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A Verdade De Deus

Introdução

Logo após ceder à pressão da multidão e ordenar a crucificação de nosso Senhor Jesus Cristo, Pilatos fez uma das mais trágicas perguntas da Bíblia:

37 - Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. 38 - Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum. (João 18:37-38).

Porque a pergunta de Pilatos é a resposta para as palavras de nosso Senhor, é ainda mais perturbadora. Quando Pilatos perguntou a Jesus se Ele era um rei, Jesus disse que era. Ele não poderia responder de outra maneira por causa da Sua natureza. Jesus é “a verdade” (veja João 14:6), e Ele não poderia responder a pergunta de Pilatos inveridicamente. Porém Jesus indicou que Sua alegação, enquanto verdade, não seria aceita por aqueles que não eram “da verdade”. Aqueles que eram “da verdade” ouviriam Sua voz e O receberiam como seu Rei.

A resposta de Pilatos é angustiante. Ele estava servindo como juiz que deveria julgar nosso Senhor. Jesus era um revolucionário perigoso que tinha a intenção de derrubar a lei Romana e estabelecer Seu próprio reino? Julgamento deve ser de acordo com a verdade:

16 - Estas são as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas. (Zacarias 8:16).

Que triste ouvir o próprio juiz desdenhar a verdade. Pior ainda, apesar de ele discernir a inocência de Jesus como a verdade, ele permitiu a crucificação de nosso Senhor. Seu julgamento não foi certamente de acordo com a verdade.

As palavras de Pilatos mostram que ele não era “da verdade”. Note que ele não pergunta “Qual é a verdade”? Fazendo esta pergunta teria indicado o desejo de conhecer a verdade e agir de acordo com ela. Ao invés, sua pergunta, “Que é verdade?” indica seu cinismo. Pilatos parece duvidar que alguém possa saber a verdade ou mesmo que a verdade existe. Verdade para Pilatos era o que alguém quisesse acreditar ser verdade. Jesus acreditava que Ele era um Rei, os escribas e os Fariseus alegavam que Ele era uma fraude e um traidor, uma ameaça ao Judaísmo e a Roma. Pilatos duvidava que a verdade pudesse ser conhecida ou que ela realmente interessa.

Alguém pretende que a visão de Pilatos sobre a “verdade” era somente sua própria, ou ao menos limitada ao povo dos seus dias e cultura. Tristemente, devo reconhecer que este é também o ponto de vista da nossa própria época. Recentemente estive lendo sobre o assunto “verdade” e meus achados estão longe de serem encorajadores. David Wells escreveu um excelente livro, No Place For Truth com sub-título, Whatever Happened To Evangelical Theology. Outro excelente trabalho é o Made in America: The Shaping of Modern American Evangelicalism,1 de Michael Scott Horton, dos quais citei várias anotações angustiantes. Horton nos lembra de que o mundo secular tem chegado a confiar mais na ciência do que nas Escrituras quando discernindo a verdade, porém a ciência nunca pode preencher a tarefa de responder as questões mais profundas pelas quais os homens precisam aprender sobre a verdade:

Sir John Eccles, um ganhador do Prêmio Nobel em pesquisa do cérebro, observa que a ciência ao tentar responder questões além da sua competência, se reduz a superstição. ‘Ciência’ ele diz, ‘não pode explicar a existência de cada um de nós como um único ser, nem pode responder a perguntas fundamentais como: Quem sou eu? Porque estou aqui? Como cheguei a estar num certo lugar e tempo? O que acontece após a morte? Estes são todos mistérios além da ciência’ Com o Iluminismo, ciência deslocou o Cristianismo como autoridade intelectual, porém quando a ciência falha a dar respostas definitivas ela mesma, relativismo substitui a ciência.2

Relativismo substituiu agora o absolutismo o qual estava enraizado em confiança quanto à nossa habilidade em saber a verdade das Escrituras. Este relativismo está especialmente evidente no domínio da educação:

‘O propósito da educação’ em nossos dias, diz Bloom, ‘não é formar eruditos, porém provê-los com uma virtude moral: abertura. Há uma coisa que o professor pode estar absolutamente certo de’, de acordo com Bloom: ‘quase todo estudante entrando na universidade acredita, ou diz que acredita, que a verdade é relativa.’ Estudantes tem causas sem conteúdo. A razão foi substituída pelo compromisso insensato, elevação da consciência e sentimentalismo barato’ Não podemos dizer o mesmo da subcultura evangélica contemporânea?3

‘No portal da universidade’ escreve Bloom, ‘está escrito de várias formas, e em várias línguas, “Não há verdade – ao menos aqui”. Numa cultura de narcisismo, ‘verdade deu lugar a credibilidade, fato a declarações que soam “com autoridade” sem transmitir qualquer informação “com autoridade”.4

E.D. Hirsch Jr, refere-se à educação corrente pública como ‘educação estilo cafeteria’. Não existe mais um núcleo de conhecimento ou opinião geralmente aceito. Olhando os catálogos correntes para seminários e colégios evangélicos, se descobre uma surpreendente similaridade com a ‘educação estilo cafeteria’. Se os evangélicos não podem vir com um núcleo de convicções, e defende-los, como podemos criticar o mundo pelo mesmo? Lembremos a observação de Marty sobre os evangélicos que ‘pegam e escolhem verdades como numa linha de cafeteria’.5

Não é surpresa que o mundo secular tem chegado a um ponto de desespero no conhecimento da verdade, ou mesmo se existe tal coisa como verdade universal, imutável. Porém Horton aponta a verdade trágica que mesmo os evangélicos sucumbiram às pressões culturais e agora veem a verdade da mesma forma relativista como o mundo secular:

