do pecado que resultou na guerra civil sancionada por Deus.

O Homossexualismo no Antigo Testamento ― Conclusão

Tanto antes como depois da promulgação da lei, o homossexualismo era considerado como pecado por israelitas e não israelitas. O mesmo valia para casos consensuais e não consensuais. A homossexualidade resultava no julgamento de Deus e na morte.

No entanto, antes da lei, este não foi o único caso de conduta pecaminosa julgado diretamente por Deus em grande escala (um caso muito maior foi o do dilúvio de Gênesis 6 – o qual, por acaso, não menciona a prática homossexual). Do mesmo modo, depois da lei, os julgamentos de Deus ocorreram devido a outros pecados (como, por exemplo, pecados relacionados à idolatria de Israel em 2 Reis 17, dos assírios em 2 Reis 19, e de Judá em 2 Reis 24 e 25).

Longe de minimizar (ou maximizar) qualquer pecado em particular, isso mostra que Deus não só declara muitas coisas como pecado, mas também pune a todas elas. Não há injustiça da parte de Deus. Seu juízo não se restringe a determinado pecado, e muitos outros exemplos do Antigo Testamento podem ser citados para mostrar como Deus trata dessa questão. A ênfase no julgamento da idolatria, da homossexualidade e de outros pecados não deveria nos surpreender, já que o propósito da lei era revelar o pecado como pecado e o padrão de justiça de Deus como fator determinante (Rm. 7:7-14). É possível, no entanto, que os diversos tipos de pecados sexuais, e sua subsequente ligação com idolatria, possam ter sido punidos com maior rigor e houvesse mais advertências contra eles (cf. Lv. 18:24-30 e os julgamentos acima relacionados).

Entretanto, a história no Antigo Testamento não termina aqui. Muitos exemplos podem ser igualmente citados sobre a graça de Deus: Noé e sua família, Ló e sua família, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés e Arão, Davi (um excelente exemplo da graça derramada sobre alguém cujos pecados, de acordo com a lei, mereciam a morte), os remanescentes de Israel e Judá, a instituição do sistema sacrificial, Jonas e Nínive, etc. Embora o padrão de justiça de Deus seja rigoroso, Sua graciosa providência é contínua.

III. O Homossexualismo no Novo Testamento

No Novo Testamento, muitos textos, de modo geral, proíbem a “imoralidade sexual” (cf. Atos 15:20; 15:29; 1 Ts. 4:3; Hb. 13:4; Ap. 21:8; 22:15). Esses mandamentos incluem o homossexualismo. No entanto, a questão é discutida com mais clareza em três passagens. Na primeira delas, é discutida em detalhes; nas outras duas, numa lista de pecados. Assim como nas passagens do Antigo Testamento, esta seção também não tentará analisar cada problema que possa emergir dos textos. O objetivo será expressar a visão bíblico-cristã sobre o assunto ensinada nesses versículos. Como anteriormente, outras fontes serão citadas para quem desejar se aprofundar na matéria.

A. Romanos 1:20-32

Rm. 1:20-25 – Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 1.21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 1.22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos 1.23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. 1.24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; 1.25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

1.26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 1.27 semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 1.28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 1.29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 1.30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 1.31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. 1.32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Este texto, mais do que qualquer outro do Novo Testamento, fala extensivamente sobre a homossexualidade. No entanto, não é este o tema principal da passagem. O que Paulo deseja, é explicar claramente o evangelho. Mas, para isso, é preciso mostrar que todas as pessoas estão debaixo do juízo e da condenação de Deus – e, portanto, carecem do evangelho. Ele começa dizendo que, sendo o testemunho de Deus visível na própria natureza, todas as pessoas são indesculpáveis por se rebelarem contra Ele. A justa ira de Deus está sobre toda a impiedade (Rm. 1). A seguir, ele mostra que, quando julgamos o pecado dos outros, na verdade, estamos condenando a nós mesmos (Rm. 2). Desta forma, até mesmo o povo judeu, com a lei, ainda estava inteiramente debaixo da condenação de Deus devido aos seus pecados. Além do mais, eles não podiam remediar a própria situação (Rm. 2 e 3). Portanto, não importa se alguém está sem lei ou sob a lei. Todos, sem distinção, estão condenados. Isso abre o caminho para explicar a graça de Deus em Jesus – que é a boa nova do evangelho. Há, de fato, um jeito de resolver o problema.

Assim sendo, este trecho sobre homossexualismo faz parte da passagem que mostra a razão da ira de Deus estar sobre os homens, e como todos os seres humanos são indesculpáveis diante dEle. Antes de passar para o lado negativo do assunto, Paulo começa pelo lado positivo, ou seja, as boas novas que pretende compartilhar. A justiça de Deus é revelada no evangelho que é recebido pela fé (Rm. 1:17). Em contrapartida, a ira de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens (Rm. 1:18). Onde a impiedade e a perversidade podem ser vistas? Onde a supressão da verdade pode ser vista? Na indesculpável idolatria do ser humano. Os atributos invisíveis de Deus, assim como Seu eterno poder e Sua natureza divina, claramente podem ser vistos por todas as pessoas na Sua Criação (Rm. 1:19-20). No entanto, ao invés de adorar o verdadeiro Criador, a humanidade se voltou para a idolatria e passou a adorar as coisas criadas (Rm. 1:23-25). A própria existência da natureza requer um Arquiteto. Esta verdade é suprimida e transformada em adoração de si mesmo ou de alguma outra coisa criada. Um dos julgamentos de Deus para esse tipo de coisa é entregar a humanidade aos seus próprios desejos pecaminosos (Rm. 1:24). Isso inclui especialmente o homossexualismo (Rm. 1:26-28). Inclui também toda uma lista de outros pecados, os quais são mencionados brevemente (Rm. 1:29-32).

Algumas pessoas levantam objeções contra a discussão deste texto, dizendo que ele se refere somente a heterossexuais que cometem atos homossexuais (ou “abuso” da homossexualidade) e não se aplica se for um desejo “natural” por uma pessoa do mesmo sexo e feito dentro de uma relação monogâmica (ou algum tipo de “casamento”). Não há sustentação para esse tipo de argumento quando examinamos o texto. Paulo não está falando sobre o que é ou se tornou um desejo “natural”. Ele está falando sobre função. Deus fez o homem e a mulher com funções distintas. De acordo com a passagem, essas funções se rebelam por meio de atos homossexuais7.

Pelo texto, então, vemos que o homossexualismo é um exemplo de como Deus entrega as pessoas às consequências da sua rebelião contra Ele. Este não é o único pecado listado, mas é o mais enfatizado. Parece que o exemplo é dado porque a homossexualidade é diametralmente oposta ao claro desígnio de Deus. Deus nos fez à Sua imagem (Gn. 1:27), com uma constituição que se completa na união do homem com a mulher (Gn. 2:22-25). Agir em clara oposição ao plano de Deus no nível natural declara, de forma inconfundível, a realidade da rebelião. Declara ainda que o próprio plano e propósito de Deus estão errados e são inadequados. Conforme o texto, o homossexualismo e os demais pecados relacionados são parte do julgamento imediato (mas não final) de Deus. O próprio pecado em si mesmo já é um julgamento – no sentido de se colher o que se planta8. Ademais, a deliberada mudança da verdade de Deus em mentira tem como consequência Deus entregar as pessoas a uma mente depravada. A capacidade de raciocínio ou de ver as coisas pela perspectiva moral correta pode ser gravemente prejudicada (Rm. 1:28).

No entanto, para que ninguém se vanglorie em si mesmo, Paulo imediatamente prossegue, mostrando que todos estão condenados sob o pecado. De fato, quando alguém julga o pecado do outro, a si mesmo se condena (Rm. 2:1-5). A única razão pela qual Paulo pode compartilhar estas coisas de forma digna é porque ele não confia na sua própria justiça. Ele confia na justiça de Deus. Esta justiça lhe foi imputada em Cristo Jesus, pela graça de Deus. O próprio Paulo foi perdoado. A questão não era condenar os outros para justificar a si mesmo. A questão era deixar clara a existência do pecado de cada um, a fim de que a graça de Deus que o havia resgatado fosse compartilhada com os outros seres humanos carentes de libertação, assim como ele fora um dia.

