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Renovando o Reino (I Samuel 11:14 -12:25)

Introdução

Na semana passada, eu e minha esposa Jeanette tivemos uma nova experiência - tornamo-nos avós pela primeira vez! Depois de 25 horas de trabalho de parto (de minha filha), nasceu Taylor Nicole. Há sempre uma sensação de alegria e otimismo no nascimento de uma criança, tal como numa festa de casamento. Mas você e eu sabemos que esta alegria, com o tempo, será vista por outro ângulo. Um pequeno recém-nascido, adorável e indefeso, logo fará dois anos e então será um adolescente! Tempos difíceis virão para seus pais, e todos nós que somos pais sabemos disto. Tempos difíceis virão também para os recém-casados.

Quando penso em nosso texto de I Samuel, lembro-me de um retrato que tirei anos atrás, quando estava no colégio. Nossa família tinha ido acampar... Nosso primeiro e único acampamento. O retrato foi tirado nas montanhas do Parque Nacional Glacier em Montana. Na foto, o céu está azul, com poucas nuvens. Meus pais, minhas duas irmãs e meu irmão caçula estão sentados à frente de nossa barraca, todos com um sorriso no rosto. Que coisa maravilha é acampar! Como podíamos ter perdido tais prazeres até agora? Poucas horas depois, o retrato é completamente diferente - um retrato que só existe na minha cabeça, pois as coisas ficaram caóticas demais para tirar fotos, no meio da noite, em meio a uma tempestade das montanhas, com uma barraca enfiada numa poça d’água de quase cinco cm. (Por que será que ninguém nos falou para armar a barraca num lugar alto com a porta para o lado oposto ao vento?)

As coisas nem sempre terminam do jeito que começam, como vemos com Saul, o novo rei de Israel. Em I Samuel 8, o povo exige um rei para governá-los, como todas as nações. Isto dá a entender que Samuel vai se aposentar e ser substituído. Samuel não gosta daquilo que ouve, e com razão. Ele adverte o povo sobre os altos custos de um rei, e os israelitas dizem que estão dispostos a pagar o preço. Assim, Samuel manda o povo de volta para casa, com a promessa de que terão seu rei. Os capítulos 9 e 10 descrevem os acontecimentos que levam à designação pública de Saul como rei de Israel. O capítulo 11 fala sobre Naás, o amonita, que sitia Jabes-Gileade e exige a rendição desta cidade israelita, anunciando que, quando se renderem, ele vazará o olho direito de cada inimigo derrotado. O povo da cidade pede tempo para buscar ajuda com seus irmãos, algo que Naás parece entender de modo diferente. Quando os mensageiros são enviados de Jabes-Gileade com o pedido de socorro, a notícia sobre estes irmãos israelitas em apuros chega a Gibeá de Saul. Quando Saul volta do campo, fica sabendo da situação e se enfurece pelo Espírito do Senhor. Ele dilacera uma junta de bois, enviando os pedaços por todo o território de Israel, com o aviso de que, qualquer um que não se ajunte para guerrear encontrará seus bois do mesmo jeito. Todo o Israel se ajunta - 330.000 homens. Deus dá uma grande vitória sobre os amonitas, libertando o povo de Jabes-Gileade de sua tirania.

No que diz respeito ao povo, esta é uma prova positiva de que Saul é o tipo de rei que eles querem. Ele é o homem! A grande comemoração que se segue é mais ou menos como a comemoração de um time vencedor do Super Bowl (torneio de boliche). É como um comercial de cerveja, onde um israelita se vira para outro e diz: “Cara, não tem nada melhor do que isto!” É como um candidato presidencial recebendo a notícia de sua eleição na sede de sua campanha eleitoral. Se os israelitas tivessem uma banda, eles tocariam “Os dias felizes voltaram...”

Neste exato momento, Samuel convoca o povo para ir a Gilgal, onde eles “renovarão o reino” (11:14). Saul é constituído rei, sacrifícios são feitos perante o Senhor e os “homens de Israel muito se alegram” (11:15). Mas que negócio é este de “renovar o reino”? Se Saul é o primeiro rei de Israel, então ele é o “novo” rei. Como, então, eles podem “renovar o reino”, proclamando Saul como rei?