Francis A. Schaeffer notou, ‘T.H. Huxley falou como profeta… quando disse que chegaria um dia quando a fé seria separada de todos os fatos, e a fé iria continuar triunfante para sempre’. Afinal de contas, isto foi o que Immanuel Kant propôs e Soren Kierkegaard interpretou – o famoso salto de fé. ‘Isto é onde’, Schaeffer acautelou, ‘não somente os teólogos liberais estão, porém também os evangélicos, teólogos ortodoxos que começam rebaixar a verdade, a verdade proposicional da Escritura, a qual Deus nos deu’.6

A maioria dos estudantes evangélicos dos colégios e seminários – mais da metade, de acordo com James Davison Hunter – creem que ‘a Bíblia é a Palavra Inspirada de Deus, não enganada em seus ensinamentos, porém não é sempre para ser tomada literalmente em suas declarações referentes a assuntos da ciência, relatórios históricos, etc.’. Além disso, ‘Alguém não pode falar da verdade final per se, somente verdade final para cada crente. Em outras palavras, a maioria dos estudantes nas instituições evangélicas já aceitaram o relativismo da sua cultura, e com isto, a concessão liberal e neo-ortodoxa que fé em Cristo é um assunto espiritual, não dependente de fatos externos, objetivos da história.7

A Reforma ocorreu porque uns poucos bons homens estavam firmemente convictos de que a Palavra de Deus é a verdade, e que as visões dos indivíduos, de culturas, e mesmo da igreja não podem e não devem professar e praticar qualquer “verdade” outra que não aquela que pode ser defendida pelas Escrituras. A pregação trôpega, emasculada tão típica dos nossos dias era também a norma nos dias pouco antes da Reforma. A paráfrase de Horton de Lutero e Calvino, e sua referência à declaração de Calvino da pregação do seu dia, são cômicas:

Martinho Lutero e João Calvino, parafraseados, colocados nestas palavras: ‘A Bíblia em si não é ambígua sobre estes assuntos que estamos falando - a igreja é!’ Relutante de ser vulnerável aos ensinos perigosos das Escrituras, a igreja recusou tomar padrões teológicos - até a Reforma a deixou com nenhuma opção. De fato, na véspera da Reforma, havia doze escolas teológicas de pensamento competindo para controlar a Universidade de Paris. Calvino disse, ‘Raramente um ministrou assumiu o púlpito para ensinar... Não, que sermão foi este que velhas esposas não devem ter mais caprichos do que elas podem criar no seu ambiente familiar em um mês?’8

Precisamos de outra Reforma. Precisamos de um comprometimento renovado com a verdade como a achada nas Escrituras e como sumarizada nas proposições teológicas e doutrinárias. Verdade acha sua origem em Deus, sua encarnação em Jesus Cristo, e sua presente manifestação na Palavra escrita de Deus, a Bíblia. Nossa lição irá considerar o fato de que a verdade vem somente de Deus, porque Deus é a verdade e a origem de toda a verdade.

A Verdade de Deus e a Queda do Homem

Sempre pensei que a questão fundamental implícita na queda do homem no Jardim do Éden era a autoridade. Autoridade joga um papel significativo na queda, e a criação (I Coríntios 11:7-10) e a queda (I Timóteo 2:9-15) serve como base para os princípios de autoridade de Deus no Novo Testamento. A “cadeia de comando” de Deus foi claramente invertida na queda, pois a criatura (a serpente) guia a mulher, e a mulher guia o homem. Contudo, agora vejo que a questão fundamental na queda do homem no Jardim do Éden (para Eva ao menos)9 foi a questão da verdade. Quem falou a verdade, Deus ou Satanás? Em quem acreditar? A quem obedecer? As respostas a estas perguntas dependem de quem se achava que estava falando a verdade.

Quão incrível que Eva acreditaria na serpente e não em Deus! No primeiro capítulo do Livro de Gênesis, a história da criação é dada com as expressões repetidas, “E Deus disse...” seguidas por, “ e assim foi” (ou palavras similares):

9 - E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi. (Gênesis 1:9).

Satanás tomou a forma da serpente, um ser criado. Ele começou questionando a ordem de Deus referente ao comer do fruto das árvores do jardim. Ele distorceu a ordem, e assim fazendo sugeriu que Deus estava retendo mais que era desejável. Por inferência, ele levantou a questão relativa à bondade de Deus. “Como pode Deus ser bom e reter tanto do que é bom?” Finalmente, ele virtualmente chama Deus de mentiroso por assegurar a Eva, “certamente não morrereis” (Gênesis 3:4). E assim Eva deve escolher em quem acreditar – quem está falando a verdade. Eva fez a escolha errada. Deus é a origem da verdade; Satanás é a fonte de mentiras e decepção.

Achamos logo no começo da Bíblia uma lição a ser aprendida. Deus é verdade, e Ele sempre fala a verdade. Satanás é um mentiroso, que pode ser confiado para mentir. Satanás é o grande enganador, que desde o Jardim do Éden em diante tem procurado guiar os homens e mulheres extraviados, levando-os para longe da verdade, e enganando-os para acreditar em suas mentiras.

A Lei do Velho Testamento e a Verdade de Deus.

No Velho Testamento, Deus raramente fala para os homens audivelmente e pessoalmente. Quando Ele fala, o tempo prova que Suas promessas são verdade e confiáveis. Abraão e Sara tiveram um filho em sua idade avançada, assim como Deus havia dito (Gênesis 12:1-3; 13:16; 15:1-6; 17:1-8; 18:9-15; 21:1-5). Israel levou 400 anos na escravidão Egípcia, assim como Deus dissera para Abraão (Gênesis 15:13-14: Êxodo 12:40-41)

Logo após a passagem pelo Mar Vermelho, Deus deu para a nação de Israel a Lei. Esta Lei foi revelada para os homens como a verdade de Deus. A resposta do homem para esta verdade era uma questão de vida e morte (Veja Deuteronômio 30:15, 19). Quando Deus revelou Sua glória para Moisés, Ele proclamou que Ele era a abundante fonte da verdade:

6 - Passando, pois, o SENHOR perante ele, clamou: O SENHOR, o SENHOR Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; (Êxodo 34:6).

