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1. Uma Caminhada pelo Livro de Gênesis 

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Introdução

Talvez uma das apresentações mais breves e diretas que já tenha ouvido foi uma relatada pelas Seleções do Reader’s Digest e que ocorreu num encontro de homens do Philomatic Club. O orador não foi apresentado com as costumeiras frases floreadas. Em vez disso, uma mulher simplesmente disse: “Levante-se, Gilbert". O orador não era outro senão seu marido.

Provavelmente eu sinta o mesmo que “Gilbert” com relação a apresentações. Em especial, não gosto daquelas do tipo: “E agora, com todo prazer, apresento o homem que não precisa de apresentação”.

Assim, damos início ao estudo de um dos grandes livros da Bíblia, o livro de Gênesis. No entanto, este livro precisa de uma apresentação. Derek Kidner diz:

Talvez não haja outra porção das Escrituras sobre a qual sejam travadas tantas batalhas, teológicas, científicas, históricas e literárias, ou que tenha cultivado opiniões tão fortes.1

A postura e as pressuposições que trazemos para o livro de Gênesis irão determinar, em grande parte, a nossa compreensão sobre ele. Por essa razão, precisamos dedicar nossa atenção a algumas questões introdutórias.

Título

O título “Gênesis” é uma transliteração da palavra grega que é título do livro na Septuaginta, a antiga tradução grega do Velho Testamento. No texto hebraico, a palavra Bereshith é a primeira palavra do texto, a qual é traduzida por “no princípio”.

Autoria

J. Sidlow Baxter, na excelente obra Explore the Book, resume a dificuldade da autoria com a pergunta: “É Mosaico ou mosaico?”2

O que, em poucas palavras, é o caso.

Ao longo dos séculos, tradicionalmente a autoria de Gênesis tem sido atribuída a Moisés. Uma série de inferências favorece esta conclusão3. De acordo com algumas passagens (Êxodo 17:14, 24:4; Levítico 1:1, 4:1, 6:1, 8, 19, 24; 7:22, 28, etc), parece evidente que foi ele quem escreveu os outros livros do Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). E seria realmente muito incomum que a primeira palavra de Êxodo fosse “e”, a menos que Moisés também o tivesse escrito.

No Novo Testamento, nosso Senhor parece atribuir o Pentateuco a Moisés (Mateus 8:4; 19:7-8; Marcos 1:44; 7:10, 10:3-4; Lucas 5:14, 16:29, 31; João 5:45-46, 7:22-23). Outros escritores também seguem essa linha (Atos 3:22, 13:39; Romanos 10:5, 19; 1 Coríntios 9:9; 2 Coríntios 3:15). Portanto, não é difícil concluir que tenha sido Moisés quem escreveu todos os livros do Pentateuco, embora não haja uma afirmação incontestável sobre isso.

Os críticos, no entanto, não se dão por satisfeitos com essa conclusão. Começando por J. Astruc (1753)4, os “eruditos” têm atribuído o livro ao trabalho de um redator desconhecido, que habilmente compilou os escritos de quatro ou mais editores. Geralmente as quatro fontes principais são referidas como J, E, D e P. J é “Javista”, E, “Eloísta”, D é o trabalho de Deuteronomista, e P, o documento sacerdotal.

Várias linhas de evidência são dadas para sustentar o Graf-Wellhausen ou Hipótese Documentária. A primeira seriam os diferentes nomes empregados para Deus5. Para aqueles que sustentam a hipótese documentária, a mudança de Elohim para Yahweh assinala a mudança de autor. Uma das maiores falhas nessa abordagem é que, dentro das passagens “E”, a palavra Yahweh também é empregada (ex. Gênesis 22:11, 14; 28:17-22), e vice-versa.

Em segundo lugar, são apontadas expressões diversas para se referir a um mesmo ato, tais como aquelas que falam sobre fazer uma aliança. “Cortar uma aliança”, “entregar uma aliança” e “estabelecer uma aliança”6 são empregadas de modo diverso por diferentes autores do Pentateuco. Isso não dá ao autor oportunidade para mudança de estilo ou de ênfase em uma palavra. Hoje em dia, algumas pessoas odiariam escrever sob tais restrições.