A mesma ênfase e o mesmo objetivo de Paulo na carta aos Romanos devem ser compartilhados pelos cristãos atuais. Todos nós somos pecadores. Todos estamos debaixo da imensurável ira de Deus. Eu também sou um pecador condenado por estas verdades. Pela graça de Deus, podemos ser perdoados. No entanto, mesmo debaixo dessa graça, em nós mesmos, não somos melhores do que os outros. Não temos nada do que nos vangloriar. Isso demonstra o quão maravilhosa é graça de Deus. O fato de Ele nos ter amado enquanto ainda éramos Seus inimigos, em profunda rebelião contra Ele, é quase incompreensível. Essa mesma graça que mudou, e ainda muda a nossa vida, e que nos dará a vida eterna com Deus numa existência perfeita, está disponível a todo mundo. Ninguém está excluído desta oferta, seja qual for seu sexo, raça, nacionalidade, etnia, classe ou qualquer outra classificação. Esta é graça que os cristãos devem oferecer, pois é a verdadeira graça de Deus.

B. 1 Coríntios 6:9-11, Herdando o Reino de Deus

1 Co. 6:9-11 – Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

Algumas pessoas levantam dúvidas quanto às duas palavras gregas usadas para a atividade homossexual neste texto. Elas as interpretam como se referindo apenas a fraqueza moral (μαλακος) e prostituição masculina (αρσενοκοιτης). No entanto, esse tipo de tradução está em desacordo com o principal Léxico de Grego Bíblico (BDAG)9. Além do mais, está em desacordo, principalmente, com a maioria dos outros dicionários de inglês padrão (se não com todos) e não é uma boa tradução para as palavras deste texto10. Portanto, dentro do contexto, essas palavras se referem a dois papéis diferentes na relação homossexual.

Assim, sem qualquer equívoco, a afirmação de Paulo é muito forte e definitiva a respeito do pecado e suas consequências, bem como sobre a única forma de ser resgatado disso. Nesse contexto, ele relembra com grande ênfase à igreja de Corinto que tais práticas não são compatíveis com o reino de Deus. Nesta parte da carta, ele está tratando de uma série de problemas éticos e comportamentais que assolavam aquela igreja. As práticas antigas estavam influenciando a nova vida daquelas pessoas de maneira totalmente errada. Aparentemente, as coisas estavam tão ruins que Paulo até os desafia, na carta seguinte, a examinarem a si mesmos para ver se realmente tinham se tornado crentes (2 Co. 13:5).

Os pecados mencionados por Paulo, em si mesmos, não eram algo que pudesse afastar os coríntios de realmente aceitar a graça de Deus e se tornar Seus filhos. No entanto, continuar vivendo daquele modo11 seria uma indicação de que eles não eram verdadeiros crentes e não herdariam o reino de Deus (cf. 1 João 3). Essa afirmação explícita de que alguns coríntios tinham se tornado crentes sem mudar seu comportamento é muito útil para nós. Isso nos leva a pelo menos duas conclusões:

1. Como outros pecados, a prática homossexual pode ser perdoada. A graça de Deus não se restringe a este ou àquele pecado. Como está escrito em Romanos 5:20-21:

Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. (ARA)

2. Uma vez livres do pecado, os cristãos devem ser os mais desejosos de compartilhar o amor de Deus com outras pessoas. Como está em 2 Coríntios 5:17-21:

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 5.18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 5.19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 5.20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. 5.21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (ARA, ênfase acrescentada).

C. 1 Timóteo 1:8-15, O Principal Pecador — Paulo

1 Tim. 1:8-15 – Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo, 1.9 tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, 1.10 impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina,

1.11 segundo o evangelho da glória do Deus bendito, do qual fui encarregado. 1.12 Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, 1.13 a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. 1.14 Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 1.15 Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

Nesta lista, Paulo mostra a finalidade da lei em comparação com a visão daqueles que faziam mau uso dela (1 Tm. 1:6-7). A lei revela o pecado e a necessidade de “salvação”. Assim, nos exemplos fornecidos por ele, a homossexualidade está nitidamente incluída como injustiça12. Quanto ao suposto “justo” do verso 9, é preciso observar que Jesus foi o único verdadeiramente justo (Hb. 4:15; Rm. 3:10-24).

Algumas pessoas tentam parecer justas. No entanto, isso não pode ser confundido com ser verdadeiramente justo. Tais pessoas receberão o julgamento divino, pois o cordel de medir é o padrão de santidade de Deus. A única coisa que elas conseguirão com seus esforços será afastar mentalmente a Sua oferta de graça. Como a graça pode ser aplicada a alguém que não reconhece a própria necessidade?

Esta lista de práticas pecaminosas inclui o homossexualismo e muitos pecados que as pessoas podem considerar os “piores” de todos: parricídio, imoralidade sexual, rapto, blasfêmia e oposição à lei. O mais interesse é Paulo dizer, no final da lista, que a coisa mais importante é Jesus ter vindo ao mundo para salvar pecadores, dos quais ele (Paulo) é o principal. Pelo que sabemos por outras passagens das Escrituras, Paulo era irrepreensível quanto à justiça que havia na lei (Fp. 3:6)13. Talvez ele não tenha cometido certos pecados, os quais, para outras pessoas e para a dureza da lei, seriam abomináveis. No entanto, ele sabia que, diante de Deus, seus pecados eram ainda mais odiosos. Sem dúvida, também sou o pior dos pecadores. Mas graças a Deus que, por meio do Senhor Jesus, nEle não tenho mais nenhuma condenação. Nem você precisa ter.

O Homossexualismo no Novo Testamento — Conclusão

O homossexualismo é realmente pecado. Ele não é bom. Não é moral. E, junto com todos os outros pecados, colhe o juízo de Deus. As Escrituras confirmam isso. Contudo, não pára por aí. Não devemos discutir a visão bíblica sobre a homossexualidade. A Bíblia diz que o homossexualismo é errado, mas a graça de Deus — assim como fez conosco — oferece a liberdade do pecado a todas as pessoas. A graça de Deus pode dar uma nova vida e ajudar em cada passo do caminho. Como Jesus disse quando veio à terra:

João 3:16-21 – Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 3.17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 3.18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 3.19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. 3.20 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. 3.21 Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus. (ARA, ênfase acrescentada)

Tão logo compreendi o poder do pecado na minha vida, quando vejo as Escrituras dizendo que alguma coisa é pecado ou abominação, ou que as pessoas que fazem certas coisas não herdarão o reino de Deus, imediatamente faço a relação. Meu pecado também é uma abominação para Deus:

Provérbios 6:16-19 – Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: 6.17 olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, 6.18 coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, 6.19 testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos. (ARA, ênfase acrescentada)

Lembro-me da dor, da angústia, do vazio e do desespero que eu sentia14. Não posso deixar de desejar que todas as pessoas nas mesmas circunstâncias conheçam a graça e o amor de Deus que mudaram tanto a minha vida. Desejo essa liberdade a você também.

Jesus passou pelas lutas desta vida. Ele pode realmente Se compadecer das nossas fraquezas — em tudo Ele foi tentado, à nossa semelhança, mas sem pecado (Hb. 4:15). Só Ele tem o poder de vencer o pecado e andar junto conosco. Embora, é claro, eu não tenha passado por todo tipo de situação, tenho visto o suficiente do pecado em minha própria vida para desejar três coisas:

  1. Que ninguém mais sinta a dor e as consequências do pecado que já senti.
  2. Que todas as pessoas experimentem a graça, o amor e o perdão de Jesus, pelos quais recebemos uma nova vida, e eterna.
  3. Que eu continue a crescer na semelhança com Jesus pela Sua capacitação. Só isso me fará expressar a Sua verdade em amor — tanto em palavras como em ações.