Portanto, quando a Lei foi dada através de Moisés, ela foi dada como a verdade de Deus, e esta era a forma como os reverentes Judeus a viam:

142 - A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade. 151 - Tu estás perto, ó SENHOR, e todos os teus mandamentos são a verdade. 160 - A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre. (Salmo 119:142, 151, 160).

13 - Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do SENHOR nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades, e para nos aplicarmos à tua verdade. (Daniel 9:13).

A Lei de Deus é a Sua verdade, revelada para o Seu povo. Os profetas foram enviados por Deus, não para somente dar revelações posteriores referentes aos eventos futuros, porém para interpretar a Lei e para mostrar aos homens como a Lei era para ser aplicada. Satanás, o grande enganador, também tem seus porta-vozes, os falsos profetas, que procuram levar o povo de Deus para longe da verdade pervertendo a Palavra de Deus. Moisés advertiu os Israelitas sobre tais falsos profetas. Na verdade, ele indicou que as respostas dos Israelitas aos falsos profetas era um teste do seu amor por Deus:

1 - QUANDO profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, 2 - E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; 3 - Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. 4 - Após o SENHOR vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. 5 - E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito, e vos resgatou da casa da servidão, para te apartar do caminho que te ordenou o SENHOR teu Deus, para andares nele: assim tirarás o mal do meio de ti. (Deuteronômio 13:1-5)

Foi assumido que alguns falsos profetas teriam a habilidade de realizar falsos sinais e prodígios. Pode-se concluir disto que o profeta deve ser um porta-voz enviado por Deus, porém Moisés indica que isto não é necessariamente assim. Um profeta não deve somente ser capaz de preencher as coisas que ele prometeu, sua revelação deve estar conforme a Lei a qual Deus já tinha revelado. Os profetas podem dar na verdade nova revelação, porém devem sempre estar conforme a velha, a qual Deus já havia revelado. De fato, a Lei prove o largo esboço para o programa de Deus na história, e os últimos profetas simplesmente preenchem com detalhes posteriores. Se a palavra do profeta contradiz a Lei, ele era um falso profeta e devia ser morto. Nenhum profeta que leva os homens a não amar e servir a Deus é um profeta verdadeiro, e nenhum Israelita verdadeiro ousa falhar de ver que um falso profeta deve ser morto. Aqueles que verdadeiramente amam a Deus com todo o seu coração e alma irão odiar a falsidade, e irão odiar todos aqueles que proclamam a falsidade num esforço de levar o povo de Deus longe Dele. Amor a Deus significa odiar o maligno. (veja Romanos 12:9).

Um pouco depois no Livro de Deuteronômio, Moisés tem mais a dizer sobre os profetas. Deus revelou verdade através de Moisés, o grande profeta através de quem a Lei foi dada, porém Deus estava para revelar ainda maiores coisas através do Messias, um profeta como Moisés, que estava ainda por vir:

14 - Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa. 15 - O SENHOR teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; 16 - Conforme a tudo o que pediste ao SENHOR teu Deus em Horebe, no dia da assembleia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. 17 - Então o SENHOR me disse: Falaram bem naquilo que disseram. 18 - Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 19 - E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele. 20 - Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. 21 - E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? 22 - Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele. (Deuteronômio 18:14-22).

Ouçam é uma palavra chave nesta passagem. Os pagãos ouvem aos seus falsos profetas, e eles são guiados extraviados. O povo de Deus não é para ouvir os falsos mensageiros. E como o povo de Deus pode saber as diferenças entre o falso e o verdadeiro? Nos versículos 21-22, Moisés diz que o teste de um profeta é quando suas palavras se cumprirem.

Aqueles cujas profecias não se cumprem são falsos profetas. Se as palavras do profeta se cumprem, isto não prova que ele é um verdadeiro profeta, pois suas palavras devem também ser consistentes com a revelação da verdade de Deus na Lei (Deuteronômio 13:1-5).

A pessoa central desta passagem é nosso Senhor Jesus Cristo. Sua vinda está predita pela comparação Dele com Moisés, Seu predecessor. Assim como Moisés foi aquele através do qual Deus revelou Sua Lei e através de quem Ele estabeleceu Sua (Mosaica) Aliança, Deus irá falar através do Messias, que irá introduzir e implementar a Nova Aliança. Ele é Aquele que é ainda maior do que Moisés. Quando Ele aparecer, levantado por Deus, o povo é para ouvi-LO.

Esta passagem 18 de Deuteronômio é fascinante. Moisés lembra os Israelitas o que seus pais solicitaram na base do Monte Sinais. Eles não estavam somente receosos de ver a glória de Deus (como manifestada no grande fogo, 18:16), eles estavam mesmo receosos de ouvir Deus, afim de que não morressem. As palavras de Deus eram na verdade poderosas e impressionantes para este povo! Eles pediram que eles não ouvissem Deus falar e que Moisés fosse intercessor. Deixe Moisés falar com Deus face a face e então dizer a eles o que ele ouviu. Estou admirado que Deus elogiasse o povo por fazer tal pedido (veja 18:17) e então passar a falar do que virá para alguém como Moisés, que falará em Seu nome e a quem os homens são para ouvir (Deuteronômio 18:15-19).

