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Where the world comes to study the Bible

15. O Deus Perdoador

Introdução

Uma das fascinantes passagens das Escrituras no Novo Testamento é a descrição da aparição do nosso Senhor, após a ressurreição, aos dois discípulos na estrada de Emaús. Naquela jornada, nosso Senhor ensinou àqueles homens o que deve ter sido o mais excitante estudo bíblico de todos os tempos. No decorrer daquela jornada, nosso Senhor falou estas palavras para aqueles dois homens:

25 - E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 - Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? 27 - E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. (Lucas 24:25-27).

Um pouco depois, Jesus apareceu para os 11 discípulos:

44 - E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. 45 - Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. 46 - E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, 47 - E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. 48 - E destas coisas sois vós testemunhas. (Lucas 24:44-48)

Como nós gostaríamos de estar lá quando nosso Senhor ensinou esta lição. Ao menos gostaríamos de ter tido este estudo registrado nas Escrituras.1 Mesmo das poucas palavras que Lucas registrou existem algumas verdades importantes para aprendermos.Primeiro, é nos dito que os sofrimentos e glória de Jesus são um assunto registrado repetidamente no Velho Testamento, o que Pedro indica em outro lugar (veja I Pedro 1:10-12).Segundo, aprendemos que Jesus ensinou aos Seus discípulos sobre Seu sofrimento e glória desde o início da Bíblia até os eventos de Sua morte, sepultamento e ressurreição. Terceiro, notem que o que Jesus ensinou aos discípulos é, em essência, o evangelho. A base para o “arrependimento para o perdão dos pecados”, o qual era para ser proclamado (como o evangelho) “para todas as nações, começando por Jerusalém” (versículo 47) é o sofrimento, morte e ressurreição de nosso Senhor.

Nosso assunto para esta lição é o perdão de Deus, ou em termos de um atributo de Deus, “o Deus perdoador”. Devemos procurar seguir o padrão de nosso Senhor quando considerarmos o perdão de Deus. Iremos primeiro mostrar que Deus é caracterizado por ser um Deus perdoador. Então, começando no primeiro Livro da Bíblia, iremos mostrar como o propósito de Deus de perdoar os pecados foi cumprido em Cristo.

Nesta lição, mais passagem da Escritura é citada com menos comentário e interpretação porque a Bíblia é muito clara no assunto de perdão de pecados (assim como em muitos outros assuntos), e quero permitir que as Escrituras falem por si mesmas neste nosso assunto.Eu estimulo você a ler as Escrituras cuidadosamente para colher a bonita história do nosso Deus perdoador, que cumpriu o

Deus é um Deus Perdoador

Repetidamente nas Escrituras Deus é representado como o Deus que perdoa os pecados.

5 - E o SENHOR desceu numa nuvem e se pôs ali junto a ele; e ele proclamou o nome do SENHOR. 6 - Passando, pois, o SENHOR perante ele, clamou: O SENHOR, o SENHOR Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; 7 - Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração. (Êxodo 34:5-7).

17 - E recusaram ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste, e endureceram a sua cerviz e, na sua rebelião, levantaram um capitão, a fim de voltarem para a sua servidão; porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, tu não os desamparaste. (Neemias 9:17).

5 - Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam. (Salmo 86:5).

4 - Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. (Salmo 130:4)

9 - Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele, (Daniel 9:9).

Pecado é um Sério Problema para Todos

Perdão de pecados é tão importante porque cada um é um pecador, e as consequências do pecado são devastadoras:

15 - E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. 16 - E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, 17 - Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2:15-17).

22 - Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, 23 - O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. 24 - E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. (Gênesis 3:22-24).

4 – “a alma que pecar, essa morrerá”. (Ezequiel 18:4b).

23 - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; (Romanos 3:23).

12 - Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. (Romanos 5:12).

23 – “Porque o salário do pecado é a morte,...” (Romanos 6:23a).