Cheguei à conclusão de que Samuel não está falando sobre a ”renovação” do novo reino que acaba de ser inaugurado com a investidura de Saul como rei, mas da “renovação” do reino de Deus, com Deus como Rei, como já fora estabelecido no êxodo. Existem duas razões muito fortes para isto. Primeiro, há toda a mensagem e ênfase do capítulo 12, que iremos considerar por alguns instantes. Segundo, a “renovação” deve acontecer em Gilgal, não em Mispa (ver 7:5 e ss). Gilgal é a cidade que está daquém (a oeste) do Jordão. É o lugar onde os israelitas cruzaram o rio Jordão pela primeira vez e entraram na terra prometida, o lugar onde foi construído o memorial de 12 pedras. É o lugar onde os israelitas (a segunda geração) foram circuncidados e onde Israel renovou sua aliança com Deus (ver Josué 4 e 5). Gilgal é o lugar aonde o “anjo do Senhor” veio relembrar aos israelitas a sua libertação no êxodo, sua aliança com Deus e a razão para guerrear com as nações à sua volta (Juízes 2:1-5). É também uma das cidades do circuito de Samuel (I Samuel 7:16) e o lugar onde ele diz para Saul esperá-lo (I Samuel 10:8); Gilgal é a cidade que tem maior ligação com a aliança entre Deus e Israel.

A Inocência de Samuel e a Culpa de Israel
(12:1-5)

Então, disse Samuel a todo o Israel: Eis que ouvi a vossa voz em tudo quanto me dissestes e constituí sobre vós um rei. Agora, pois, eis que tendes o rei à vossa frente. Já envelheci e estou cheio de cãs, e meus filhos estão convosco; o meu procedimento esteve diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje. Eis-me aqui, testemunhai contra mim perante o SENHOR e perante o seu ungido: de quem tomei o boi? De quem tomei o jumento? A quem defraudei? A quem oprimi? E das mãos de quem aceitei suborno para encobrir com ele os meus olhos? E vo-lo restituirei. Então, responderam: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma das mãos de ninguém. E ele lhes disse: O SENHOR é testemunha contra vós outros, e o seu ungido é, hoje, testemunha de que nada tendes achado nas minhas mãos. E o povo confirmou: Deus é testemunha.

Neste parágrafo, Samuel coloca a si mesmo em julgamento diante de Deus e de todo o povo. Creio que seja por causa das acusações que Israel faz ou insinua contra ele no capítulo 8, e que eles consideram ser motivo suficiente para sua substituição por um rei. Em vez de ficar constrangido pelas acusações, Samuel as expõe publicamente, desafiando quem quer que seja a acusá-lo de má conduta, especialmente em relação a seus deveres oficiais.

Várias alegações são feitas no capítulo 8, as quais são consideradas por Samuel em nosso texto. A primeira coisa que Samuel diz ao povo é que ele os ouviu e lhes concedeu o que pediram. Não espere isto de um rei. Samuel não foi insensível aos seus desejos, nem indiferente. Segundo, ele chama a atenção para a sua idade, dizendo-lhes que está “velho e cheio de cãs”. No capítulo 8 eles insinuaram que ele estava velho demais para desempenhar suas tarefas de julgar a nação. Que conclusão absurda! Será que a idade é de alguma forma incompatível com a habilidade de julgar sabiamente? Dê uma olhada na Suprema Corte dos Estados Unidos. Será que é melhor ter uma corte cheia de jovens recém saídos do colégio ou da Faculdade, ou com pessoas que tenham sido amadurecidas por anos de experiência? Samuel não está velho demais para desempenhar seu chamado como juiz. Ele ainda continuará a servir este povo por algum tempo. Ele não está com o “pé na cova”.

O ministério de Samuel é público, e seus filhos estão lá entre os israelitas. Sua integridade e generosidade devem ser visíveis, assim como seus defeitos. No capítulo 8, os israelitas chamam a atenção para a conduta dos filhos de Samuel. Eles os acusam de não “andar nos caminhos de seu pai” (ver 8:5), e as acusações são verdadeiras (ver 8:1-3). A questão é se Samuel lidou com seus filhos da maneira como deveria. Tudo indica que ele não tem culpa, ao contrário de seu predecessor, Eli.

Se Samuel não tem culpa quanto à sua família, será que ele tem culpa quanto ao seu ministério? Será que Samuel de alguma forma falha em serviço, para que os israelitas peçam sua demissão e substituição por um rei? A resposta é muito clara “não!” Samuel afirma sua inocência e integridade no ministério sob três aspectos. Primeiro, ele não defraudou ninguém. Ele não cometeu nenhuma injustiça para que as pessoas fossem defraudadas devido à distorção ou abuso no processo judicial. Segundo, ao contrário de seus filhos, ele não recebeu suborno para distorcer a justiça em seus julgamentos (ver 8:3). Terceiro, ele garante que não oprimiu ninguém. Ele não abusa de seu poder para oprimir aqueles a quem julga. Ele é “servo”, não “senhor”. Finalmente, Samuel não “tomou o boi ou o jumento de ninguém”. Não creio que ele esteja falando sobre furto. Creio que ele queira dizer que não tomou bois ou jumentos como os reis farão:

“Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho.” (I Sam. 8:16)

Como o apóstolo Paulo, Samuel não cobra por seu ministério. Certamente ele vive de sua porção dos sacrifícios, mas não cobra um alto preço por isto. Seus encargos, com toda a certeza, não são tão dispendiosos quanto serão os encargos do rei.