Quer me acompanhar nesta caminhada?

E, se você já recebeu essa graça, vai falar dela com amor e vivê-la?

IV. Jesus e a Sexualidade

Quando discussões sobre Jesus e o homossexualismo ou LGBT15 vêm à tona, muitas pessoas tentam afirmar que Ele nunca tratou deste assunto. No entanto, não é exatamente assim. Jesus, como Deus, foi um professor único. Ele sempre tratava com autoridade dos princípios que estavam por trás não só de uma única ação, mas de uma série de possibilidades. Ele julgava o coração e a intenção das pessoas, e expunha tanto o coração pecaminoso quanto o Seu padrão de santidade. Os dois exemplos a seguir mostram claramente como todos nós estamos destituídos da graça de Deus e carecemos dela.

A. Mateus 5:27-28, A Definição Máxima de Pecado

Mat. 5:27-28 – Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.

Jesus deixou claro que o padrão de Deus para certo e errado não é só deixar de fazer alguma coisa, mas inclui também pensar e sentir. Até mesmo ter fantasias imorais é errado16.

Este texto trata mais diretamente das pessoas casadas e do pecado de adultério, tanto físico como mental. No entanto, as coisas vão mais além quando se compreende o princípio ensinado por Jesus. Ele estava mostrando aos líderes religiosos e à sociedade que o pecado era bem maior do que apenas fazer aquilo que eles se permitam pensar e imaginar. Na passagem imediatamente anterior a esta (Mt. 5:21-26), quando fala sobre assassinato, Jesus mostra que ficar irado com um irmão ou insultá-lo também traz o juízo de Deus — não só o ato de matar. O padrão estabelecido por Deus é muito mais abrangente do que simples ações, e claramente (ao contrário da visão hipócrita daqueles líderes religiosos) impossível de ser mantido. Este é um dos objetivos principais da lei: revelar o nosso pecado — para, então, nos levar à fé em Deus e à providência da Sua graça.

Os pecados sexuais extrapolam o adultério ou ato físico. A ira e os relacionamentos rompidos são muito maiores que uma simples ofensa entre irmãos. Estes são exemplos e casos específicos em que o pecado vai além da mera “letra da lei.” As pessoas podem tentar restringir a aplicabilidade da lei para se passar por santas e justas. Não obstante, Deus não Se deixa enganar. Seja a minimização da mentira, do engano, do roubo, da inveja, da cobiça, do adultério, da feitiçaria, da pornografia, da fraude, da embriaguez, do homossexualismo ou de qualquer outra injustiça, Jesus mostra propositalmente que Ele não concorda com esse tipo de manipulação da Palavra de Deus. Na verdade, Sua definição desses pecados é muito mais abrangente do que gostamos de pensar. Portanto, a ética de Jesus também se aplicava claramente ao homossexualismo como parte da lei (Lv. 18:22, 20:13), a qual não podia ser anulada (Lucas 16:17).

B. Mateus 19:3-9, A Definição Específica de Casamento

Mat. 19.3 – Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? 19.4 Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher 19.5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? 19.6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. 19.7 Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? 19.8 Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. 19.9 Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério].

Neste ponto, Jesus é bastante específico quanto ao propósito de Deus para homens e mulheres e o casamento. O fundamento da Sua resposta sobre a questão dos relacionamentos volta ao plano original de Deus. Esse plano foi desvirtuado e distorcido de todas as formas possíveis pelo nosso pecado e pela dureza do nosso coração. Neste caso específico, a questão é o divórcio, a imoralidade e o adultério. No entanto, todos os outros desvios do intento original de Deus são igualmente contra o Seu plano — o qual é reiterado por Jesus nesta passagem. Ratificando o propósito original de Deus, Jesus está destruindo, invalidando e rejeitando qualquer ato contrário a ele. A exceção feita ao divórcio parece estar à luz da suspensão da punição teocrática de morte para os adúlteros (o que deixaria livre a parte inocente)17. A imoralidade, como o divórcio, declara que a providência e o desígnio de Deus são insuficientes. O mesmo ocorre com o homossexualismo.

Na maioria das sociedades, o padrão de certo e errado tem mais a ver (em números absolutos) com pessoas envolvidas com imoralidade em geral, concubinato, sexo casual, adultério, divórcio, abuso de menores, pornografia, etc, do que com pessoas da comunidade LGBT. Contudo, os padrões de Deus e Sua Palavra para nós não podem ser comparados com o comportamento de outras pessoas. Todas essas coisas são erradas diante de Deus. Na verdade, todos esses casos precisam ser tratados com cuidado e amor. Todos são contrários ao plano original designado por Deus. Todos merecem o Seu julgamento. Todos nós deixamos de manter o padrão de Deus. Todos falhamos, seja em pensamento, seja em ação. O bom dessa declaração de Jesus é que posso reconhecer, como já fiz (e continuo fazendo), que sou vil, estou desesperado, sou incapaz de resolver minha situação e estou perdido. Portanto, devemos deixar que a nossa incapacidade nos leve à maravilhosa graça de Deus, ao amor, perdão e poder transformador de Jesus Cristo. Só pela fé na Sua obra, que carregou na cruz a nossa culpa, pode haver nova vida (João 10:9-11).

Jesus e a Sexualidade — Conclusão

Pelas palavras de Jesus, vemos que nenhum de nós escapa ao Seu ensino sobre os padrões de Deus de sexualidade e casamento. O próprio Jesus ensinou uma ética sexual e conjugal que ressalta e enfatiza o plano original de Deus para uma relação heterossexual pura e monogâmica. Nada mais tem valor — nem mesmo pensamentos lascivos em qualquer direção.

Para quem tem qualquer tipo de relacionamento hetero ou homossexual fora do casamento homem/mulher, estas verdades têm implicações muito abrangentes. A declaração de Jesus é que tais relações não têm valor e são pecado.

Mesmo para quem não está mais envolvido em tais práticas, essas verdades ainda têm muitas implicações. O fato é que você e eu, de uma forma ou de outra, ainda lutamos contra elas dentro de nós e, provavelmente, lutaremos até a nossa morte. Tenho tido conversas bastante reveladoras com pessoas lúcidas na casa dos 90 anos para saber que algumas coisas não mudam enquanto ainda estamos nestes corpos corrompidos pelo pecado. Se nós, como cristãos, dependemos da graça de Deus todos os dias, então vamos tentar fala dela para outras pessoas. Se não dependemos da graça de Deus, logo, estamos vivendo uma mentira, e estamos fingindo ser mais santos do que realmente somos. A única santidade que possuímos é aquela recebida de Jesus Cristo, a qual Ele opera dentro de nós. Não dá para ter orgulho ou se gabar disso.

Não importa se o nosso pecado é externo ou interno, se é hetero ou homossexual por natureza, se pode ou não ser visto. Se persistirmos na sua prática, o resultado é que, lenta, mas seguramente, ele destruirá a nossa vida. Não podemos viver à altura do padrão e do plano de Deus com tais hábitos. A graça de Deus em Jesus Cristo é a única solução (Atos 4:12, Tito 3:3-7).

V. Conclusão: Amar de Verdade — Meu Passado

A Bíblia é realista quanto à natureza humana. Ela nos diz que não podemos atingir o padrão de justiça estabelecido por Deus e, por isso, ninguém é justo diante dEle (Romanos 3:10-23). Todas as outras religiões, de alguma forma, dão esperança de que o céu pode ser alcançado por esforço próprio. A Bíblia, não. Pelo contrário, a Bíblia nos dá um padrão humanamente impossível de ser alcançado.