14 - Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. 24 - Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? (Romanos 7:14, 24).

12 - E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13 - E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14 - E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15 - E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. (Apocalipse 20:12-15).

Deus: A Única Esperança do Homem Para o Perdão

Desde o primeiro pecado da humanidade – o pecado de Adão e Eva – ficou cada vez mais claro que somente Deus pode perdoar os pecados. As palavras de maldição faladas por Deus no Jardim do Éden implicou que Ele resolveria o problema do pecado do homem através da descendência de Eva, que iria derrotar Satanás:

15 - E porei inimizade entre ti (Satanás) e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta [a semente da mulher, que será o Messias] te ferirá a cabeça [um ferimento mortal], e tu lhe ferirás o calcanhar [um ferimento não fatal]. (Gênesis 3:15).

Esta é a primeira profecia referente à salvação do homem por meio do perdão de pecados e a derrota de Satanás. Ela fala da vinda do Messias, que será da semente da mulher (humana), e irá derrotar Satanás enquanto incorrendo ferimento Ele mesmo.

Deus depois explicou que a “semente” da mulher seria a semente de Abraão, e que através desta “semente” todas as nações da terra seriam abençoadas (Gênesis 12:1-3)

Através do neto de Abraão, Jacó (depois chamado Israel), a nação de Israel foi formada. Os Israelitas foram para o Egito durante a vida de José e permaneceram cerca de 400 anos, até Deus guiar os Israelitas para fora do seu cativeiro dos Egípcios e trazê-los para a terra prometida de Canaã. Deus fez uma aliança com a nação de Israel, dando a ela a Lei no Monte Sinai. Durante a ausência de Moisés, os Israelitas cometeram um grande pecado contra Deus, fazendo um bezerro de ouro e o adorando como seu “deus” (Êxodo 32).//Somente depois da intercessão de Moisés, Deus consentiu em continuar a estar no meio deste povo quando entraram na terra prometida. Quando Moisés pensava conhecer Deus mais intimamente por ver Sua gloria, Deus revelou isto de Si mesmo para Moisés:

18 - Então ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. 19 - Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer. (Êxodo 33:18-19).

6 - Passando, pois, o SENHOR perante ele, clamou: O SENHOR, o SENHOR Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade;7 - Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração. (Êxodo 34:6-7).

Vários fatos importantes emergem destes versículos.

Primeiro: perdão é o resultado da compaixão e graça de Deus. O Deus que “perdoa a iniquidade” (34:7) é o Deus que é “misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade;” (34:6) Perdão é uma questão da graça divina.

Segundo, porque o perdão de Deus é uma questão de graça, ele é um presente da soberana graça de Deus. Deus outorga perdão para aqueles a quem Ele escolhe perdoar. Ninguém é merecedor desta graça, e, portanto ninguém tem qualquer reivindicação na graça de Deus como manifestada no perdão dos pecados. Deus disse para Moisés, “e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer.” (33:19). Deus perdoa aqueles a quem Ele escolhe para perdoar. Perdão é alguma coisa a qual nós, como pecadores culpados, não temos nenhum direito de esperar ou pedir.

Terceiro, a graça de Deus ao perdoar pecadores de nenhuma forma coloca a justiça de Deus de lado a qual requer a punição dos pecadores culpados.

7 - Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração.(Êxodo 34:7).

Alguns pensam que estão sendo bondosos quando eles ignoram o pecado – quando eles simplesmente se recusam a lidar com ele. Muitos pais pensam que estão sendo bondosos quando não punem seus filhos por desobediência. A graça de Deus não coloca de lado a punição pelos pecados, ela substituiu Aquele que foi punido pelo pecado. Mesmo bem no começo na história do lidar de Deus com Seu povo, Deus deixou bem claro que Sua graça não significa que Ele vê o pecado com indulgência. Deus lida severamente com o pecado. Quando Ele perdoa os homens pelo pecado, Ele ainda pune aquele pecado. A punição pelo pecado, como nós devíamos ver, é suportada pelo Senhor Jesus Cristo no lugar do pecador.