Em terceiro lugar, dizem que o Pentateuco contém “duplicidades”, ou seja, relatos duplicados de um mesmo acontecimento7. Um deles seria os dois relatos da criação narrados em Gênesis 1 e 2. Pior ainda são as supostas “duplicidades” onde não há qualquer similaridade aparente entre os dois acontecimentos, tal como nas duas partidas de Agar (Gênesis 16 e 21).

Embora a múltipla autoria8 ou uso de documentos existentes9 não apresentem grande dificuldade à doutrina da inspiração e inerrância da Bíblia, a Hipótese Documentária continua condenada em duas coisas. Primeira, sua base está sobre a precária conjectura de eruditos que supostamente são mais bem informados que o(s) autor(es) antigo(s). Segunda, é colocada mais ênfase em fragmentos isolados e seus autores do que na interpretação do próprio texto10. Eles estão mais preocupados com um suposto Redator do que com o Redentor.

Portanto, devemos concordar com a conclusão de Sir Charles Marston:

Assim J, E e P, os supostos autores do Pentateuco, vão se tornando meros escribas fantasmas e produtos da imaginação. Eles têm feito do estudo do Antigo Testamento um estudo sem atrativos, eles nos fazem perder tempo, e distorcem e confundem nosso julgamento com evidências superficiais. Supõe-se que eles tenham algum tipo de direito prescritivo e autoridade superior sobre o texto Sagrado. À luz mais clara que tem sido lançada pela Ciência, essas sombras que encobrem os nossos dias de estudo e devoção vão sendo silenciosamente dissipadas.11

O Esboço do Livro de Gênesis

Quase todo estudante do livro de Gênesis concorda que nele cabem duas divisões lógicas: dos capítulos 1 a 11 e de 12 a 50. Os onze primeiros capítulos dão ênfase à progressiva ruína do homem, caído de sua criação perfeita e sujeito ao julgamento do Criador. Os capítulos 12 a 50 descrevem o progressivo e estreito plano de Deus para a redenção do homem.

A primeira divisão do livro, do capítulo 1 ao 11, pode ser resumida em quatro acontecimentos principais: a criação (capítulos 1 e 2), a queda (capítulos 3 a 5), o dilúvio (capítulos 6 a 9) e a confusão de línguas da torre de Babel. A última divisão, do capítulo 12 ao 50, pode ser lembrada por seus quatro personagens principais: Abraão (12:1 a 25:18), Isaque (25:19 a 26:35), Jacó (27 a 36) e José (37-50).

Embora existam esquemas mais complicados para o livro, este simples esboço deve ajudá-lo a pensar em termos do livro como um todo. Cada evento, cada capítulo deve ser entendido como contribuição ao argumento do livro.

A Importância do Livro de Gênesis

Um agrimensor deve sempre começar de um ponto de referência. A história, da mesma forma, deve começar em lugar definido das origens. A Bíblia é, do princípio ao fim, uma revelação histórica. Ela é o relato da ação de Deus na história. Como tal, ela deve ter um princípio. O livro de Gênesis nos dá o ponto de referência histórico, de onde procede toda a revelação subsequente.

Neste livro encontramos a “origem” do mundo inabitado e do universo, do homem e das nações, do pecado e da redenção. Também encontramos a base da nossa teologia. Fritsch, em The Layman’s Bible Commentary se refere a Gênesis como “o ponto de partida de toda a teologia”12. J. Sidlow Baxter escreve:

Os outros escritos da Bíblia estão inseparavelmente ligados a Gênesis, pois ele nos dá a origem e a explicação inicial de tudo o que se segue. Os principais temas das Escrituras podem ser comparados a grandes rios, os quais ficam cada vez mais largos e profundos à medida que correm; e é certo dizer que todos esses rios têm sua nascente na bacia hidrográfica de Gênesis. Ou, para usar uma figura igualmente apropriada, como o tronco e os galhos de um enorme carvalho estão em uma pequena bolota, assim, por implicação e antecipação, toda a Escritura está em Gênesis. Nele temos, em formação, tudo o que é desenvolvido posteriormente. É certo dizer que “as raízes de toda a revelação subsequente estão plantadas bem fundo em Gênesis, e quem quiser realmente compreender essa revelação deve começar aqui.13

De modo especial, Gênesis é crucial do ponto de vista da doutrina da revelação progressiva. Essa doutrina tenta definir o fenômeno que ocorre no processo da revelação divina. Basicamente, a revelação inicial é geral, enquanto a revelação subsequente tende a ser mais particular e específica.