O grande contexto de Deuteronômio ajuda a explicar a profecia dos versículos 15-19. Em Deuteronômio 18:15-19, Moisés está se referindo ao passado aos eventos descritos em Êxodo 20:18-19, as coisas na história de Israel as quais Moisés se refere para a segunda geração de Israelitas em Deuteronômio 5:23-27. Porém em ambos os textos anteriores, nada é dito de um “profeta como Moisés”, que Deus irá levantar. E ainda Moisés indica que Deus falou Dele naquele tempo (Deuteronômio 18:16-19). Aqui está ainda outro exemplo de revelação progressiva, mesmo dentro do Pentateuco (os primeiros cinco livros da Bíblia). As palavras de Moisés no capítulo 18 lançam muita luz no que lemos em Deuteronômio 5:29, e depois, no capítulo 30, versículos 1-6. É o Senhor Jesus Cristo o “profeta como Moisés”, que irá “circuncidar os corações” do povo de Deus, e que dará a eles um coração temente a Ele e obediente aos Seus mandamentos. Isto devermos ver agora cumprido à medida que passamos o resto do Velho Testamento e focalizamos nossa atenção na vinda de Jesus como o Messias prometido no Novo Testamento.

Jesus Cristo, A Verdade de Deus Encarnada.

À medida que nos aproximamos da apresentação formal do Senhor Jesus nos Evangelhos, vamos ter em mente várias especificações em relação ao Messias, o qual Moisés e outros profetas do Velho Testamento indicaram descreveria Aquele que Deus levantaria como um “profeta como Moisés”.

(1) Ele era para ser um profeta (Deuteronômio 18:15).

(2) Ele era para ser um profeta como Moisés (18:15)

(3) Levantado por Deus de entre eles (18:15)

(4) Ele seria um mediador entre os homens e Deus, falando aos homens do Deus e do que Ele ouviu quando na presença de Deus (18:16-18).

(5) Ele daria ao povo de Deus um novo coração, para amar e obedecer a Deus (Deuteronômio 5:29; 29:4; 30:1-6).

(6) Ele não aboliria a Lei, porém ao invés disto escreveria a Lei nos corações dos homens (5:29; 29:4; 30:1-6; Jeremias 31:31-34)

(7) Ele iria introduzir e implementar uma aliança com Deus (Êxodo 34: 10ss.; Jeremias 31:31-34)

(8) Os homens O reconheceriam pelo fato de que o que Ele disse aconteceria – por sinais e prodígios realizados pelas Suas mãos (Deuteronômio 18:21-22)

(9) Ele foi Aquele a quem os homens deveriam ouvir (18:15, 19).

O Senhor Jesus cumpriu perfeitamente todos estes requerimentos proféticos. Considere alguns paralelos os quais o Novo Testamento tirou entre o Senhor Jesus Cristo e Moisés:

(1) Moisés foi divinamente salvo da morte na sua infância, assim como o Senhor Jesus (Êxodo 2:1-10; Mateus 2:1-15).

(2) Ambos foram trazidos do Egito (Êxodo 12-14; Mateus 2:13-15).

(3) Moisés também subiu numa montanha e recebeu a Lei e então ensinou o povo o seu significado (Êxodo 18:19-20); Jesus também subiu uma montanha e ensinou o significado da Lei (Mateus 5-7).

(4) Através de Moisés, Deus deu aos Israelitas pão para comer; Jesus falou do pão e da água, que dariam a vida eterna, e realizou o sinal alimentando 5.000 (Êxodo 15-17; João 4:1-14; 6:1-14).10 Quando Moisés desceu da montanha, sua face brilhava com a glória de Deus (Êxodo 34:29-35); quando Jesus estava no monte da transfiguração, Seu corpo inteiro brilhava com a glória de Deus (Mateus 17:2). No monte da transfiguração, quem apareceria lá, com Jesus, senão Moisés e Elias? (Mateus 17:3).

Considerem em grande detalhe outras formas nas quais o Senhor Jesus claramente cumpriu a profecia de Deuteronômio 18. Moisés falou ao povo que quando o profeta como ele aparecesse, Ele seria levantado por Deus. O relato milagroso do nascimento virginal de nosso Senhor torna claro que Jesus foi levantado por Deus. O apóstolo João quer que saibamos que Jesus é a verdade, que foi enviado por Deus:

1 - NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 - Ele estava no princípio com Deus. 3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 - Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 - E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6 - Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. 7 - Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8 - Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz. 9 - Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. 10 - Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. 11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 - Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; 13 - Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 - E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 - João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. 16 - E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. 17 - Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. 18 - Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou. (João 1:1-18)

Jesus é a Palavra de Deus, a Palavra que existiu com Deus desde a eternidade, e que então foi enviado para os homens por Deus. Ele é o Criador de todas as coisas. Ele é a origem da vida. Ele é a “luz”. Eu considero aqui que “luz” é um símbolo para verdade. João o Batista não era a “luz”, porém uma testemunha do fato de que Jesus Cristo era a “luz” do mundo. Os homens não recebem Jesus como a verdade porque Sua “luz” (Sua verdade) revela seu caráter. Os pecadores amam a escuridão (erro, falsidade), porque eles supõem que ela esconde seus pecados. Embora Ele tenha feito o mundo, o mundo não O reconhece porque os homens são maus e desprezam a luz da verdade, a qual revela nosso pecado. Foi o Senhor Jesus, João testifica que personificou “graça e verdade”. Embora nenhum homem tenha visto Deus em qualquer tempo, Deus apareceu em carne humana, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo. É Ele quem explica ou revela o Pai para os homens.