Eu18, pessoalmente, acho esses padrões impossíveis de serem seguidos, por isso, acabei tendo o pior período da minha vida. Eu estava no início da adolescência e tinha crescido ouvindo os ensinamentos bíblicos. Já tinha pedido a Jesus para me livrar dos meus pecados por Sua obra substitutiva na cruz. Contudo, à medida que ficava mais velho, deixei o orgulho e a autossuficiência tomarem conta de mim. Comecei a lutar intensamente contra um determinado pecado. Eu sabia que era errado. Eu conhecia o que a Bíblia diz. Meu trabalho na escola começou a ser afetado. Eu sabia não haver nada mais importante do que meu relacionamento com meu Criador. No entanto, meu coração estava frio demais para qualquer coisa além de orações vazias. Conforme o tempo passava, a única razão para eu não ter me suicidado foi por saber que isso também era pecado. O vazio e o desespero dessa época foram a pior experiência da minha vida. O pecado tomou controle de mim. Eu sabia que estava vazio e destrutivo. Sabia que havia algo melhor. Mas não conseguia dar um jeito nos meus pensamentos. Não conseguia parar de pecar. Durante algum tempo, tentei ignorar o problema, mas os pensamentos e a realidade viviam me perseguindo. A verdade era que eu não mantinha os padrões de Deus. Eu não era santo. Eu não merecia nada, só o juízo de Deus.

Mas, então, Deus interveio. Embora fosse impossível para mim eu resolver o problema, não era impossível para Deus. Ele usou a combinação da Sua Palavra e as mensagens que eu ouvia pelo rádio para abrir os meus olhos a toda verdade.

Os registros do meu diário nessa época vão dos contínuos fracassos diários, do meu coração tão endurecido contra Deus, da luta angustiante, da realidade do meu pecado, do conhecimento da necessidade de arrependimento apesar da frieza do meu coração — ao repentino e entusiástico agradecimento a Deus por Seu amor maravilhoso.

O que aconteceu? Com o tempo, percebi a terrível realidade autodestrutiva do meu pecado. Compreendi minha total incapacidade. Eu não podia me endireitar sozinho. Não podia alcançar o amor, a aprovação e o perdão de Deus. Em meu orgulho e autossuficiência, precisei ver a realidade da minha situação antes de poder me humilhar o suficiente para me lançar inteiramente sobre a graça de Deus. No entanto, quando compreendi essa realidade e me rendi a Ele, Ele abriu os meus olhos para realmente conhecer o Seu amor e a Sua graça.

A graça, a misericórdia e o auxílio de Deus se estenderam para além da simples experiência infantil à realidade diária na vida de um jovem. Somente pela capacitação e pela graça de Deus eu pude ser salvo do meu pecado de uma vez para sempre. Da mesma forma, só pelo contínuo andar nessa graça eu pude viver dia após dia da maneira desejada por Deus. Essa é a natureza radical do poder transformador da obra de Deus. Só ela pôde transformar o mal, o orgulho, a vida de pecado que havia em mim em algo que pudesse refletir cada vez mais o modo de vida “impossível” de Jesus.

Desde aquela época tenho sentido um forte desejo de compartilhar minha história com outras pessoas. Não quero que ninguém mais passe pelo que passei naqueles dias tortuosos de angústia e desespero, quando andava na escravidão do pecado. Não “fiz” nada para merecer ou receber o amor de Deus. Não tenho nenhuma fórmula mágica. De alguma forma, Ele me ajudou a ver o meu pecado como ele realmente era; de alguma forma, eu realmente admiti isso diante dEle; e, de alguma forma, recebi o Seu amor, a Sua graça e o Seu perdão irresistíveis, e o Seu auxílio para vencer o pecado. Eu já conhecia o problema. Mas, nessa época, Deus o trouxe à realidade no meu coração e na minha vida. Eu abandonei o pecado e, pela fé sincera, confiei minha vida ao Senhor. Assim como Jesus venceu o pecado na Sua morte e ressurreição, Ele venceu o meu pecado. Daquele momento em diante eu soube que havia vitória para mim. Eu ficaria bem. Ele seria comigo e me ajudaria nas minhas lutas diárias. Enquanto eu continuasse a depender dEle, Ele seria fiel. E foi.

E o que isso tem a ver com a visão bíblica ou cristã sobre homossexualismo? Assim como meu pecado inicialmente me afastou do reino de Deus, e assim como meu pecado e orgulho me escravizaram e quase destruíram minha vida quando continuamente eu voltava a ele, todo e qualquer pecado fará o mesmo com você.

Desde o início da minha luta, pelas Escrituras, eu conhecia o meu pecado. Talvez este não seja o seu caso. Talvez ainda haja dúvidas na sua mente. As fontes mencionadas nas notas de rodapé e no final deste artigo podem ser muito úteis para sua reflexão.

Para quem conhece as verdades do ensino bíblico sobre este e outros pecados, talvez a melhor coisa a fazer seja ler os evangelhos (a carta aos Romanos também pode ser útil para uma orientação mais detalhada). Lá você verá o que Cristo fez para nos libertar do pecado. Que o amor de Deus, que mudou a minha vida, mude a sua também.

Para quem acha que a homossexualidade é apenas uma discussão acadêmica sobre o que diz a Bíblia, lembre-se: o pecado escraviza e o torna digno da justa condenação de Deus, assim como fez comigo. Não há pecado socialmente aceitável diante de Deus. Há, no entanto, perdão, redenção e libertação em Jesus Cristo.

Seja qual for a sua situação, gostaria de lhe dizer: Jesus Cristo lhe oferece a mesma liberdade que não pude conquistar e que fui orgulhoso demais para, durante muito tempo, aceitar. Por favor, não se torture como eu me torturei. Por favor, não espere até ser tarde demais. Se Deus pôde ressuscitar Jesus de entre os mortos, perdoar o meu pecado, vencer a minha luta, e se Ele me ajuda todos os dias, Ele também pode libertá-lo. Nele, a nossa condenação por causa do pecado foi removida (Romanos 8).

Finalmente, para quem é crente em Jesus Cristo, gostaria de lhe dizer para pensar neste assunto com os olhos da Palavra de Deus. Então, siga o Mestre todos os dias, deixando que Ele trate do seu pecado e transforme a sua vida. Fazendo isso, estaremos preparados para andar com nosso Senhor e alcançar outras pessoas que estão sofrendo com a mesma situação de pecado. Para mais informações sobre este assunto, consulte o artigo: “https://bible.org/article/homosexuality-and-church (A Homossexualidade e a Igreja).

VI. Perguntas e Respostas

P1. O que é homossexualismo?

Homossexualismo é a expressão da sexualidade dirigida a uma pessoa do mesmo sexo.

P2. Como se determina se a prática homossexual é certa ou errada?

Para se determinar se uma coisa é certa ou errada é preciso ter um padrão pelo qual o ato controverso seja avaliado. A única pessoa com plena autoridade para estabelecer tal padrão é o soberano criador de todas as coisas. Uma vez que Deus deu à humanidade a Sua Palavra por meio da Bíblia, esta é a fonte para se determinar se alguma coisa, inclusive a homossexualidade, é moralmente certa ou errada. As preferências pessoais e culturais variam, mas o padrão do Criador de todas as coisas, não.

P3. O que, explicitamente, a Bíblia ensina sobre a homossexualidade?

A Bíblia ensina de modo explícito que o homossexualismo é pecado, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Ela também ensina claramente que Deus oferece a Sua graça para redimir e reconciliar qualquer pecador Consigo mesmo, às Suas próprias custas, por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo. A conclusão da seção sobre o ensino do Novo Testamento afirma, de forma sucinta: “A visão bíblica e cristã sobre a homossexualidade é que essa prática é errada, mas que a graça de Deus, assim como fez conosco, oferece a todas as pessoas a libertação do pecado” (ver a seção em questão para mais detalhes).

P4. É verdade que todas as vezes que o homossexualismo é citado na Bíblia, ele está ligado a falsa adoração, estupro, prostituição ou abuso? E essa combinação é que era o problema/pecado diante de Deus?