Deixe-me tentar ilustrar a revelação progressiva, examinando a doutrina da redenção. Em Gênesis 3:15, a primeira promessa de redenção é clara, mas bastante indefinida: “Ele pisará a tua cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.

Mais adiante, aprendemos que o mundo será abençoado por meio de Abraão (Gênesis 12:3). A linhagem pela qual viria o Messias estava em Isaque, não em Ismael; em Jacó, não em Esaú. Finalmente, em Gênesis, vemos que o futuro soberano de Israel será da tribo de Judá: “O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence; e a ele obedecerão os povos” (Gênesis 49:10).

Posteriormente, ficamos sabendo que o Messias virá da descendência de Davi (2 Samuel. 7:14-16) e irá nascer na cidade de Belém (Miqueias 5:2). Literalmente, centenas de profecias contam em maiores detalhes a vinda do Messias.

O mais surpreendente é compreender que Gênesis (e o Pentateuco) contém, praticamente, as linhas gerais de todas as principais áreas da teologia. Para quem tende a perder o senso de perspectiva entre verdades fundamentais e verdades secundárias, o estudo de Gênesis o fará lembrar das áreas mais básicas e fundamentais da teologia.

Gênesis também lança luz sobre eventos contemporâneos. A amarga luta travada atualmente no Oriente Médio é explicada no livro de Gênesis. Abrão, querendo dar uma mãozinha ao plano de Deus, tentou resolver as coisas sozinho. O resultado foi a concepção de um filho com a criada de Sarai, Agar. Os árabes atuais alegam serem descendentes de Ismael14.

A Interpretação de Gênesis

Francis Schaeffer faz alusão a quatro interpretações diferentes da narrativa da criação em Gênesis:

Para alguns, essa narrativa é apenas um mito judaico, com valor histórico para o homem moderno semelhante ao da Epopeia de Gilgamesh ou das histórias de Zeus. Para outros, ela constitui uma visão pré-científica que ninguém que respeite os resultados acadêmicos pode aceitar. Outros ainda veem apenas uma história simbólica, nada mais. Alguns admitem os primeiros capítulos de Gênesis como revelação apenas em consideração a uma história maior, uma verdade religiosa, mas permitem que qualquer sentido de verdade com relação à história e ao cosmos se perca (ciência)15.

A maneira como alguém aborda o livro de Gênesis determina, em grande parte, o que vai assimilar do seu estudo. Gostaria de mencionar três métodos de interpretação que devemos evitar.

Teólogos neo-ortodoxos estão dispostos a admitir que a Bíblia contém a verdade, mas não vão tão longe a ponto de aceitá-la como a verdade. Eles acham que, durante o processo de transmissão através dos séculos, ela se tornou menos inspirada e inerrante. Os acréscimos inverídicos que se misturaram com a verdade bíblica devem ser expostos e eliminados. Este processo é conhecido como desmistificação das Escrituras. A grande dificuldade é que o homem determina o que é verdade e o que é ficção. O homem não está mais sob a autoridade da Palavra, ele é a autoridade sobre a Palavra.

Um segundo método de interpretação é chamado de abordagem alegórica. Esse método é apenas um passo a menos que a desmistificação. O relato bíblico não é tão importante quanto a mensagem “espiritual” transmitida pela passagem. A dificuldade é que a “mensagem espiritual” parece diferir para cada indivíduo, e não está vinculada à interpretação histórico-gramatical do texto. Em grupos de estudos populares isso geralmente se encaixa no título “o que este versículo significa para mim”. A interpretação de um texto deve ser a mesma para uma dona de casa ou para um teólogo, para uma criança ou para um cristão maduro. A aplicação pode diferir, mas a interpretação, jamais!