Quando Jesus desceu do Seu caminho para passar através de Samaria (João 4:3-4), Ele encontrou uma mulher Samaritana no poço onde Ele parou para descansar e refrescar. Ele falou com ela sobre a “água da vida”, porém ela realmente não entendeu nem percebeu quem Ele era. E então Jesus falou estas palavras:

16 - Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. 17 - A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; 18 - Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. 19 - Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. (João 4:16-19).

O que fez esta mulher parecer diferente para Jesus? Porque ela agora percebeu que Ele era um profeta? Foi porque Jesus disse a ela algo que Ele, como um estrangeiro, possivelmente não poderia saber. Ele sabia a verdade sobre ela, toda a feia, sórdida verdade. Profetas falam a verdade, e Jesus falou a verdade sobre ela. Jesus, ela corretamente raciocinou, era um profeta. E assim Ele era o Profeta.

Um pouco depois em Sua conversação com esta “mulher do poço” Jesus falou sobre a verdade:

23 - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 - Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23-24).

Jesus falou para esta mulher que Deus estava procurando “verdadeiros adoradores”. Verdadeiros adoradores devem adorar o Pai “em espírito e em verdade”. Deus é Espírito, e Ele é verdade. Deus requer que a adoração dos homens seja compatível com Sua natureza. Então, os homens devem adorar a Deus no Espírito Santo e de acordo com a verdade. E desde que Jesus é o Filho de Deus, desde que Ele é divino, Ele, como Deus, é também a verdade:

6 - Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14:6).

Ninguém pode chegar ao Pai – para salvação ou para adorar – exceto através de Jesus Cristo, que é a Verdade de Deus Encarnado.

Como Moisés falou para os Israelitas, comunicando a eles o que ele ouviu de Deus enquanto em Sua presença, nosso Senhor Jesus é o Único que viu a Deus, em Sua presença, e Ele fala aos homens por Deus o que Ele ouviu do Pai:

25 - Disseram-lhe, pois: Quem és tu? Jesus lhes disse: Isso mesmo que já desde o princípio vos disse. 26 - Muito tenho que dizer e julgar de vós, mas aquele que me enviou é verdadeiro; e o que dele tenho ouvido, isso falo ao mundo. 27 - Mas não entenderam que ele lhes falava do Pai. 28 - Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou. 29 - E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. 30 - Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele. 31 - Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; 32 - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 33 - Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? 34 - Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. 35 - Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. 36 - Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. 37 - Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós. 38 - Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai. 39 - Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. 40 - Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto. 41 - Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. 42 - Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. 43 - Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. 44 - Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. 45 - Mas, porque vos digo a verdade, não me credes. 46 - Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que não credes? 47 - Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus. (João 8:25-47)

Central para a mensagem destes versículos é o conceito de verdade. Jesus é filho de Seu Pai, Ele é, por natureza, verdade, e então Ele fala somente a verdade. Seus oponentes tem o demônio como seu pai. O demônio é um mentiroso, e nenhuma verdade habita nele, assim eles estão predispostos a mentir e não dizer a verdade. Eles se opõem a Jesus porque Ele fala a verdade, e eles desdenham a verdade. As obras de Jesus dão crédito às Suas palavras, que são palavras do Seu Pai e palavras completamente consistentes com a Lei. Ele não veio para deixar de lado a Lei ou para anular a Lei, porém para cumpri-la (Mateus 5:17).

Como Moisés deu aos homens mandamentos de Deus, assim o Senhor Jesus dá mandamentos também:

34 - Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. 35 - Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (João 13:34-35).

12 - O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. (João 15:12; compare Mateus 28:20).

Jesus disse aos Seus discípulos que após Ele partir Ele viria para eles através do Seu Espírito, o Espírito o qual Ele identificou como o “Espírito da verdade” (veja João 14:17; 15:26; 16:13). Através da Sua Palavra e Seu Espírito, os homens se converterão e serão levados à maturidade em Cristo.

Os escritores do Novo Testamento, sem hesitação, declaram Jesus como a fonte da verdade, então o evangelho é a verdade, a verdade a qual os homens devem ouvir ou rejeitar:

25 - Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo. (Atos 26:25).

18 - Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. (Romanos 1:18).

25 - Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. (Romanos 1:25).

7 - A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; 8 - Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade; (Romanos 2:7-8).

1 - EM Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): (Romanos 9:1).

8 - Digo, pois, que Jesus Cristo foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais; (Romanos 15:8).

10 - Como a verdade de Cristo está em mim, esta glória não me será impedida nas regiões da Acaia. (II Coríntios 11:10)

5 - Aos quais nem ainda por uma hora cedemos com sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. (Gálatas 2:5).

13 - Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. (Efésios 1:13).

21 - Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; (Efésios 4:21).

5 - Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, 6 - Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade; (Colossenses 1:5-6)

12 - Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade. 13 - Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do SENHOR, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; (II Tessalonicenses 2:12-13).

Conclusão

Deus é a origem de toda a verdade. Seu Filho, Jesus Cristo, Personifica a verdade. O que isto tem a ver conosco? Moisés nos disse:

15 - O SENHOR teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; 16 - Conforme a tudo o que pediste ao SENHOR teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. 17 - Então o SENHOR me disse: Falaram bem naquilo que disseram. 18 - Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 19 - E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele. (Deuteronômio 18:15-19).

Deus levantou um profeta, como Moisés. Este “profeta” é o Messias, o Senhor Jesus Cristo. As implicações disto são claras e simples: devemos ouvir a Ele. E se não ouvirmos, devemos colher as consequências que Deus requererá de nós.

Quando o Senhor Jesus foi transfigurado, Deus claramente declarou aos três discípulos que testemunhavam o evento o que significava para eles:

1 - SEIS dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, 2 - E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. 3 - E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4 - E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias. 5 - E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. (Mateus 17:1-5, ênfase do autor)

Quando Jesus estava preparando Seus discípulos para Sua ausência, Ele deu a eles um mandamento relativo à Sua Palavra:

31 - Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; (João 8:31).