Finalmente, note que o perdão dos pecados de nenhuma forma remove qualquer obrigação do objeto da graça de Deus de obedecer a Deus. Baseado na auto revelação de Deus da Sua gloria, e declaração da Sua graça e compaixão pelas quais Ele perdoa o pecado, Moisés apela para Deus pelos Israelitas:

9 - E disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá agora o Senhor no meio de nós; porque este é povo de dura cerviz; porém perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado, e toma-nos por tua herança. (Êxodo 34:9).

Moisés apela pelo perdão divino para o seu povo e recebe a certeza de que Deus estará presente com Seu povo quando Ele os leva para a terra prometida de Canaã. Porém imediatamente vemos que o resultado do perdão é uma obrigação de viver de acordo com a aliança que Deus estabeleceu com Seu povo:

10 - Então disse: Eis que eu faço uma aliança; farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem em nação alguma; de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do SENHOR; porque coisa terrível é o que faço contigo. 11 - Guarda o que eu te ordeno hoje; eis que eu lançarei fora diante de ti os amorreus, e os cananeus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus e os jebuseus. 12 - Guarda-te de fazeres aliança com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que não seja por laço no meio de ti. 13 - Mas os seus altares derrubareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis. 14 - Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; é um Deus zeloso. 15 - Para que não faças aliança com os moradores da terra, e quando eles se prostituirem após os seus deuses, ou sacrificarem aos seus deuses, tu, como convidado deles, comas também dos seus sacrifícios, 16 - E tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam com os seus deuses. 17 - Não te farás deuses de fundição. (Exodo 34:10-17, ver também versos 18-26).

Ser povo de Deus e ter Deus no seu meio requer uma solução para o pecado. Também requer estabelecer um padrão de justiça, o qual serve para definir exatamente o que é pecado. Assim, achamos a declaração dos termos do compromisso Mosaico dado imediatamente após a petição de Moisés por graça e perdão para o seu povo. Eles são os mandamentos que Deus estabeleceu em Êxodo 34:10-26, os quais estão contidos nos dez mandamentos e os quais os Israelitas rapidamente começaram desprezar e se rebelar contra, como podemos ver logo.

Se o pecado não pode ser ignorado, porém deve ser punido, como isto pode ser realizado? Sobre a Lei do Velho Testamento, os homens podiam oferecer sacrifícios para Deus pelos seus pecados. Em particular, o Dia anual da Expiação era a ocasião quando os pecados da nação de Israel eram lidados pelo ano que passou:

29 - E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. 30 - Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o SENHOR. 31 - É um sábado de descanso para vós, e afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo. 32 - E o sacerdote, que for ungido, e que for sagrado, para administrar o sacerdócio, no lugar de seu pai, fará a expiação, havendo vestido as vestes de linho, as vestes santas; 33 - Assim fará expiação pelo santo santuário; também fará expiação pela tenda da congregação e pelo altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. 34 - E isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação pelos filhos de Israel de todos os seus pecados, uma vez no ano. E fez Arão como o SENHOR ordenara a Moisés. (Levítico 16:29-34).

O Dia anual de Expiação não afastava realmente o pecado; ele simplesmente adiava o julgamento divino. Podemos comparar os pecados de Israel a um débito financeiro, o sacrifício oferecido no Dia da Expiação não pagava o principal; ele somente pagava o rendimento do ano passado. O pecado não foi pago; ele foi adiado para o outro ano. Ano após ano, o débito crescia. Algum dia, de alguma forma, deve haver o pagamento para o pecado. E assim deveria ser.