Intimamente relacionado ao método da interpretação alegórica está o da abordagem tipológica. Ninguém discute que a Bíblia contenha tipos. Alguns deles são claramente apontados como tal no Novo Testamento (Romanos 5:14, Colossenses 2:17, Hebreus 8:5, etc). Outros, apesar de não receberem especificamente esse rótulo, dificilmente podem ser questionados. Por exemplo, José parece ser claramente um tipo de Cristo.

Muitas vezes vejo pessoas “encontrando” tipos onde eles parecem não existir. Mesmo que o significado da interpretação esteja em conformidade com a Escritura (ou seja ensinado em algum lugar), não há meios de se provar ou refutar o tipo. Quanto mais espiritual é uma pessoa, tanto mais tipos, ele ou ela, parece encontrar. E quem pode questioná-los? No entanto, nessa busca por tipos, a interpretação pura e simples é ignorada ou negligenciada. Precisamos ter muito cuidado com isso.

Gostaria de sugerir que abordemos o livro de Gênesis tal como o livro se apresenta para nós. Creio que o primeiro versículo mostra claramente a maneira como devemos estudá-lo.

No princípio, criou Deus os céus e a terra. (Gênesis 1:1)

Ao lado deste versículo, tenho escrito em minha Bíblia: “Ou isso explica tudo ou não explica nada”.

Não, não me diga que estou vendo demais aqui. Alguns livros começam com “Era uma vez...”.

Quando vemos esse tipo de introdução já sabemos que estamos lendo um conto de fadas. O mesmo acontece com a conclusão “... e viveram felizes para sempre”.

Gênesis 1:1 é totalmente diferente. O tom é assertivo e autoritativo.

A reivindicação contida nesse versículo é semelhante àquela feita por nosso Senhor quando fez a apresentação de Si mesmo aos homens. Ninguém pode, em sã consciência, considerar Jesus como um “homem bom”, “um exemplo maravilhoso” ou um “grande professor”. Ou Ele foi Quem Ele afirmou ser (o Messias, o Filho de Deus) ou foi um impostor e uma fraude. Não existe meio-termo, não dá pra ficar em cima do muro com relação a Jesus. Ele não merece só um pouco de consideração. Ele requer uma coroa ou uma cruz.

O mesmo acontece com Gênesis 1:1. Não podemos nos atrever a chamá-lo de boa literatura. Ele reivindica autoridade e veracidade. A partir desse versículo, ou a pessoa continua lendo, esperando que Deus Se revele no livro, ou o deixa de lado, considerando-o simples retórica religiosa.

Não podemos nos esquecer de que ninguém foi testemunha da criação:

Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? (Jó 38:4-7).

Há apenas duas opções viáveis a respeito da procedência de Gênesis 1:1 (e o restante do livro). Ou o versículo foi produto da imaginação humana do autor ou é a verdade divinamente revelada. Se for a primeira, seu valor é apenas de uma obra antiga, no mesmo nível de outras cosmogonias da Antiguidade. Se for a última, devemos estudá-lo com reverência, dispostos a ouvi-lo e obedecê-lo como palavra autoritativa de Deus.

A visão de Gênesis como revelação divina, o relato histórico das nossas origens, é aquela do restante das Escrituras.

Àquele que com entendimento fez os céus, porque a sua misericórdia dura para sempre; àquele que estendeu a terra sobre as águas, porque a sua misericórdia dura para sempre; àquele que fez os grandes luminares, porque a sua misericórdia dura para sempre; o sol para presidir o dia, porque a sua misericórdia dura para sempre; a lua e as estrelas para presidirem a noite, porque a sua misericórdia dura para sempre. (Salmo 136:5-9)

Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Eu fiz a terra e criei nela o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens. Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada. Eu sou o Senhor, e não há outro. (Isaías 45:7, 12, 18)

Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. (1 Timóteo. 2:13-14, cf. Mateus 19:4-6; Romanos 5:14)

Nossa Abordagem do Livro de Gênesis

Por tudo isso, vamos abordar o livro de Gênesis como revelação divina. Vamos nos empenhar para interpretá-lo literalmente, à luz da cultura e dos costumes da sua época. Vamos nos esforçar para encontrar princípios eternos que sejam tão verdadeiros hoje como foram há tantos anos. E, então, vamos considerar de que forma estas verdades eternas têm a ver conosco em nossa própria época.