Se Samuel “não é culpado” das acusações feitas pelos israelitas contra ele, então, por inferência, Israel deve ser culpado por fazer acusações infundadas. Os cinco primeiros versos do capítulo 12 demonstram que Samuel é qualificado para julgar Israel e, desta forma, qualificado para julgar o caso de Deus contra eles nos versos seguintes. Samuel é inocente, conseqüentemente, Israel procura injustamente sua destituição. Samuel é inocente, por isso, pode chamar esta nação rebelde a prestar contas de seu pecado contra ele e contra Deus.

Uma Lição da História de Israel
(12:6-11)

“Então, disse Samuel ao povo: Testemunha é o SENHOR, que escolheu a Moisés e a Arão e tirou vossos pais da terra do Egito. Agora, pois, ponde-vos aqui, e pleitearei convosco perante o SENHOR, relativamente a todos os seus atos de justiça que fez a vós outros e a vossos pais. Havendo entrado Jacó no Egito, clamaram vossos pais ao SENHOR, e o SENHOR enviou a Moisés e a Arão, que os tiraram do Egito e os fizeram habitar neste lugar. Porém esqueceram-se do SENHOR, seu Deus; então, os entregou nas mãos de Sísera, comandante do exército de Hazor, e nas mãos dos filisteus, e nas mãos do rei de Moabe, que pelejaram contra eles. E clamaram ao SENHOR e disseram: Pecamos, pois deixamos o SENHOR e servimos aos baalins e astarotes; agora, pois, livra-nos das mãos de nossos inimigos, e te serviremos. O SENHOR enviou a Jerubaal, e a Baraque, e a Jefté, e a Samuel; e vos livrou das mãos de vossos inimigos em redor, e habitastes em segurança.”

Aqui vemos outro exemplo de “pensamento histórico” na Bíblia. Samuel leva os israelitas de volta ao início do “reino”, o qual foi estabelecido por Deus no êxodo, e traça brevemente sua história até o presente. Seu objetivo é demonstrar que sua exigência em ter um rei como as demais nações nada mais é senão outro caso de rebelião contra Deus - como a rebelião característica de seus antepassados.

A história de Israel como reino começa no êxodo. A primeira coisa enfatizada por Samuel aos israelitas de seus dias é que, em última análise, não foram Moisés e Arão quem os libertou do cativeiro egípcio - foi Deus (verso 7). Foi Deus quem “designou Moisés”, e foi Deus quem “tirou seus pais da terra do Egito”. Desde o princípio, nunca foram os homens - nem mesmo os grandes homens como Moisés - que libertaram Israel, foi Deus. Deus levanta líderes e Deus liberta Seu povo. Deus usa os homens, é verdade, mas os homens não salvam o povo de Deus.

Com base nesta verdade central – de que foi Deus o libertador de Israel e não os homens - Samuel convoca os israelitas a se colocarem diante do Senhor (verso 7). Os israelitas estão sob julgamento e Samuel é o promotor. A História é a primeira testemunha contra Israel. A história de Israel não é sobre sua retidão e as bênçãos recebidas; a história de Israel é sobre os feitos justos de Deus, realizados em seu benefício, sempre num contexto de pecado de Israel. Foi a justiça de Deus que libertou os antepassados daqueles israelitas que estão diante de Samuel em Gilgal.

Brevemente, Samuel delineia a história de Israel desde o dia do nascimento da nação no êxodo até o presente momento, quando Israel tem o rei exigido. Citando ilustrações dos principais períodos (o êxodo e a peregrinação de Israel no deserto, a posse da terra sob Josué e o período dos juízes, terminando com Samuel), Samuel procura demonstrar um padrão constante no comportamento de Israel, e no trato de Deus com Seu povo. Embora Deus dê graciosamente a Seu povo a libertação de seus inimigos, Israel se esquece de Deus e se volta para outros deuses. Deus entrega a nação a seus vizinhos, que são inimigos de Israel e que oprimem e afligem o povo de Deus. Os israelitas, então, reconhecem seu pecado e clamam a Ele por libertação, o que Ele graciosamente concede. Eles reconhecem sua idolatria e a abandonam, prometendo servir a Deus se Ele os livrar novamente.