A nação de Israel muito rapidamente começou a pecar contra Deus desobedecendo ao Seu compromisso. Repetidamente os Israelitas pecaram, e repetidamente Deus graciosamente habitou com este povo determinado e desobediente (veja Deuteronômio 1-3; Neemias 9:6-38; Salmo 78; Daniel 9:4-15). Finalmente, a primeira geração foi proibida de entrar na terra prometida. Eles morreram no deserto, e seus filhos e filhas estavam a ponto de entrarem naquela terra como o Livro de Deuteronômio começa. O compromisso Mosaico é novamente reiterado, os dez mandamentos foram repetidos em Deuteronômio 5. Porém não há nota de otimismo aqui. O problema fundamental da rebelião de Israel é a condição dos corações dos Israelitas:

29 - Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre. (Deuteronômio 5:29)

4 - Porém não vos tem dado o SENHOR um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje. (Deuteronômio 29:4).

Em Deuteronômio, está claro que os Israelitas não irão manter o acordo de Deus com eles e que a nação experimentará as “maldições” escritas no livro, especialmente no capítulo 28.Apesar da sua desobediência, ainda há esperança para a nação porque Deus é um Deus perdoador, e Seu perdão não é baseado no merecimento ou valor do homem.Consequentemente, Moisés fala para o povo que após eles terem sido levados para fora da terra prometida e vivido no cativeiro entre as nações, Deus irá cumprir Suas promessas e abençoar esta nação:

1 - E SERÁ que, sobrevindo-te todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o SENHOR teu Deus, 2 - E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, 3 - Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus. 4 - Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o SENHOR teu Deus, e te tomará dali;5 - E o SENHOR teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais. (Deuteronômio 30:1-5).

Deus promete cumprir Suas promessas para com o Seu povo quando eles se arrependerem e retornarem para Ele. Ele continua a indicar que o arrependimento dos Israelitas é o resultado do Seu trabalho em seus corações, dando a eles um novo coração e alma, que procura agradá-Lo e que ama cumprir Seus mandamentos.

6 - E o SENHOR teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao SENHOR teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas. 7 - E o SENHOR teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, e sobre os teus odiadores, que te perseguiram. 8 - Converter-te-ás, pois, e darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno. 9 - E o SENHOR teu Deus te fará prosperar em toda a obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto da tua terra para o teu bem; porquanto o SENHOR tornará a alegrar-se em ti para te fazer bem, como se alegrou em teus pais, 10 - Quando deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste livro da lei, quando te converteres ao SENHOR teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma. (Deuteronômio 30:6-10).

As palavras que seguem estes versículos parecem difíceis de alinhar com a Lei e com o que ela requer:

11 – “Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti.” 12 - Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 13 - Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 14 - Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. (Deuteronômio 30-11-14 ênfase do autor).

Como pode Moisés possivelmente dizer que a Lei “não te é encoberta, e tampouco está longe de ti”.(versículo 11), especialmente quando comparado com as palavras finais que Josué escreveu algum tempo depois:

14 - Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao SENHOR. 15 - Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. 16 - Então respondeu o povo, e disse: Nunca nos aconteça que deixemos ao SENHOR para servirmos a outros deuses; 17 - Porque o SENHOR é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. 18 - E o SENHOR expulsou de diante de nós a todos esses povos, até ao amorreu, morador da terra; também nós serviremos ao SENHOR, porquanto é nosso Deus. 19 - Então Josué disse ao povo: Não podereis servir ao SENHOR, porquanto é Deus santo, é Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados. 20 - Se deixardes ao SENHOR, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem. 21 - Então disse o povo a Josué: Não, antes ao SENHOR serviremos. 22 - E Josué disse ao povo: Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes ao SENHOR, para o servir. E disseram: Somos testemunhas. 23 - Deitai, pois, agora, fora aos deuses estranhos que há no meio de vós, e inclinai o vosso coração ao SENHOR Deus de Israel. 24 - E disse o povo a Josué: Serviremos ao SENHOR nosso Deus, e obedeceremos à sua voz. 25 - Assim, naquele dia fez Josué aliança com o povo e lhe pôs por estatuto e direito em Siquém. 26 - E Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus; e tomou uma grande pedra, e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do SENHOR. 27 - E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho, pois ela ouviu todas as palavras, que o SENHOR nos tem falado; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus. (Josué 24:14-27, ênfase do autor).