É verdade que as principais referências ao homossexualismo na Bíblia realmente fazem menção a outros pecados em seu contexto imediato (ler as passagens já discutidas tornará isso facilmente perceptível). No entanto, quanto ao restante da afirmação de que a prática homossexual misturada com outras atividades pecaminosas é que a torna um pecado, isso não tem qualquer fundamento. Pela simples leitura das passagens que falam a respeito do homossexualismo, pode-se perceber claramente que essa prática específica é descrita como sendo errada. Por exemplo, em Romanos 1, as “relações naturais” são mudadas e abandonadas (Rm 1:26-27). “Atos vergonhosos” são cometidos (Rm 1:27). O homossexualismo é contrário à concepção criadora de Deus. Uma vez que todo pecado é idolatria e rebelião contra Deus, não deve ser nenhuma surpresa que tais elementos sejam vistos nesse contexto. Veja as fontes citadas nas notas de rodapé da seção sobre Romanos 1 deste artigo para uma discussão mais aprofundada do assunto. Veja especialmente o artigo de Guenther Haas, intitulado “Hermeneutical Issues In The Use Of The Bible To Justify The Acceptance Of Homosexual Practice” (Questões Hermenêuticas no Uso da Bíblia para Justificar a Aceitação da Prática Homossexual), Global Journal of Classical Theology, Vol 1, No. 2 (2/99), http://phc.edu/gj_haas_hermen.php.

P5. Praticar o ato homossexual, automaticamente, manda alguém para o inferno?

Não. Jesus suportou sobre Si o castigo pelos nossos pecados e oferece perdão a todo aquele que crê na Sua obra salvífica. Quem realmente crê em Jesus Cristo não vai para o inferno. Desta forma, o homossexualismo é um pecado como outro qualquer: pode ser perdoado. Por outro lado, como qualquer outro pecado, ele precisa ser perdoado e precisa também ser vencido pela graça de Deus. Veja a discussão bíblica acima para maiores detalhes.

P6. Na Bíblia, os atos homossexuais são piores que os outros pecados?

As Escrituras não fazem uma “classificação” clara de pecados. Por isso, a questão não é fácil de ser respondida. Por um lado, Jesus disse que se os milagres feitos em Cafarnaum tivessem sido feitos em Sodoma, esta teria permanecido até hoje (a cidade não teria sido julgada porque teria se arrependido). Além disso, Ele disse que, no dia do juízo, haveria menos rigor para Sodoma do que para Cafarnaum (Mateus 11:23-24). Isso parece indicar que a severidade do julgamento de Deus vai variar dependendo do conhecimento e do testemunho a Seu respeito: quem O conhece “melhor” será julgado com maior rigor. Por outro lado, Romanos 1 aponta especificamente para a homossexualidade como exemplo de rebelião contumaz contra Deus e exemplo do Seu julgamento. O mais interessante nessa passagem é que parece haver um conhecimento muito forte dessas pessoas sobre a pecaminosidade dos seus atos. A despeito do seu conhecimento e do juízo de Deus, elas continuam fazendo a mesma coisa e ainda incentivam os outros a fazer o mesmo. Por esses exemplos, podemos perceber que as Escrituras não respondem diretamente à questão. No entanto, isso parece indicar que, quanto mais deliberado é o pecado, pior será o julgamento de Deus — sem levar em consideração qual é esse pecado. Ainda mais claro que isso, porém, e mais importante, é que as Escrituras respondem uma outra pergunta sobre o homossexualismo. A pergunta é se a graça de Deus é, ou não, suficiente para resgatar e livrar alguém desse pecado. A resposta é sim, ela é suficiente.

P7. Como explicar as cerimônias de casamento onde duas pessoas do mesmo sexo são unidas por um religioso ou por um juiz de paz?

Governantes de uma porção de lugares já legalizaram essa prática e oficialmente reconhecem tais uniões como casamento. Isso dá a elas autoridade legal e, para muitos, dá também aparência de sanção moral. No entanto, só Deus pode dar a verdadeira aprovação moral. Ele já declarou o homossexualismo como pecado. Os cristãos devem reagir a isso como devem reagir a todos os outros pecados: com verdade e amor. Alguns religiosos e algumas denominações que se dizem cristãs permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Seus atos não têm sanção da Bíblia ou de Deus. Isso pode ser facilmente percebido pelas contradições entre o que fazem e a verdade das Escrituras vistas neste artigo.

P8. Por que duas pessoas que se amam sinceramente não podem se casar só porque são do mesmo sexo?

Em muitos círculos atuais, tanto políticos quanto religiosos, a resposta a esta pergunta é polêmica. A resposta sucinta parece se resumir à própria definição de amor, casamento e visão moral de uma pessoa. O verdadeiro amor faz aquilo que é melhor para o outro, sem levar em consideração o custo para si mesmo. De acordo com o propósito de Deus para a humanidade, o casamento devia ser entre um homem e uma mulher (Gn. 1:26-28; 2:18-25). A mulher foi a companheira dada por Deus que era adequada ao homem. Os padrões morais são determinados por Deus e aquilo que Ele estabelece como certo e errado. Por tais definições, então, não seria a coisa mais amorosa se casar com alguém quando isso viola os padrões morais de Deus, quando o casamento não é o que deveria ser e quando a pessoa não é o tipo mais apropriado de parceiro.

Como a maioria dos não crentes não reconhece os padrões morais de Deus ou Seus desígnios, este ponto de vista para eles é totalmente irrelevante. Para os cristãos, no entanto, questões de “dever” e de moral são prescritas por Aquele que determina o certo e o errado. Na verdade, não só pelos cristãos, mas por todos aqueles que falam sobre “direitos”, isso deve ser levado em conta. “Direitos” só existem se os padrões morais atribuídos pelo Criador na criação são reconhecidos. Um sistema naturalista não tem lugar para direitos19.

Politicamente, nos Estados Unidos da América, outros sistemas de crenças com um criador podem ter um código diferente de moralidade que poderia ser seguido como base para redefinir o conceito de casamento para além da sua definição tradicional. No entanto, buscar um sistema religioso incomum ou inovador com base nesse critério parece um exemplo de inversão de valores e não de verdadeira convicção moral.

Tentar definir casamento pelo termo vago “amor”, usado frequentemente, não é uma forma segura de ampliar sua definição20. De fato, as pessoas “amam” todo tipo de coisa. Isso não significa que esse amor seja necessário ou correto para todos os tipos de conduta. Nem significa que os governantes devam incentivar todo tipo de comportamento. Da mesma forma, uma vez que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é realmente diferente do casamento entre pessoas de sexo oposto, o problema não é uma questão de igualdade21.

P9. A homossexualidade é genética? Se é genética ou “natural”, isso não a torna moralmente aceitável?

Esta é uma pergunta interessante. Devido a natureza variável dos estudos científicos e a complexidade do tema, este estudo logo ficaria desatualizado se a discussão fosse entrar em maiores detalhes. Para quem estiver interessado, até 2013, nenhum DNA ou vínculo genético com a homossexualidade foi encontrado22. No entanto, é preciso ressaltar que, seja ou não genético, não significa que este é um fator decisivo para ser ou não moral. Teoricamente, uma pessoa pode ter predisposição para o uso de drogas, para o alcoolismo, para a mentira23 ou para a cleptomania. Essa predisposição não muda a moralidade desses problemas.

Dois artigos de Greg Koukl são muitos úteis na discussão da questão sobre se aquilo que é “natural” é também, necessariamente, moral. O primeiro aborda o problema do ponto de vista lógico e filosófico: Homosexuality Is Unnatural: The Is-Ought Fallacy? (Homossexualismo é Antinatural: A Falácia do É-Deve ser?) http://bible.org/article/homosexuality-unnatural-ought-fallacy O segundo aborda a questão mais diretamente, examinando o ensino das Escrituras: Paul, Romans, and Homosexuality (Paulo, Romanos e o Homossexualismo), http://bible.org/article/paul-romans-and-homosexuality. Se alguma coisa é ou não genética, não implica que seja natural (indicação de propósito). Da mesma forma, mesmo se alguma coisa é natural não implica que seja, necessariamente, moral (A falácia do é/deve ser de David Hume).

P10. Existem fatores que contribuem para a homossexualidade, pelos quais um homossexual possa não ser responsável?