A Lição da História e da Exigência de Israel por um Rei
(12:12-18a)

“Vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós outros, me dissestes: Não! Mas reinará sobre nós um rei; ao passo que o SENHOR, vosso Deus, era o vosso rei. Agora, pois, eis aí o rei que elegestes e que pedistes; e eis que o SENHOR vos deu um rei. Se temerdes ao SENHOR, e o servirdes, e lhe atenderdes à voz, e não lhe fordes rebeldes ao mandado, e seguirdes o SENHOR, vosso Deus, tanto vós como o vosso rei que governa sobre vós, bem será. Se, porém, não derdes ouvidos à voz do SENHOR, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do SENHOR será contra vós outros, como o foi contra vossos pais. Ponde-vos também, agora, aqui e vede esta grande coisa que o SENHOR fará diante dos vossos olhos. Não é, agora, o tempo da sega do trigo? Clamarei, pois, ao SENHOR, e dará trovões e chuva; e sabereis e vereis que é grande a vossa maldade, que tendes praticado perante o SENHOR, pedindo para vós outros um rei. Então, invocou Samuel ao SENHOR, e o SENHOR deu trovões e chuva naquele dia...”

No verso 12, Samuel relaciona a história que acaba de contar com o tempo presente. Como os antigos israelitas, o povo de Deus uma vez mais está sendo oprimido por uma nação vizinha. Desta vez Naás lidera os amonitas. A reação dos israelitas da época de Samuel à ameaça dos amonitas não é como a reação descrita por ele nos versos anteriores. Quando oprimidos por seus inimigos, os israelitas dos tempos passados viam sua situação à luz da Aliança Mosaica, especialmente à luz de Deuteronômio 28-32. Eles compreendiam que a opressão sofrida às mãos de seus inimigos era devido ao seu pecado. Os antigos israelitas se arrependiam de seus pecados e clamavam a Deus por libertação. Não é assim com estes que estão diante de Samuel em Gilgal. Este pessoal não reconhece que a razão de suas tribulações é o pecado. Eles atribuem seus problemas à “má liderança”, especificamente à “má liderança” de Samuel e seus filhos. Sua solução não é se arrepender de seus pecados e clamar a Deus por libertação; sua solução é se livrar de Samuel e conseguir um rei exatamente como o de outras nações.

Quando Samuel fala sobre Naás e os amonitas no verso 12, ele mostra a verdadeira razão dos israelitas quererem um rei. Eles não reconhecem seu pecado, nem confiam em Deus para libertá-los. Não é que Samuel realmente esteja tão velho, velho demais para continuar julgando. Não é que realmente seus filhos sejam corruptos. É que os israelitas estão com medo da ameaça feita pelo inimigo e não reconhecem que a raiz do problema seja seu próprio pecado. Eles jogam a culpa na má liderança, e por isso se sentem justificados em ter um rei que querem de qualquer jeito.

Anos atrás, dei aulas numa prisão de segurança média que possibilitava aos internos obter seu diploma do segundo grau. Um dia, surgiu o assunto da teoria da evolução, e mostrei que creio na criação, não na evolução. Jamais me esquecerei do que disse um dos internos: “Vou lhe dizer por que acredito na evolução”, disse ele com ousadia, “é porque não acredito em Deus”. Receio que os israelitas dos dias de Samuel fossem como este sujeito. Repare no “não” do começo de sua resposta a Samuel no verso 12. Eles não querem a liberdade do jeito de Deus; querem do seu jeito. Eles realmente querem a liberdade, mas de um jeito que exclua a Deus. Não é de admirar que Deus diga a Samuel que o povo não rejeitou a ele e sim a Deus.

A despeito do pecado de Israel em pedir um rei, Deus é gracioso para com Seu povo, mostrando-lhes “uma saída” nos versos 13-15 (ver I Co. 10:13). A primeira coisa que Samuel diz ao povo sobre este rei é que ele é seu rei, não Seu rei. Este rei é aquele que eles escolheram, que eles pediram (verso 13). Deus lhes dá este rei, mas ele é seu rei. Os versos 14 e 15 devem dar muito que pensar aos israelitas. Será que eles consideram que este rei seja seu libertador? Será que eles põem toda a sua confiança neste homem, ou em qualquer outro (simples) homem? Se for assim, as palavras de Samuel devem ser um choque.

Parece que os israelitas dos dias de Samuel têm a mesma visão de liderança que é tão popular hoje em dia, ou seja:

“Tal líder, tal nação”.