Parece estranho Josué estimular os Israelitas escolherem servir a Deus e então, quando eles o fazem, dizer para eles que é impossível eles servirem. Quão estranho estimular os Israelitas se submeterem ao Compromisso Mosaico e então dizer-lhes que não é possível fazer isto. Suas palavras para o povo de Israel fazem parecer que escolher seguir a Deus é suicídio. Como podemos enquadrar as palavras de Moisés em Deuteronômio 30:11-14 com as palavras de Josué em Josué 24:19-27?

Precisamos olhar somente um pouco adiante no Livro de Deuteronômio.2 Já vimos em Deuteronômio 5:29 e 29:4 que o problema é de coração. Os Israelitas necessitam de um coração inclinado para Deus, um coração que ame Seus mandamentos e goste de obedecê-los. Os Israelitas necessitam de um coração para ver além dos mandamentos para ver os princípios que estão contidos neles e apreender o que é realmente a Lei.3 Em Deuteronômio 30, Deus olha para um tempo distante longe no corredor da história, um tempo quando a nação experimentou as maldições da Lei, quando eles tiveram de sair da terra e se tornaram cativos em outra terra distante:

64 - E o SENHOR vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra; e ali servireis a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra. 65 - E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o SENHOR ali te dará coração agitado, e desfalecimento de olhos, e desmaio da alma. 66 - E a tua vida, como em suspenso, estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida. 67 - Pela manhã dirás: Ah! quem me dera ver a noite! E à tarde dirás: Ah! quem me dera ver a manhã! pelo pasmo de teu coração, que sentirás, e pelo que verás com os teus olhos. 68 - E o SENHOR te fará voltar ao Egito em navios, pelo caminho de que te tenho dito; nunca jamais o verás; e ali sereis vendidos como escravos e escravas aos vossos inimigos; mas não haverá quem vos compre. (Deuteronômio 28:64-68).

É um tempo quando o povo de Israel se arrepende e volta para o Senhor seu Deus (Deuteronômio 30:1-2). O arrependimento de Israel não se origina com este “povo de dura cerviz e teimoso” (compare Êxodo 32:9). Ao contrário, é o resultado do trabalho de Deus neles, dando a eles um novo coração e alma para procura-Lo e servi-Lo:

6 - E o SENHOR teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao SENHOR teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas. (Deuteronômio 30:6).

Quando olhamos cuidadosamente as palavras de Deuteronômio 30:11, devemos fazer uma observação muito crucial:

11 - Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. 12 - Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 13 - Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? 14 - Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. (Deuteronômio 30:11-14, ênfase do autor).

O mandamento é um mandamento – não dez ou mais. Este mandamento está sendo mandado, e este mandamento não é tão difícil. Que mandamento é este?É, com efeito, para “se voltar para o Senhor seu Deus com todo o coração e alma (Deuteronômio 30:10). Se a Lei fosse para ser resumida em um mandamento, qual seria? Sabemos a resposta na Escritura:

34 - E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. 35 - E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: 36 - Mestre, qual é o grande mandamento na lei? 37 - E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38 - Este é o primeiro e grande mandamento. (Mateus 22:34-38; ênfase do autor).