Esta série de mensagens não será (se Deus quiser) uma longa e interminável maratona. Meu propósito é lidar com Gênesis capítulo por capítulo, mantendo o entendimento do argumento do livro como alvo principal.

Nos dois primeiros capítulos, não quero me estender na discussão sobre a teoria da evolução. Isso, por vários motivos. Primeiro, não acho que a questão esteja dentro do objetivo principal do livro. Eu teria de sair do texto e fazer muita especulação para tratar da evolução de forma eficaz. Segundo, tenho pouco interesse e pouca habilidade nessa área da ciência.

(Eu me recuso a atacar os cientistas numa área em que não tenho conhecimento; e não desejo assim ser “impedido” de falar por teorias que criticam a revelação divina). Terceiro, quero ficar dentro da ênfase e aplicação da Bíblia quando tratar da questão da criação. Por milhares de anos, a evolução não foi problema. Durante todo esse tempo, o que as pessoas aprenderam sobre Gênesis 1 e 2? Quarto, a maior parte dos americanos ou estão cansados de ouvir falar de evolução ou nem mesmo acreditam nela: “Metade dos adultos nos Estados Unidos creem que Deus criou Adão e Eva para dar início à raça humana”.16

Em última análise, criacionismo é uma questão de fé, não de fatos:

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. (Romanos 1:20-21)

Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem. (Hebreus 11:3)

Devo dizer que estou ansioso para começar este estudo de Gênesis. Gostaria de lhe pedir para estudar o livro com muito cuidado e oração. Acima de tudo, espero que este estudo nos leve a conhecer a Deus como O conheceram Abraão, Isaque, Jacó e José.

Traduzido e revisado por Mariza Regina de Souza


1 Derek Kidner, Gênesis (Chicago: InterVarsity Press, 1967), p. 9.

2 J. Sidlow Baxter, Explore the Book (Grand Rapids: Zondervan, 1960), I, p. 22.

3 Para uma análise mais detalhada da autoria de Gênesis, cf. Kidner, pp. 15-26; Baxter, I, p. 22; H. C. Leupold, Exposition of Genesis (Grand Rapids: Baker Book House, 1942), I, pp. 5-9

4 Kidner, p. 16.

5 Cf. Gleason Archer, A Survey of Old Testament Introduction (Chicago: Moody Press, 1964), p. 110-115.

6 Cf. Kidner, pp. 2021.

7 Cf. Kidner, pp. 2122; Archer, p. 117 e ss.

8 Como temos em Salmos ou Provérbios, por exemplo.

9 “No entanto, a ausência de tais fontes, orais e escritas, precisa ser suposta por um autor do período indicado na seção a. (pp. 15f.), desde que Abrão migrou de um país que era rico em tradições e genealogias, e José (como Moisés depois dele) viveu muitos anos em meio ao clima intelectual da corte egípcia de um lado (com acesso à etnografia detalhada refletida em Gênesis 10) e a sociedade patriarcal de outro, com amplas oportunidades de preservar estes estoques de informação.” Kidner, pp. 22-23.

10 “Com o estudo de Gênesis em “seus próprios termos”, como um conjunto vivo, não um corpo a ser dissecado, a impressão indiscutível é que seus personagens são pessoas de carne e osso, seus eventos atuais, o livro em si mesmo uma unidade. Se isso é certo, os mecanismos de composição são matéria de pouca importância, desde que as partes deste todo não estejam competindo em crença versus tradições, e o autor do livro não atraia a atenção para suas fontes de informação, como fazem os escritores de Reis e Crônicas.” Ibid, p. 22.

11 Citado by J. Sidlow Baxter, Explore the Book, I, p. 22.

12 Como citado por H. C. Leuphold, “Genesis,” The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids: Zondervan, 1975, 1976), II, p. 679. Esse excelente artigo tem um sumário de ajuda do livro, capítulo por capítulo.

13 Baxter, Explore the Book, I, p. 23.

14 Kidner, p. 127.

15 Francis A. Schaeffer, Genesis in Time and Space (Downers Grove: Inter­Varsity Press, 1972), p. 9.

16 “We Poll the Pollster,” Christianity Today, December 21, 1979, p. 14.

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