Há certa verdade nisto. Reis corruptos geralmente tendem a levar a nação ao pecado. Líderes justos tendem a levar a nação a praticar a justiça. Mas aqui Samuel está dizendo uma coisa bem diferente. Será que os israelitas estão vendo seu rei como um “deus”, alguém que eles pensam que será seu salvador? Será que eles pensam ter o homem certo para lhes garantir a vitória militar sobre seus inimigos, trazendo paz e prosperidade? Samuel parece dizer que a obediência da nação aos mandamentos do Senhor é que é a chave para a paz e prosperidade nacional - não as proezas de seu líder. Se o povo “temer ao SENHOR, e o servir, e lhe atender à voz, e não lhe for rebelde ao mandado, e seguir o SENHOR, seu Deus, tanto eles (literalmente “vocês”) como o seu rei que governa sobre eles, bem será. (verso 14)

O rei não é a chave para o sucesso de Israel. A chave é Israel confiar em Deus e obedecê-Lo. Uma nação ímpia terá um rei ímpio. Uma nação justa terá um rei justo. Absolutamente nada mudou com a designação de um rei sobre Israel. O princípio dominante ainda é a Aliança Mosaica, resumida em Deuteronômio 28-32. Israel será abençoado enquanto confiar em Deus e obedecer aos Seus mandamentos e, da mesma forma, será amaldiçoado por se afastar de Deus e de Suas leis. Se a nação confiar em Deus e obedecê-Lo, Israel terá um rei justo e provará as bênçãos prometidas. Se a nação se afastar de Deus, seu rei certamente não a salvará do julgamento divino. As condições de Deus para Suas bênçãos são as mesmas que eles sempre tiveram e ter um rei não mudará nada. Deus não abdicou de ser o rei de Israel. Sua aliança ainda é a constituição do país.

No auge do sucesso de Israel sob a liderança de seu novo rei, Deus põe os pingos nos is. A mesma aliança, a Aliança Mosaica, ainda rege os tratos de Deus com Seu povo. Samuel informa aos israelitas a gravidade de seu pecado em pedir um rei como fizeram. Ainda assim, suas palavras não causam o efeito desejado; por isso, ele ressalta a seriedade de seu pecado à vista de Deus invocando a disciplina divina. De certo modo, mais ou menos como Elias, Samuel anuncia o julgamento divino como indicação da seriedade do pecado de Israel em pedir um rei. Ele deixa claro que o juízo virá em relação à colheita do trigo, que é iminente. Embora não seja época de tempestade ou chuva de granizo, em resposta à oração de Samuel, um grande temporal desaba sobre o país. Esta questão do rei é muito séria para Deus, e agora também para Seu povo.

O temporal faz o povo se lembrar de que Samuel é profeta de Deus, e que rejeitá-lo não é uma boa idéia. O temporal dá grande ênfase às palavras de Samuel, as quais mostram que a exigência por um rei é pecado. Talvez, mais do que qualquer outra coisa, isto faça Israel se lembrar de uma verdade muito importante: tanto a calamidade quanto a bênção vêm de Deus:

“Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que não me conheces. Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro. Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.” (Isaías 45:5-7, ênfase minha)

Os israelitas consideram seu rei como seu libertador. Na cabeça deles, este rei é a chave para o sucesso. Eles acreditam que ele os livrará de seus opressores e que levará a nação à prosperidade. Basicamente, Deus faz Israel se lembrar de que Ele é tanto a fonte de seu sofrimento, quanto de suas bênçãos. A calamidade vem sobre a nação por causa do seu pecado. As bênçãos não vêm sobre a nação devido à sua justiça, mas por causa da graça e da misericórdia de Deus. Sua prosperidade não é porque Israel faz o bem, mas porque quando está sofrendo, ele clama a Deus por libertação. A devoção de Israel a Deus e seu serviço a Ele são frutos da graça de Deus, não a fonte de Suas bênçãos. Em nosso texto esta verdade é claramente transmitida.

Maravilhosas Palavras de Vida
(12:18b -25)

“... pelo que todo o povo temeu em grande maneira ao SENHOR e a Samuel. Todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao SENHOR, teu Deus, para que não venhamos a morrer; porque a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir para nós um rei. Então, disse Samuel ao povo: Não temais; tendes cometido todo este mal; no entanto, não vos desvieis de seguir o SENHOR, mas servi ao SENHOR de todo o vosso coração. Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são. Pois o SENHOR, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo, porque aprouve ao SENHOR fazer-vos o seu povo. Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito. Tão-somente, pois, temei ao SENHOR e servi-o fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez. Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei.”