Todos temos fatores que contribuem para as diferentes atividades em que estamos envolvidos. Esses fatores, com certeza, tornam mais fácil perceber como alguém poderá agir de determinada forma. No entanto, precisamos ser responsáveis por nossos atos. Podemos não ser responsáveis pelas coisas que fazem a nós, mas somos responsáveis pelas nossas escolhas.

Todos nós temos propensão ou queda para alguns pecados específicos. A pergunta para todos é: o que faremos com eles?24 Durante muito tempo também tive meus problemas quanto a isso. Para ser totalmente honesto, todos os dias ainda sou tentado a voltar aos velhos hábitos. Às vezes, novos pecados afloram. Isso é, e sempre será, um aprendizado da nova identidade em Cristo: crescer resistindo às tentações e andando na verdade. Não posso vencer meu pecado. A fé em Jesus é que vence o pecado e o mundo (1 João 3:2-3; 5:4). Com lutas tão intensas não dá para menosprezar a luta dos outros. Com a universalidade do pecado não dá para olhar o outro com desprezo.

Há uma sensação de urgência para “acabar logo com isso” em que precisamos reconhecer o pecado como pecado e começar a fazer o que é certo pela graça e providência de Deus. No entanto, este é apenas o começo. Precisamos manter a nossa caminhada diária uns com os outros e nos ajudar mutuamente para colocar em prática a nova identidade em Cristo. Então, a questão é “continuar na graça”. Portanto, vamos “resolver isso” pela graça de Deus, e então “continuar” na Sua graça! Sem a graça de Deus, nada vai acontecer.

P11. Como os cristãos devem tratar as pessoas que se relacionam com pessoas do mesmo sexo?

Devemos tratá-las com o mesmo amor e graça demonstrados por Deus a nós. Todos somos pecadores. Nossos pecados podem variar, mas todos são rebelião contra Deus. Fomos e somos resgatados do pecado. Isso deve permitir que nós, entre todas as pessoas, sejamos capazes de nos relacionar com compaixão e cuidado verdadeiro. O amor de Jesus não abandonou as pessoas onde elas estavam, mas foi ao encontro delas.

Os cristãos não devem esperar que quem não crê em Jesus viva como se fosse Seu seguidor (1 Co. 5:9-11). Embora não possamos fechar os olhos para o pecado ou nos envolver com ele (seja ou não sexual), devemos nos relacionar com todas as pessoas como Cristo se relacionou. Não há lugar para parcialidade, desdém, desrespeito ou grosseria. Mas há lugar de sobra para demonstrar a mesma graça que recebemos de Deus.

Devemos ajudar os crentes a viver como seguidores de Cristo. Crescimento é um processo que dura a vida toda. Os problemas com os quais os crentes têm de lidar variam de pessoa para pessoa e surgem em diferentes épocas da vida. Além disso, devemos estar sempre disponíveis para ajudar, discipular, incentivar, aconselhar, desafiar e repreender quando necessário. Isso deve acontecer durante toda a nossa vida e no envolvimento de uns com os outros. Para quem se diz cristão, mas ainda persiste em viver em pecado, deve ser aplicado o processo normal de disciplina eclesiástica (Mateus 18:15-22). Nesse sentido, o homossexualismo não é diferente de qualquer outro pecado renitente. Em tudo, no entanto, devemos agir com humildade e amor (Gálatas 6:1).

Aqueles que lutam com o mesmo pecado devem ter cautela em qualquer relacionamento. A bondade e a graça de Deus sempre devem ser demonstradas. No entanto, eles precisam tomar cuidado para não se envolver, eles próprios, no pecado.

P12. Como podemos ajudar os cristãos que se envolveram na prática homossexual? Ou que se tornaram cristãos e ainda têm esse tipo de experiência? Ou, ainda, que sentem atração por pessoas do mesmo sexo?

Os vícios reprogramam o cérebro, seja pornografia, álcool ou fumo. As pessoas adquirem padrões e hábitos difíceis de quebrar, que causam um abalo profundo e permanente. As atividades sexuais têm impacto duradouro sobre quem nós somos. A graça de Deus perdoa e purifica. No entanto, ser discípulo de Jesus é uma busca contínua. Todos viemos de mundos diferentes e temos lutas diferentes. Sejam quais forem essas lutas, os cristãos devem se comprometer com um ministério mútuo durante toda a vida.

Ser fiel mental e moralmente ao cônjuge é uma batalha deliberada e constante para os heterossexuais. As questões sexuais são profundas, pois vão ao cerne do ser humano. Por que, então, esperar que as coisas sejam diferentes para quem tem atração por pessoas do mesmo sexo? Algumas pessoas conseguem vitória imediata sobre o problema. Mas a maioria, provavelmente, é como você e eu. Conseguem vencer as tentações dia após dia pela graça de Deus. A vitória vem à medida que crescemos na compreensão da nossa identidade em Cristo. Não é só uma questão de tentar administrar o pecado, mas uma caminhada no conhecimento e na semelhança de Cristo.

VII. Fontes

(livres, salvo disposição em contrário)

A. Fontes em Áudio

Seminário Teológico de Dallas (áudio + vídeo)

Homosexuality in the Context of Christian Sexual Ethics, Podcast, http://www.dts.edu/thetable/play/discussing-homosexuality-sexuality-together/

Controversial Same-Sex Texts In The Bible, Podcast, http://www.dts.edu/thetable/play/queen-james-passages-old-testament/

Greg Koukl (áudio para aquisição)

Setting the Record Straight: The Bible and Homosexuality https://secure2.convio.net/str/site/Ecommerce/1202380276?VIEW_PRODUCT=true&product_id=3981&store_id=1161

John MacArthur (áudio + textos)

Answering Key Questions About Homosexuality, http://www.gty.org/resources/sermons/GTY89/answering-key-questions-about-homosexuality

Homosexuality and the Bible (Selected Scriptures, 2 messages), http://www.gty.org/resources/sermon-series/12

God’s Plan for the Gay Agenda, http://www.gty.org/resources/articles/A170/Gods-Plan-for-the-Gay-Agenda

John Piper (áudio + textos + alguns vídeos)

Why is Homosexuality Wrong?, (Some gracious thoughts on the brokenness of us all) http://www.desiringgod.org/resource-library/ask-pastor-john/why-is-homosexuality-wrong

Discerning the Will of God Concerning Homosexuality and Marriage (Romans 12:1-2), http://www.desiringgod.org/resource-library/sermons/discerning-the-will-of-god-concerning-homosexuality-and-marriage

The Other Dark Exchange: Homosexuality, Part 1 (Romans 1:24-28), (http://www.desiringgod.org/resource-library/sermons/the-other-dark-exchange-homosexuality-part-1

The Other Dark Exchange: Homosexuality, Part 2 (Romans 1:24-28), http://www.desiringgod.org/resource-library/sermons/the-other-dark-exchange-homosexuality-part-2

Bethlehem’s Position on Homosexuality (a sample of a church’s attempt to practically live out a Biblical view of homosexuality), http://www.desiringgod.org/resource-library/taste-see-articles/bethlehems-position-on-homosexuality

Frank Turek
March 16th podcast from his radio show dealing with same sex marriage issues, equality, and reason: https://itunes.apple.com/us/podcast/feelings-or-reason-march-16/id337782458?i=136358756&mt=2

B. Artigos

Wayne Grudem, The Bible and Homosexuality, reprinted in World Magazine with permission from Crossway. Original article is from the ESV Study Bible. http://www.worldmag.com/2013/04/the_bible_and_homosexuality

Stanton Jones, Sexual Orientation and Reason: On the Implications of False Beliefs about Homosexuality. Text version: http://www.wheaton.edu/CACE/Hot-Topics PDF Download: http://www.wheaton.edu/CACE/CACE-Print-Resources/Articles

Artigos da Bible.org:

Sue Bohlin, Homosexuality: Questions and Answers, http://bible.org/article/homosexuality-questions-and-answers