Os mandamentos da Lei são impossíveis para os homens manterem para evitar o pecado ou resultar em perdão dos pecados. Isto é o que Josué fala para os Israelitas que ele está deixando ao morrer. A história tem mostrado que o povo de Deus não pode manter a Lei. Se eles pensam que o manter a lei irá trazer as bênçãos de Deus e assegurar para eles o perdão de Deus, eles estão errados. Manter a lei somente prova aos homens serem pecadores culpados, merecedores da morte:

19 - Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. 20 - Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. (Romanos 3:19-20

O mandamento que Deus tem para os homens é que eles amem a Deus com todo o coração, alma, mente e força. Porque este mandamento não é difícil? Não é porque os homens são capazes de fazer isso por si próprio. É porque é impossível, e então Deus irá realizar esta obra Ele mesmo:

6 - E o SENHOR teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao SENHOR teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas. (Deuteronômio 30:6).

Paulo enfatiza isto em Romanos 10:

4 - Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê. 5 - Ora Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas. 6 - Mas a justiça que é pela fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo.) 7 - Ou: Quem descerá ao abismo? (isto é, a tornar a trazer dentre os mortos a Cristo.) 8 - Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, 9 - A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10 - Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

A razão de este mandamento ser fácil é porque Deus proveu perdão dos pecados por nós; Ele é o Único que possibilita os homens amá-Lo com todo o seu coração, alma, mente e força. É fácil porque tudo que precisamos é acreditar Nele, pela fé, e mesmo aquela fé vem de Deus.

Porque o perdão dos pecados não foi alguma coisa que os homens poderiam fazer, homens de Deus olharam para frente para o tempo quando Deus iria realizar esta tarefa, como nós vemos em Salmos:

1 - DAS profundezas a ti clamo, ó SENHOR. 2 - Senhor, escuta a minha voz; sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. 3 - Se tu, SENHOR, observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá? 4 - Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. 5 - Aguardo ao SENHOR; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra. 6 - A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aqueles que guardam pela manhã. 7 - Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção. 8 - E ele remirá a Israel de todas as suas iniquidades.

No Livro de Deuteronômio, Deus previu as consequências por deixar a Deus e falhar em manter o compromisso com Ele. Deus previu a derrota dos Israelitas e que seus inimigos os levariam da sua terra e os prenderiam cativos em uma terra distante (Deuteronômio 28:58-68).Deus então falou da futura libertação dos Israelitas após Ele dar a eles um novo coração (Deuteronômio 30:1-6). Quando os Judeus estavam no cativeiro na Babilônia, os profetas oraram e profetizaram em relação ao dia quando Deus iria cumprir a Aliança Abrâmica. Logo se tornou claro que isto não aconteceria no final dos 70 anos de cativeiro de Judá na Babilônia. Foi revelado em profecia:

31 - Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 - Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR. 33 - Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 34 - E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.

O perdão dos pecados foi prometido por Deus, não por meio da Aliança Mosaica, porém por meio de uma “nova aliança”. A exata natureza desta “nova aliança” não foi ainda revelada, porém mais detalhes seriam revelados através do profeta Daniel:

3 - E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4 - E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 - Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; (Daniel 9:3-5).

8 - Ó Senhor, a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra ti. 9 - Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele, (Daniel 9:8-9).

15 - Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e ganhaste para ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente. 16 - Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. 17 - Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. 18 - Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 - Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome. (Daniel 9:15-19).

24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. 25 - Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 - E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. 27 - E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Daniel 9:24-27).

Daniel confessa os seus pecados, e os pecados do seu povo, e pede a Deus para perdoar seu povo e trazê-los de volta para a terra prometida, para Israel e Jerusalém, baseado nas Suas promessas da aliança e na profecia de Jeremias (Daniel 9:1-2; Jeremias 25:11-12; 29:10).Em resposta à oração de Daniel (9:3-9), o anjo Gabriel apareceu após alguma demora (9:20-23) e explica como as promessas são para serem cumpridas (9:24-27). Tornou-se mais e mais claro que algum tempo iria passar antes do perdão dos pecados ser realizado. A libertação de Israel do cativeiro da Babilônia e seu retorno para a terra prometida não era sinônimo com o cumprimento da promessa de Deus em Deuteronômio 30:6.