Os israelitas investiram demais no novo rei e as palavras e atitudes de Samuel colocam as coisas no lugar certo. Em conseqüência de sua pregação - e, especialmente, do temporal - o povo “...temeu em grande maneira ao SENHOR e a Samuel” (verso 18b). É assim que deve ser. Embora não seja dito expressamente, creio que podemos deduzir que a opinião do povo sobre o rei diminui, enquanto seu conceito sobre Samuel e Deus aumenta. Agora, o povo está começando a compreender a enormidade de seu pecado, especialmente o pecado de exigir um rei. Parece que eles temem mais disciplina. Eles rogam a Samuel que ore por eles. As palavras de Samuel em resposta ao seu pedido são realmente “maravilhosas palavras de vida”. Vamos destacar alguns elementos neste parágrafo.

Primeiro, repare que o povo não olha para o rei para ser liberto, mas para Samuel. Agora os israelitas reconhecem que seu principal problema não é a “liderança” política, mas o pecado. Eles entendem perfeitamente que merecem a ira de Deus. Eles sabem que a libertação de que mais precisam não é a de seus vizinhos, mas da justa ira do Deus que eles rejeitaram. Eles sabem que não são dignos da libertação e sentem a necessidade de um intercessor. Por isso, suplicam a Samuel que ore por eles ao Senhor (verso 19).

Segundo, observe que Samuel estimula o povo de Israel a confiar em Deus em vez de confiar nos homens. Suas palavras são cheias de misericórdia, graça e esperança. Sua mensagem não é a das ”uvas azedas” por ter sido rejeitado pelo povo. Ele lhes diz para não temer. O temor que ele procura afastar não é aquele temor saudável de Deus, mas o temor doentio da desesperança, um temor que poderia levar ao desespero. Os israelitas parecem estar a ponto de concluir que seu fracasso tenha sido tão grande que não haja nenhuma esperança de restauração. Sem diminuir a gravidade do pecado, Samuel lhes dá boas razões para ter fé, esperança e paciência. Eles não devem “se desviar de seguir o SENHOR” (verso 20), mas, com toda certeza, deixar de seguir as “coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco podem livrar” (verso 21). A libertação de Israel de seus pecados, e sua esperança para o futuro, requer que o povo pare de adorar e servir seus ídolos para adorar e servir somente a Deus. Especificamente, a ”coisa vã que não beneficia ou liberta Israel” é um rei em quem confiem e sirvam em lugar de Deus. Ter um rei, em si mesmo, não é errado. O que é errado é confiar em qualquer homem para salvação e libertação da culpa pelo pecado. Somente Deus pode verdadeiramente salvar e libertar.

Terceiro, a salvação de Israel não se fundamenta na sua fidelidade ou nas suas boas obras, mas na graça de Deus. Em lugar algum Samuel incentiva Israel a “se esforçar mais” ou a fazer o bem para receber as bênçãos de Deus. Samuel lhes diz para confiar em Deus, cuja fidelidade é a base para sua esperança e salvação. A obediência de Israel e seu serviço a Deus são considerados como conseqüências da graça de Deus, não a sua causa.

“Tão-somente, pois, temei ao SENHOR e servi-o fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez.” (I Sam; 12:24)

Quando Samuel recapitula a história da nação desde o êxodo até seus dias, ele enfatiza de forma consistente os pecados dos israelitas e a graça e misericórdia de Deus. Jamais Samuel fala da salvação de Deus como resposta às boas obras de Seu povo. Deus vem em socorro de Seu povo pecador porque eles “clamam” (12:8, 10) a Ele por libertação, não porque sejam dignos disso. Deus os salva por Sua graça.

Este é um ponto importante que deve ser muito bem esclarecido e enfatizado à luz da Aliança Mosaica. Samuel deixa claro neste capítulo que ter um rei não muda as bases do trato de Deus com Seu povo. A Aliança Mosaica fala das bênçãos e maldições condicionais de Deus (ver Levítico 26; Deuteronômio 28-32). Nesta aliança, muito menor ênfase é dada às promessas de bênçãos por obediência às leis de Deus do que às promessas de maldição por desobediência. Há uma boa razão para isto, como Paulo mostra em Romanos 3:

“Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”

A Lei de Moisés (portanto, a Aliança Mosaica) jamais foi dada aos homens como meio de salvação. Ela, sem dúvida, foi um recurso de Deus para mostrar a pecaminosidade do homem. A Lei condena todos os homens como pecadores, dignos da ira eterna de Deus. Cumprir a Lei não salva o homem, pois nenhum homem jamais conseguiu cumprir toda a Lei. Quando Samuel fala da Aliança Mosaica aos israelitas, ele o faz para mostrar que o julgamento de Deus (entregando-os à opressão de seus vizinhos) é devido ao seu fracasso em cumprir Sua lei. Mas, quando fala da esperança de Israel, Samuel não incentiva o povo a tentar ganhar as bênçãos de Deus cumprindo Sua Lei. Antes, eles os incentiva a confiar na graça e misericórdia de Deus, que os escolheu como Seu povo e que lhes trará salvação para a Sua glória.