15 - Se me amais, guardai os meus mandamentos. (João 14:15).

21 - Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (João 14:21).

23 - Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. (João 14:23).

10 - Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. (João 15:10).

O escritor aos Hebreus enfatiza a importância de prestar atenção à Palavra de Deus, assim como Pedro e João enfatizaram:

1 - HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, 2 - A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3 - O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder (Hebreus 1:1-3a.)

1 - PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. 2 - Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, 3 - Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; 4 - Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade? (Hebreus 2:1-4, ênfase do autor).

16 - Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. 17 - Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. 18 - E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; 19 - E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. (II Pedro 1:16-19, ênfase do autor).

6 - Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro. (I João 4:6).

Devemos ouvir a Deus quando Ele fala através do Seu Filho e continua a falar através da Sua Palavra, a Bíblia. Devemos ouvir porque Deus nos instruiu para ouvir. Porém deveríamos também ouvir porque compreendemos que a Palavra de Deus, Sua verdade, é de vital importância para cada aspecto do nosso caminhar Cristão diário.

(1) A verdade da Palavra de Deus é a mensagem que devemos crer para sermos salvos (Veja Salmo 31:5; 57:3; 61:7;69:13; Provérbios 16:6;11 Colossenses 1:5-6; I Timóteo 2:4; II Timóteo 2:15; Hebreus 10:26; Tiago 1:18; I Pedro 1:22).

(2) A verdade da Palavra de Deus é a base para nossa fé (veja Romanos 10:8; Hebreus 11).

(3) A verdade da Palavra de Deus (do evangelho) é a mensagem que proclamamos para os pecadores perdidos para que eles possam ser salvos (Romanos 1:16; Gálatas 2:5; Efésios 1:13; 1 Pedro 1:22-25).

(4) A verdade da Palavra de Deus é também a base para a condenação daqueles descrentes que rejeitam a verdade do evangelho (II Tessalonicenses 2:12-13).

(5) A verdade da Palavra de Deus é essencial para nossa santificação (João 17:17; Efésios 4:14-24; II Pedro 1:4).

Permanecer na Palavra de Deus.

Permanecer na Palavra de Deus é essencial para o discipulado, e resulta em conhecer a verdade, que nos liberta. Devemos elaborar este princípio de importância vital. Jesus disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8:32). A verdade nos libertará, ela nos diz como podemos estar livres do poder do pecado e da punição da morte. Porém como nós “conhecemos a verdade”? Permita-me apontar um fato assaz óbvio, porém frequentemente negligenciado: João 8:32 começa com a palavra “e”, o que nos indica que João 8:32 é uma continuação e conclusão de João 8:31. Vejamos estes dois versículos juntos:

31 - Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; 32 - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:31-32).

Como sabemos a verdade? Permanecendo na Palavra de nosso Senhor, permanecendo nas palavras das Escrituras. Assim fazendo, somos verdadeiramente Seus discípulos, e somos livres. Pedro diz virtualmente a mesma coisa:

4 - Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. (II Pedro 1:4).

E Paulo diz também a mesma coisa:

17 - E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. 18 - Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; 19 - Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. 20 - Mas vós não aprendestes assim a Cristo, 21 - Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus;22 - Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;23 - E vos renoveis no espírito da vossa mente;24 - E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. (Efésios 4:17-24, ênfase do autor).

(1) A verdade da Palavra de Deus descreve a vida como ela é realmente (veja Provérbios 20:14).

(2) A verdade da Palavra de Deus é o conteúdo que edifica os santos (Zacarias 8:16; Efésios 4:15, 24-25).

(3) A verdade da Palavra de Deus é a base para adoração e louvor (João 4:23-24; I Coríntios 5:8).

(4) A verdade da Palavra de Deus é a origem da sabedoria (Salmo 119:98-100, 130)

(5) A verdade da Palavra de Deus é o primeiro meio pelo qual Deus nos guia. (Salmo 25:5, 10; 26:3; 43:3; 86:11; 119:105).

(6) A verdade da Palavra de Deus é a primeira arma na batalha espiritual (Salmo 40:10-11; II Coríntios 6:7; Efésios 6:14).

(7) Verdade é o que Deus deseja achar em nós (Salmo 51:6).

(8) A vida Cristã é chamada “o caminho da verdade” (II Pedro 2:2. Nós devemos “andar na verdade” (II João 1:4; III João 1:3-4).

(9) Nós não devemos mentir, devemos falar a verdade (Efésios 4:15).

(10) O Espírito Santo, que habita em nós, é o “Espírito da verdade” (João 14:17; 15:26: 16:13), e mentindo ou enganando os santos é “mentir para o Espírito Santo” – uma ofensa muito séria (Atos 5:1-11).

(11) Arrogância é chamada “mentindo contra a verdade” – não é viver de acordo com a realidade (Tiago 3:14).

(12) Santidade está intimamente associada com um conhecimento da verdade (Tito 1:1-2).

(13) A verdade é uma das bases para a unidade de todos os crentes – “uma fé” (Efésios 4:5).

(14) Conhecer a verdade nos livra de proibições legalistas e nos capacita para gozar a vida mais totalmente (I Timóteo 4:3).

(15) A igreja é o “pilar e o chão da verdade” (I Timóteo 3:5).

Com isto, podemos ver que a verdade da Palavra de Deus é nossa linha da vida; é vital para nossa salvação e para nosso caminhar diário. É o pão da vida para aqueles que o comerão.

Finalmente, vamos considerar várias características importantes da verdade e suas implicações para nós.

A Verdade é Eterna

2 - Porque a sua benignidade é grande para conosco, e a verdade do SENHOR dura para sempre. Louvai ao SENHOR. (Salmo 117:2).