Can Homosexuals Change?, http://bible.org/article/can-homosexuals-change

Answers to Questions Most Asked by Gay-Identifying Youth, Answers to Questions Most Asked by Gay-Identifying Youth, https://bible.org/article/answers-questions-most-asked-gay-identifying-youth

When Someone in Your Congregation Says “I’m Gay”, http://bible.org/article/when-someone-your-congregation-says-im-gay
Keys to Recovery from Same-Sex Attractions, http://bible.org/article/keys-recovery-same-sex-attractions

Bob Deffinbaugh, Israel’s Sodom and Gomorrah (Judges 19-21) http://bible.org/seriespage/israel%E2%80%99s-sodom-and-gomorrah-judges-19-21

Daniel Wallace, Review of Mel White’s ‘What the Bible Says—and Doesn’t Say—about Homosexuality’ (deals with Romans 1:26-27), http://bible.org/article/review-mel-white%E2%80%99s-what-bible-says%E2%80%94and-doesn%E2%80%99t-say%E2%80%94about-homosexuality

Artigos do Christian Apologetics Research Ministry: http://carm.org/homosexuality

Matt Slick, On “There is nothing wrong with two homosexuals getting married if they love each other”, http://carm.org/love-homosexual-marriage

Artigos da Stand To Reason: http://www.str.org

Greg Koukl, Paul, Romans, and Homosexuality, http://bible.org/article/paul-romans-and-homosexuality

Homosexuality Is Unnatural: An Is-Ought Fallacy?, http://bible.org/article/homosexuality-unnatural-ought-fallacy

Homosexuality: Giving Your Point of View, http://www.str.org/site/News2?page=NewsArticle&id=5302

Alen Shlemon, Homosexuality: Know the Truth and Speak it with Compassion, http://www.str.org/site/News2?id=8779

Artigos da Cross Examined: www.crossexamined.org

Frank Turek (Articles + Radio show podcast)

The Case Against “Equality” Part 1 and 2 (Deals with the political issue of marriage and the claim of inequality in its not being applied to homosexual relationships.) http://townhall.com/columnists/frankturek/2013/02/28/the-case-against-equality-n1521881/page/full/ and http://townhall.com/columnists/frankturek/2013/03/01/the-case-against-equality-part-2-n1523048/page/full/

C. Revistas Teológicas (Todas podem ser acessadas mediante pagamento de uma taxa mensal ou adquiridas na Biblioteca de Revistas Teológicas http://www.galaxie.com//)

Gary R. Gromacki

Why Be Concerned about Same-Sex Marriage? Journal of Ministry and Theology, 09:2 (Fall/05)

Guenther Haas

Hermeneutical Issues In The Use Of The Bible To Justify The Acceptance Of Homosexual Practice, Global Journal of Classical Theology, Vol 1, No. 2 (2/99), http://phc.edu/gj_haas_hermen.php

David E. Malick

The Condemnation of Homosexuality in 1 Corinthians 6:9, Bibliotheca Sacra, 150:600 (10/93)

Mark McGinniss

The Church’s Response To The Homosexual, Journal of Ministry and Theology, 14:2 (Fall/10)

P. Michael Ukleja

Homosexuality and the Old Testament, Bibliotheca Sacra, 140:559 (07/83)

The Bible and Homosexuality Part 2: Homosexuality in the New Testament, Bibliotheca Sacra, 140:560 (10/83)

D. Blogs

Darrell Bock

http://blogs.bible.org/search/apachesolr_search/homosexuality?filters=tid%3A2789

Tim Challies

http://www.challies.com/search/google?cx=006311167884800022839%3Ajcs6rz6z3lw&cof=FORID%3A11&query=homosexuality&op=Search&form_build_id=form-acb816b66500dbffbe20717127db5612&form_id=google_cse_searchbox_form

Michael Patton

http://www.reclaimingthemind.org/blog/2013/03/is-limiting-marriage-to-unions-of-a-man-and-a-woman-discrimination/

E. Ministérios

Living Hope Ministries http://livehope.org/

Outpost Ministries http://www.outpostministries.org/home.htm

VIII. Índice Detalhado

I. Introdução

II. O Homossexualismo no Antigo Testamento

A. Levítico 18:22, A Proibição da Lei
B. Levítico 20:13, A Pena da Lei
C. Gênesis 19:1-11, Sodoma e Gomorra
D. Juízes 19:22 e ss, Gibeá
O Homossexualismo no Antigo Testamento ― Conclusão

III. O Homossexualismo no Novo Testamento

A. Romanos 1:20-32
B. 1 Coríntios 6:9-11, Herdando o Reino de Deus
C. 1 Timóteo 1:8-15, O Principal Pecador — Paulo
O Homossexualismo no Novo Testamento — Conclusão

IV. Jesus e a Sexualidade

A. Mateus 5:27-28, A Definição Máxima de Pecado
B. Mateus 19:3-9, A Definição Específica de Casamento
Jesus e a Sexualidade — Conclusão

V. Conclusão: Amar de Verdade — Meu Passado

VI. Perguntas e Respostas

P1. O que é homossexualismo?
P2. Como se determina se a prática homossexual é certa ou errada?
P3. O que, explicitamente, a Bíblia ensina sobre a homossexualidade?
P4. É verdade que todas as vezes que o homossexualismo é citado na Bíblia, ele está ligado a falsa adoração, estupro, prostituição ou abuso? E essa combinação é que era o problema/pecado diante de Deus?
P5. Praticar o ato homossexual, automaticamente, manda alguém para o inferno?
P6. Na Bíblia, os atos homossexuais são piores que os outros pecados?
P7. Como explicar as cerimônias de casamento onde duas pessoas do mesmo sexo são unidas por um religioso ou por um juiz de paz?
P8. Por que duas pessoas que se amam sinceramente não podem se casar só porque são do mesmo sexo?
P9. A homossexualidade é genética? Se é genética ou “natural”, isso não a torna moralmente aceitável?
P10. Existem fatores que contribuem para a homossexualidade, pelos quais um homossexual possa não ser responsável?
P11. Como os cristãos devem tratar as pessoas que se relacionam com pessoas do mesmo sexo?
P12. Como podemos ajudar os cristãos que se envolveram na prática homossexual? Ou que se tornaram cristãos e ainda têm esse tipo de experiência? Ou, ainda, que sentem atração por pessoas do mesmo sexo?

VII. Fontes

A. Fontes em Áudio
B. Artigos
C. Revistas Teológicas
D. Blogs
E. Ministérios

VIII. Índice Detalhado


1 O artigo tem três objetivos:

1. Mostrar, com amor, o ensino bíblico das Escrituras a respeito da homossexualidade;

2. Edificar a igreja: a) mostrando claramente a graça de Deus; b) incentivando os cristãos a amar sinceramente quem se identifica como LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais); e, c) eliminando os conceitos errados sobre a Bíblia, Jesus e a Igreja.

3. Oferecer recursos para outros estudos: a) sobre textos das Escrituras a respeito de homossexualismo; e também, b) sobre como os cristãos podem expressar melhor a verdade, com amor, na medida em que tentam realmente viver como Cristo viveu.

2 Para discussão destes textos da lei como proibições morais, não só como questões religiosas (que podem ser desconsideradas), ver P. Michael Ukleja, O Homossexualismo e o Antigo Testamento, Biblioteca Sacra, 140:559 (07/83).  Esse artigo também termina com uma discussão muito útil sobre a relevância da lei para os cristãos atuais.

3 ver P. Michael Ukleja, O Homossexualismo e o Antigo Testamento, Biblioteca Sacra, 140:559 (07/83)

4 Ver as notas da NET Bible sobre Judas 1:7, assim como o artigo citado na primeira nota de rodapé, para outros esclarecimentos sobre todos os aspectos da interpretação desse versículo, e sua relação com o relato de Gênesis.

5 Para maiores esclarecimentos sobre o termo “conhecer” e seu significado nesta passagem, ver a seção de discussão em P. Michael Ukleja, O Homossexualismo e o Antigo Testamento, Biblioteca Sacra, 140:559 (07/83).  Note também que, pelo contexto, eles não queriam só se familiarizar com o homem. O dono da casa sabia disso (Juízes 19:23). E a forma como eles tratam a concubina do viajante é um indicador muito claro de suas intenções. Portanto, conclui-se que as intenções sexuais deles era de homem com homem.