Eis o fundamento para a esperança, confiança e serviço de Deus. A Sua fidelidade:

“Pois o SENHOR, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo, porque aprouve ao SENHOR fazer-vos o seu povo.” (12:22)

Antes mesmo que o Senhor desse a Lei aos israelitas, eles já tinham se afastado Dele e de Moisés, como vemos em Êxodo 32. Como Samuel, Moisés intercedeu por eles. Ele não apelou para Deus com base em que povo se esforçasse mais, que guardasse Sua Lei. Ele apelou para Deus com base no Seu caráter e na Sua natureza. Deus escolhera esta nação, e propusera e prometera levá-los à Terra Prometida. Sua reputação e Sua glória estavam em jogo no destino de Israel. Por isso, podemos confiar que Deus termina aquilo que começa - não por causa daquilo que somos - mas por causa de quem Ele é. A Lei pode apenas mostrar que os homens são pecadores, dignos do juízo divino. É a graça que salva e santifica. É a graça que capacita e dá fé e obediência. E é a graça, a graça de Deus, que Samuel proclama a este povo cheio de culpa, garantindo-lhes que a salvação de Deus é certa por causa de quem Ele é.

Esta salvação é pela graça - para aqueles que pela Sua graça “temem o Senhor e O servem de todo coração”, com base em “tudo aquilo que Deus fez por eles” (verso 24). Mas, para aqueles que rejeitam esta graça, o juízo divino é tão certo quanto a salvação:

“Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei.” (verso 24)

Se o povo rejeitar a graça de Deus e seguir seus próprios caminhos, eles serão levados para o cativeiro prometido na Aliança Mosaica (ver Levítico 26:33-39; Deuteronômio 28:63-68).

Se Deus é gracioso e fiel em Sua aliança com Israel, Samuel também é. O povo agora lhe pede para interceder por eles junto a Deus, apesar de terem rejeitado sua liderança sobre eles. Como Deus, Samuel age graciosamente e de acordo com seu caráter. Ele garante ao povo que não pecará contra Deus deixando de orar por eles e de ensiná-los “o caminho bom e direito” (verso 23). Como no Novo Testamento, “orar e ministrar a Palavra” (ver Atos 6:4) são prioridades para os líderes espirituais. Samuel não tem nenhuma intenção de pecar contra Deus abandonando seu ministério.

Conclusão

Nosso texto tem muita coisa a dizer aos homens de nossa época, exatamente como tem dito aos homens de todas as épocas. Uma das coisas que ele nos ensina é a termos cuidado para não secularizar o pecado. Os israelitas dos dias de Samuel não conseguem entender que seus problemas (a opressão que sofrem das nações vizinhas) são de origem divina, e que a disciplina divina é conseqüência (e correção) de seus pecados. Eles vêem sua sujeição aos governos estrangeiros como conseqüência de uma liderança inadequada. Deus mostra que o verdadeiro problema é o pecado. Receio que façamos a mesma coisa. Definimos um problema resultante de pecado em termos seculares e depois buscamos uma solução secular.

A igreja de Jesus Cristo está quase acostumada a definir o pecado em termos seculares e a procurar a solução por meios humanos. Quando a igreja trata de suas finanças, busca os mesmos métodos e os mesmos homens que levantam grandes somas de dinheiro para causas seculares. Quando a igreja trata de sua organização e estrutura, busca os mesmos modelos seculares empregados por grandes corporações. Quando a igreja se propõe a evangelizar, busca a mesma estratégia de marketing usada pela Madison Avenue para vender sabonete e creme de barbear. E quando a igreja procura solucionar problemas particulares e pessoais busca terminologia e metodologia psicológica secular. Quando definimos o “pecado” em termos seculares e buscamos sua solução por meios seculares nos metemos numa grande encrenca.

Que grande comentário temos neste texto sobre o caráter de Deus e de Seu servo, Samuel. Não é de admirar que a rejeição a Samuel seja rejeição a Deus. Nem é de se estranhar que a fidelidade de Deus ao povo de Israel tenha seu paralelo na fidelidade de Samuel em ministrar a este povo. O caráter de Samuel é como o caráter de Deus e sua origem está em Deus. Que Deus gracioso nós temos, que nos disciplina quando pecamos, a fim de que nos voltemos novamente para Ele em fé, obediência, amor e gratidão.