35 - O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. (Mateus 24:35).

A verdade não sai da moda, ela não muda com o tempo. Dispensacionalistas em particular devem tomar cuidado de não pensar do Velho Testamento, incluindo a Lei, como algo obsoleto, não mais aplicável. Os escritores do Novo Testamento fazem um bom trabalho usando o Velho Testamento incluindo a Lei (veja, por exemplo, 1 Coríntios 9:8-11; 10:1-13; 14:34; Romanos 15:4). Foi Paulo quem falou para Timóteo que “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa...” (II Timóteo 3:16). A verdade de Deus nunca está desatualizada. Ela é aplicável para nós no século vinte assim como foi para os homens de séculos atrás.

A Verdade é Universal.

17 - Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja. (I Coríntios 4:17).

Alguns pensam que quando Paulo escreveu para os Coríntios sobre o papel das mulheres na igreja, ele estava falando somente para aqueles santos naquela cultura naquele tempo e lugar. Isto não é o que Paulo indica no capítulo 4, versículo 17. Ele fala aos Coríntios que seus ensinos se ajustam à sua prática, e que isto é consistente em qualquer lugar que ele vá.12

Tendo viajado bastante através dos anos com a oportunidade de observar algumas igrejas na Europa, Ásia e África, não foi surpresa nenhuma ver o ensino, princípios e práticas do Novo Testamento, em todos os lugares que visitei. A verdade é universal; é aplicável em qualquer lugar, a qualquer tempo, e em qualquer grupo de pessoas. Quando ouço ensinos ou métodos que funcionam somente em certos lugares e entre certas pessoas, eu sei que não estou lidando com a verdade, porém com uma moda passageira. Um livro que não será vendido nas ruas da Índia, porém somente em lugares como North Dallas, é um livro que contém ideias humanas. A Bíblia atua em qualquer lugar, qualquer tempo, e entre qualquer povo, porque a Bíblia é a verdade. Gastamos muito tempo e dinheiro em livros que não lidam o suficiente com a verdade.13

A Verdade Vem De Deus.

A única verdade absoluta vem de Deus e é transmitida através da Bíblia, a Palavra de Deus.

É nos dito, “Toda verdade é verdade de Deus”. Há um senso de que isto é verdade. Não há verdade que é contrária a Deus ou da qual Deus não é o autor. Tendo reconhecido isto, a única verdade que conheço com certeza ser verdade é a verdade que Deus revelou na Bíblia. Todas as outras verdades são verdades aparentes, e devo concluir que porque elas não são achadas na Bíblia, elas não são essenciais para “vida e santidade” (II Pedro 1:3; veja também II Timóteo 3:16-17). Estas verdades são, portanto secundárias e subordinadas às verdades bíblicas. Porque então tantos líderes Cristãos falam de “integrar certas teorias seculares com revelação bíblica”? Especialmente popular é o conceito de “integrar psicologia e teologia”. Não tomarei parte em tal conversa. Quem teria coragem de chamar as teorias psicológicas de “verdade”? E quem teria coragem de falar destas teorias como se elas estivessem a par com as Escrituras? É tempo de subordinar todas as verdades não bíblicas à verdade de Deus, a Palavra de Deus.

Verdade Precisa Ser Integrada com Nossas Vidas.

A Bíblia nos chama a integrar teologia (verdade de Deus) e moralidade. Existe uma ligação muito próxima entre verdade e moralidade. A imoralidade nos cega para a verdade. Verdade nos liga à moralidade. Verdade e justiça são estreitamente interligadas. Aquelas verdades que não tem implicações práticas morais são de alguma forma suspeitas, pois Deus não revela Sua verdade para encher nossos notebooks ou mentes, porém para transformar nossas vidas (veja Romanos 12:1-2; Efésios 4:17-24).

A Verdade é Infinita.

10 - Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens.(Salmo 57:10).

4 - Porque a tua benignidade se estende até aos céus, e a tua verdade chega até às mais altas nuvens.(Salmo 108:4).

Isto significa que buscar a verdade nunca cessa. Isto significa que nunca saberemos toda a verdade nesta vida. Somente arranhamos a superfície do vasto oceano da verdade, a qual ainda é desconhecida e não revelada. Porém saibamos que as verdades que precisamos saber foram reveladas, e nos acautelemos de tudo o mais. Estas verdades reveladas são as verdades que deveríamos aprender e implementar.

29 - As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei. (Deuteronômio 29:29).

Devemos procurar aprender aquela verdade que Deus revelou claramente, enfaticamente e repetidamente em Sua Palavra, e não nos desviemos por buscas especulativas e teóricas.

5 - Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. 6 - Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas; 7 - Querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam. (I Timóteo 1:5-7).

7 - Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade; (I Timóteo 4:7).

4 - E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. (II Timóteo 4:4).

14 - Não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade. (Tito 1:14).

A Verdade Está Centrada em Cristo.

Quando nos desviamos de Cristo, nos desviamos da verdade.

21 - Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; (Efésios 4:21).

1 - PORQUE quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram o meu rosto em carne; 2 - Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, 3 - Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. 4 - E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. 5 - Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo. 6 - Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, 7 - Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. 8 - Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; (Colossenses 2:1-8).

A Verdade é Exclusiva.

Eis aqui uma diferença significativa entre Cristianismo e politeísmo ou culturas pluralísticas. Outros sistemas religiosos não tem problema com incompatibilidade da verdade. Eles irão frequentemente abraçar diferentes “deuses” e permitir ao indivíduo abraçar qualquer sistema que ele ou ela preferir. Verdade Bíblica, verdade de Deus, é exclusiva. Ela é incompatível com qualquer suposta verdade que contradiz as Escrituras. Os Cristãos podem ser rotulados de “intolerantes” por tal convicção, porém não existe mais do que um sistema verdadeiro.