Os Livros de Esdras e Neemias descrevem a volta dos primeiros cativos para Jerusalém e para a terra prometida. Neemias 8 e 9 registra a resposta dos Judeus à Lei, e seu reconhecimento do seu pecado e da fidelidade de Deus.Apesar de tudo isto, o povo de Deus levou pouco tempo para voltar aos seus velhos dias, os caminhos dos seus pais. Os capítulos finais de Neemias, e os escritos dos últimos profetas, indicam que o trabalho de Deus em criar um “novo coração” nos homens ainda não se cumprira. O dia da salvação ainda está no futuro. O profeta Isaías disse da vinda do Messias. Era Ele, em Sua morte sacrificial, que iria cumprir o perdão dos pecados:

4 - Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 - Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 - Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. (Isaías 53:4-6).

As palavras finais do Velho Testamento, registradas em Malaquias 4, são palavras de alerta em relação a ira de Deus aos pecadores e palavras de esperança, aos corações renovados.

O perdão dos Pecados – Através do Sangue de Jesus Cristo

Bem no começo, estava claro que o Senhor Jesus Cristo veio para preencher a promessa de Deus para perdoar os pecados dos homens e para criar um novo coração neles. No nascimento de João Batista, o antecessor de Jesus o Messias, Zacarias, o pai de João, disse pelo Espírito Santo:

76 - E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, Porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; 77 - Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, Na remissão dos seus pecados; 78 - Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, Com que o oriente do alto nos visitou; (Lucas 1:76-78).

Quando João Batista começou seu ministério público, sua mensagem era simples:

3 - E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; 4 - Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas. 5 - Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; 6 - E toda a carne verá a salvação de Deus. (Lucas 3:3-6).

Quando João Batista viu Jesus, que se apresentou como o Messias prometido, ele disse:

29 - No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 - Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. (João 1:29-30).

Ao dizer isto, João Batista estava identificando Jesus como o Messias prometido profetizado em tipo como o cordeiro pascal e inúmeros outros aspectos da Aliança Mosaica (veja Colossenses 2:16-17), e especialmente como falado em Isaías 52:13-53:12.

Quando Jesus começou o Seu ministério público, não levou muito para Ele tornar claro que Sua missão era para perdoar os pecadores:

17 - E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. 18 - E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico, e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19 - E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado, e por entre as telhas o baixaram com a cama, até ao meio, diante de Jesus. 20 - E, vendo ele a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te são perdoados. 21 - E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus? 22 - Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu, e disse-lhes: Que arrazoais em vossos corações? 23 - Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda? 24 - Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa. 25 - E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus. 26 - E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios. (Lucas 5:17-26).

29 - E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. 30 - E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? 31 - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; 32 - Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento. (Lucas 5:29-32).

47 - Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 48 - E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados. 49 - E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? (Lucas 7:47-49)

1 - E CHEGAVAM-SE a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. 2 - E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. 3 - E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: 4 - Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? 5 - E achando-a, a põe sobre os seus ombros, gostoso; 6 - E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. 7 - Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. (Lucas 15:1-7).

As ações e as palavras do Nosso Senhor em Lucas 5:17-26 são notáveis. Jesus mexeu com as mentes daqueles que entenderam as implicações do que Ele estava fazendo. Se aprendemos alguma coisa do Velho Testamento, é que somente Deus pode perdoar pecados. A solução de Deus para os pecadores foi a vinda do Messias, que levaria os pecados dos homens. Quando Jesus foi confrontado com um paralítico, baixado através do telhado, Ele não lidou com sua doença física primeiro, porém com seu grande dilema espiritual – seus pecados. Quando Jesus lhe disse que seus pecados estavam perdoados, Jesus reivindicou muito mais do que as pessoas esperavam. Um mero homem pode ser capaz de expulsar demônios ou realizar milagres de cura. Porém somente Deus pode perdoar pecados. Quando Jesus curou este homem e perdoou os seus pecados, Jesus corajosamente proclamou que Ele era o Messias, Aquele que veio para cumprir o perdão dos pecados e a salvação eterna. É Ele que pode e irá mudar os corações dos homens para amar a Deus e os homens.