Nosso texto fala sobre liderança e sobre como algumas pessoas idolatram seus líderes. A liderança é de vital importância, seja na vida de uma nação, seja na família ou na igreja. Líderes piedosos são exemplos (ver I Timóteo 3, Tito 1, Efésios 5:22-23). No entanto, os líderes sempre correm certo perigo. Deus é o nosso supremo e derradeiro líder; Ele é tudo. Satanás jamais ficará satisfeito com seu papel. Ele quer mais. Ele quer ser “como Deus”, para estar na posição que somente Deus é digno de estar. Alguns cristãos elevam seus líderes acima dos padrões adequados. Erroneamente podemos “idolatrar” nossos líderes e colocar neles a nossa fé em vez de colocá-la em Deus. Foi isto que os israelitas fizeram com Saul, e é por isso que o pecado de Israel é tratado em termos tão dramáticos. Este é um perigo que está sempre diante de nós. Que jamais demos aos homens aquilo que pertence somente a Deus. Que jamais pensemos que “um homem” possa nos salvar e que o nosso futuro ou o futuro de nossa igreja ou de nosso país dependam de um homem. É deveras importante que nos lembremos disto nas eleições presidenciais. Os homens jamais devem ser idolatrados. Deus é a fonte suprema de nossas provações, tribulações e correção, e Deus é a fonte suprema de nossa salvação e bênção. Na melhor das hipóteses, os homens são apenas instrumentos de Deus.

Nosso texto fica como uma palavra de alerta para aqueles que parecem ser bem sucedidos. Certamente o texto coloca o aparente “sucesso” de Saul dentro da perspectiva correta. O povo fica radiante após a vitória sobre os amonitas, mas tende a considerar seu “sucesso” como conseqüência da liderança de Saul. Na verdade, este livramento, como todos os demais antes dele, é reflexo da graça de Deus, não evidência de uma liderança magnífica. Aqueles que parecem ser bem sucedidos devem tomar cuidado com sua definição de sucesso, assegurando-se de atribuir todo sucesso humano à graça divina, não à habilidade e sabedoria humana.

Nosso texto mostra uma palavra de esperança e encorajamento para aqueles que são arruinados por seus pecados e deixam de viver de acordo com os padrões de Deus. Muitos pensam que fracassaram de forma irreversível, que não haja nenhuma esperança de futuro para eles, e por isso ficam tentados a abandonar sua vida cristã. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). Pelos padrões de Deus, nenhum homem é bem sucedido, todos falham e merecem a ira eterna de Deus. Nossa esperança de salvação não se baseia em nosso desempenho, mas na graça de Deus. Enfim, não somos nós que escolhemos a Ele, é Ele quem nos escolhe, a fidelidade não é nossa, é Dele. Deus é fiel. Deus é misericordioso. Deus é gracioso. Deus é a nossa salvação. Jesus Cristo não veio ministrar para os justos, mas para salvar pecadores. Que todos aqueles que conhecem suas falhas pensem nesta maravilha.

Este texto fala sobre salvação. Os israelitas dos dias de Samuel confiam em Saul (seu rei) para sua salvação, sua libertação. Eles consideram a salvação em termos militares e monetários, não em termos espirituais. Nosso texto nos diz que nenhum “rei” humano pode salvar ou libertar os homens de seus pecados. O que o “rei” de Israel não pode fazer o “Rei” de Deus já fez - a salvação para os homens pecaminosos que clamam por Sua graça. Todos os “reis” de Israel falharam, mesmos os melhores - Davi, Salomão e outros. Os israelitas são tentados a tomar um homem, nomeá-lo como rei e confiar nele como seu deus. Esse rei não pode salvar. Mas Deus enviou o Seu próprio Filho, Jesus Cristo, para ser o “Rei dos Judeus”, para todos os que crêem Nele. Deus (a segunda pessoa da Trindade) Se fez homem, vindo a primeira vez para viver uma vida perfeita, morrer pelos pecados dos homens e ser ressuscitado dos mortos e ascender aos céus. Este, Jesus Cristo, é o Rei de Deus. Ele veio para salvar os homens de seus pecados e em breve voltará para estabelecer Seu reino. Ele é a nossa esperança! Ele é a nossa salvação! Aquilo que um rei dos homens jamais poderia fazer, o Rei de Deus já realizou.

Você não tem que ser bom o bastante para Deus salvá-lo. Você já é ruim o suficiente para estar qualificado para a Sua graça. Se você ainda não reconheceu seu pecado como seu maior problema, como algo que merece a ira eterna de Deus, eu recomendo que o faça agora. E, quando reconhecer seu pecado, confie Naquele que veio para suportar a penalidade de seu pecado, Jesus Cristo. Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Ele ressuscitou dos mortos e está assentado à destra de Deus nos céus. Em breve Ele virá para abençoar Seus santos e derrotar Seus inimigos. Olhe para este Rei e só para Ele para a salvação de seus pecados, e para a esperança de viver para sempre em Seu reino.