A Verdade é Doutrinária e Proposicional.

Se a Palavra de Deus é a verdade, então a verdade pode ser colocada em palavras e deve se originar da Palavra. Ousamos não aprender nossa verdade existencialmente, fora da Palavra escrita de Deus. E ousamos não desprezar doutrina nem teologia. Verdade é um sistema, não é apenas uma compilação de fatos aleatórios.

Considere esta ilustração de um evento contemporâneo. Recentemente, o caso O. J. Simpson tem sido ventilado diariamente. As pessoas realmente querem saber a verdade; elas querem saber o que aconteceu. A polícia levantou uma grande quantidade de evidências, algumas das quais serão aceitas pelo Juiz e algumas serão rejeitadas.

Porém todas estas evidências não explicam o que aconteceu a estes dois seres humanos. A promotoria irá apresentar seu caso, o qual eles apresentarão como a “verdade” para o júri. A defesa pegará a mesma evidência e dará uma explicação inteiramente diferente, uma tentativa inteiramente diferente de explicar a verdade do que aconteceu. Idealmente, um lado ou o outro transmite a verdade. Falando praticamente, nenhum lado terá a verdade total. A tarefa do júri é determinar, da melhor forma possível, qual é a verdade.

A Bíblia é assim. Ela não é apenas uma lista de fatos sobre Deus e os homens. Existe um número de declarações proposicionais, porém devem ser harmonizadas, colocadas juntas, a fim de ganharmos um sentido completo do que a Bíblia ensina. A verdade das Escrituras, portanto resulta em um gênero de doutrina. Existem diferentes posições doutrinárias (cada uma das quais gosta de pensar que está o mais próximo da verdade), e podemos diferir das conclusões de outros. Porém não se pode pensar ou falar da verdade fora da doutrina.

Algumas vezes ouvimos alguém dizer, “Nós não adoramos doutrina, adoramos Jesus”. Que Jesus você adora? Lembre-se, você deve adorar a Deus “em Espírito e em verdade” (João 4:24).

A conversa entre Jesus e a mulher no poço foi sobre diferenças doutrinárias, e Jesus deixou claro que a doutrina desta mulher (a doutrina dos Samaritanos) estava errada. Paulo diz que alguém pode vir, pregando “outro Jesus” (II Coríntios 11:4). Doutrina descreve e define o “Jesus da Bíblia” assim podemos adorar em Espírito e verdade. Você não pode ter verdade fora da doutrina. Desdenhar doutrina não é somente tolo, é perigoso.

14 - Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. (Efésios 4:14).

6 - Propondo estas coisas aos irmãos, será bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. (I Timóteo 4:6).

1 - TODOS os servos que estão debaixo do jugo estimem os seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. (I Timóteo 6:1).

3 - Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, (I Timóteo 6:3).

3 - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; (II Timóteo 4:3).

9 - Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contra dizentes. (Tito 1:9)

1 - TU, porém, fala o que convém à sã doutrina. (Tito 2:1).

7 - Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, (Tito 2:7).

10 - Não defraudando, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador. (Tito 2:10).

A verdade de Deus, revelada em Cristo e na Palavra escrita de Deus, a Bíblia, deve ser prioridade em nossas vidas. Vamos procurar, pela Sua graça, ser povo da Palavra, povo que ama a verdade e que procura nas Escrituras para acha-la. E vamos ser aqueles que encarnam a verdade, colocando-a em prática em nosso viver diário, para Sua glória.

Traduzido por Césio J. de Moura


1 Michael Scott Horton, Made In America: The Shaping of Modern American Evangelicalism (Grand Rapids: Baker Book House, 1991).

2 Horton, pp. 143-144.

3 Horton, p. 145.

4 Horton, p. 148.

5 Horton, pp. 146-147.

6 Horton, pp. 141-142.

7 Horton, p. 151, citing James Davison Hunter, Evangelicals: The Coming Generation (Chicago: University of Chicago, 1987), p. 25.

8 Horton, pp. 148-149.

9 É necessário fazer uma distinção aqui entre Adão e Eva. Eva foi enganada, enquanto Adão não (I Timóteo 2:14). Eva foi enganada acreditando que Satanás falou a verdade, ao contrário de Deus. Adão por outro lado, não foi enganado. Com ele parece ser mais uma desobediência determinada, em que ele acreditava em Deus porém desobedeceu de qualquer forma.

10 Quando o povo testemunhou o sinal de Jesus alimentando os 5.000, eles entenderam que isto significava que Jesus era realmente “o profeta que era para vir ao mundo” (João 6:14). Certamente eles estavam pensando do “profeta” de Deuteronômio 18:15-18).

11 Neste texto não se está falando de nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias que era para vir, no qual misericórdia e verdade estão juntas? E então é Nele que nossos pecados são expiados.

12 Algumas pessoas de pensamento rápido podem voltar a I Coríntios 9, versículos 19-23. Deixe-me lembrar de que Paulo está falando aqui da sua prática pessoal com respeito às liberdades Cristãs. Porém quando chega ao ensino apostólico e conduta, Paulo é consistente.

13 Não quero ser entendido como tendo dito que deveríamos somente ler a Bíblia, embora a maioria de nós pudesse levar muito mais tempo fazendo assim. O que estou dizendo é que os livros que compramos e lemos deveriam lidar com termos bíblicos, verdades bíblicas, e mesmo textos bíblicos. Um livro sobre casamento Cristão com apenas duas ou três referências bíblicas dificilmente é um livro de casamento Cristão. Onde podemos aprender a verdade sobre casamento se não da Bíblia?

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