6 Bob Deffinbaugh, Sodoma e Gomorra de Israel (Juízes 19-21) http://bible.org/seriespage/israel%E2%80%99s-sodom-and-gomorrah-judges-19-21.

7 Para uma discussão mais detalhada sobre este assunto e sua falta de sustentabilidade, ver Greg Koukl, Paul, Romans, and Homosexuality, http://bible.org/article/paul-romans-and-homosexuality, and Homosexuality Is Unnatural: An Is-Ought Fallacy?, http://bible.org/article/homosexuality-unnatural-ought-fallacy.

De uma perspectiva mais hermenêutica, ver Guenther Haas, Hermeneutical Issues In The Use Of The Bible To Justify The Acceptance Of Homosexual Practice, Global Journal of Classical Theology, Vol 1, No. 2 (2/99), http://phc.edu/gj_haas_hermen.php e P. Michael Ukleja, The Bible and Homosexuality Part 2: Homosexuality in the New Testament, Bibliotheca Sacra, 140:560 (10/83).

E para uma perspectiva mais expositiva do texto, ver John Piper, The Other Dark Exchange: Homosexuality, Part 1 (Romans 1:24-28) (http://www.desiringgod.org/resource-library/sermons/the-other-dark-exchange-homosexuality-part-1 and The Other Dark Exchange: Homosexuality, Part 2 (Romans 1:24-28), http://www.desiringgod.org/resource-library/sermons/the-other-dark-exchange-homosexuality-part-2.

8Isso nem sempre é reconhecido, mas é apontado com muita perspicácia por Bob Deffinbaugh na série de estudos: Romanos: A Justiça de Deus. http://bible.org/seriespage/present-wrath-god-romans-115-32

9 Walter Bauer, A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature, rev. and ed. Frederick W. Danker, 3rd ed. (Chicago: University of Chicago Press, 2000), 135, and 613.

10 P. Michael Ukleja, A Bíblia e o Homossexualismo - Parte 2: Homossexualismo no Novo Testamento. Biblioteca Sacra, 140.560 (10/83). Para uma discussão maior dessas palavras, e outros assuntos, como pederastia, ver David E. Malick, A Condenação do Homossexualismo em 1 Coríntios 6:9, Biblioteca Sacra, 150.600 (10/93). As notas da NET Bible sobre 1 Coríntios 6:9 também são de grande ajuda. Elas podem ser acessadas livremente no endereço: https://net.bible.org/#!bible/1+Corinthians+6

11 Aqui não estamos falando da nossa luta diária — a qual todo mundo tem por viver num mundo e num corpo pecaminoso. Nessa luta podemos ser vencedores pela fé e por meio de Cristo (1 João 5:3-5).

12 Para discussão da palavra específica utilizada aqui, veja as fontes citadas em referência a 1 Coríntios 6:9-11. A mesma palavra, αρσενοκοιτης, é usada tanto no texto de 1 Coríntios quanto em 1 Timóteo 1:10.

13 Com o que Paulo diz nesta passagem, mais os ensinos de Jesus que veremos mais abaixo neste artigo, ele deve ter reconhecido sua enorme culpabilidade diante de Deus (cf. o que ele diz de si mesmo em Romanos 7:7-25).

14 Ver a conclusão sobre a minha própria experiência.

15 Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros

16 Para uma discussão melhor deste texto ver Bob Deffinbaugh: http://bible.org/seriespage/avoiding-sin-adultery-matthew-527-30

17 Para outras discussões sobre este texto e os demais pontos salientados, ver os argumentos de William F. Luck, Sr. sobre o livro em Bible.org: http://bible.org/series/divorce-and-re-marriage-recovering-biblical-view

18 O autor trabalha para a Bible.org e possui Mestrado em Teologia pelo Seminário Teológico de Dallas. Ele pode ser contatado pelo site.

19 Ver Greg Khoul, http://bible.org/article/homosexuality-unnatural-ought-fallacy (Homossexualidade-antinatural-dever-engano), para uma discussão melhor sobre o que é dever-engano e a relação dos argumentos teleológicos aos direitos. Ver também o 2º ponto da coluna de Fred Turek, http://townhall.com/columnists/frankturek/2013/03/01/the-case-against-equality-part-2-n1523048/page/full/ e http://townhall.com/columnists/frankturek/2013/03/01/the-case-against-equality-part-2-n1523048/page/full/. Essas colunas tratam de questões políticas sobre o casamento e da falsa alegação de sua desigualdade não ser aplicável aos relacionamentos homossexuais. Para  ouvir o arquivo em áudio, ver a gravação do programa do dia 16 de março, https://itunes.apple.com/us/podcast/feelings-or-reason-march-16/id337782458?i=136358756&mt=2.

20 Veja o artigo de Matt Slick sobre amor e casamento homossexual para uma breve discussão deste tópico em Christian Apologetics & Research Ministry: http://carm.org/love-homosexual-marriage.

21 Veja as fontes citadas na nota 17 sobre o trabalho de Fred Turek. O livro do Dr. Turek sobre esse tópico, sem dúvida, também seria muito útil para quem deseja investigar o assunto mais a fundo: Correct, NOT Politically Correct: How Same-Sex Marriage Hurts Everyone (Correto, NÃO Politicamente Correto: Como o casamento entre pessoas do mesmo sexo afeta todo mundo)

22 De acordo com artigo da Time online de dezembro de 2012, “apesar de exaustivas investigações”, até agora, os cientistas não conseguiram encontrar o “gene gay”. Um dos pesquisadores citados no artigo, diz enfaticamente: “A orientação sexual não é genética. Não há relação com DNA. Não é parte do DNA. É epigenética.” Sua afirmação faz parte de uma nova teoria desenvolvida por ele, que diz que a orientação sexual está ligada a marcadores epigenéticos relacionados aos hormônios no útero. Assim, até aqui, nada ainda foi cientificamente provado — a não ser que não se encontrou relação genética ou DNA ligados à orientação sexual. Teorias continuam surgindo. Esse artigo foi acessado em 5/4/13: http://healthland.time.com/2012/12/13/new-insight-into-the-epigenetic-roots-of-homosexuality/ Esses dados, é claro, ficarão desatualizados dentro de poucos anos; contudo, o mais importante é reiterar que, mesmo sendo genético, não se pode, logicamente, presumir que seja moral. Veja outros artigos citados no corpo principal dessa questão para uma discussão mais completa.

O Dr. Staton Jones também faz uma análise bastante útil sobre os últimos estudos científicos no artigo intitulado “Sexual Orientation and Reason: On the Implications of False Beliefs about Homosexuality” (Orientação Sexual e Razão: Implicações das Falsas Crenças Sobre a Homossexualidade). Versão texto:  http://www.wheaton.edu/CACE/Hot-Topics PDF Download: http://www.wheaton.edu/CACE/CACE-Print-Resources/Articles (acesso em 15/4/13).

23 Se há uma ligação genética para a mentira talvez não seja determinado, mas há realmente algumas diferenças no cérebro de mentirosos inveterados. Veja See http://bjp.rcpsych.org/content/187/4/320.abstract (acesso em 16/4/2013).

24 Veja breve ensaio / vídeo de John Piper sobre “Por que homossexualidade é pecado?” Para um lembrete gentil dessas verdades. http://www.desiringgod.org/resource-library/ask-pastor-john/why-is-homosexuality-wrong

Related Topics: Cultural Issues, Discipleship, Ecclesiology (The Church), Engage, Equip, Ethics, Evangelism, Fellowship, Forgiveness, Grace, Hamartiology (Sin), Heaven, Hell, Homosexuality, Lesbianism, Issues in Church Leadership/Ministry, Love, Marriage, Sanctification, Soteriology (Salvation), Spiritual Life, Temptation, Worldview