Quando a hora chegou para nosso Senhor ser crucificado pelos nossos pecados, Ele falou estas palavras para os Seus discípulos quando Ele instituiu a Ceia do Senhor:

26 - E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27 - E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; 28 - Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. (Mateus 26:26-28, ênfase do autor).

O escritor aos Hebreus mostra como o sacrifício do Senhor Jesus é superior aos sacrifícios do Velho Testamento. Os sacrifícios do Velho Testamento deixam de fora o julgamento do pecado por Deus, o sacrifício do Senhor Jesus no Novo Testamento (nova aliança) foi o julgamento de Deus para o pecado, cumprindo então o perdão eterno dos pecados, para todos os que estão em Cristo pela fé em Sua obra na cruz do Calvário:

1 - PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. 2 - Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. 3 - Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados, 4 - Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. 5 - Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste; 6 - Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. 7 - Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade. 8 - Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). 9 - Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. 10 - Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. 11 - E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; 12 - Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, 13 - Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. 14 - Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. 15 - E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: 16 - Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: 17 - E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. 18 - Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado. (Hebreus 10:1-18)

O perdão dos pecados foi cumprido, uma vez por todas, pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Ele não tinha pecado, e Ele levou os nossos pecados, assim que nós podemos ser perdoados. Deus não ignorou nossos pecados, porém os puniu em Cristo. As boas novas do evangelho é que aqueles que creem em Jesus Cristo podem ter seus pecados perdoados:

45 - Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. 46 - E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, 47 - E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. 48 - E destas coisas sois vós testemunhas. (Lucas 24:45-48)

Os apóstolos eram para proclamar, tanto para Judeus como para Gentios, que Deus proveu perdão para os pecados através do Seu filho Jesus Cristo. E esta foi a mensagem que eles pregaram consistentemente:

31 - Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. (Atos 5:31)

43 - A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome. (Atos 10:43).

38 - Seja-vos, pois, notório, homens irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados. (Atos 13:28)

7 - Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, (Efésios 1:7; veja também Colossenses 1:14).

O perdão dos pecados não é um trabalho do homem, porém de Deus. Em Atos 5:31, Pedro anunciou que Deus não somente concedeu perdão dos pecados, mas também arrependimento. Os homens são para se arrependerem, porem é Deus que traz os homens ao arrependimento. Salvação é o trabalho de Deus e não dos homens. Perdão dos pecados é inteiramente um trabalho de Deus, e tudo o que devemos fazer é acreditar em Jesus Cristo, confiar na Sua morte sacrificial, sepultamento e ressurreição. Perdão dos pecados é impossível para os homens realizarem, porém Deus tem realizado o impossível através de Seu Filho, Jesus Cristo. A fim de receber este perdão, precisamos confessar nossos pecados, reconhecer nossa rebelião contra Deus e o fato de que merecemos a Sua eterna ira.

9 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (I João 1:9)

Nós recebemos o perdão dos nossos pecados pela fé (Lucas 7:48-50), crendo na obra de Cristo na cruz do Calvário como o total e final pagamento pelos nossos pecados (Atos 10:43; Hebreus 9 & 10). Devemos confessar nossos pecados (Salmo 32:5-6; 1 John 1:9) e nos arrependermos deles (Salmo 32:1-7; 51 (todo); Jeremias 36:3; Lucas 3:3; 17:3-4; 24:47; Atos 2:38; 5:32; 8:22). Nós então simplesmente pedimos a Deus para nos perdoar (Salmo 79:9), sabendo que Ele é um Deus perdoador, que está pronto para perdoar (Salmo 86:5).

Conclusão

Salvação é sobre o perdão de nossos pecados. Quão frequentemente o evangelho é obscurecido neste ponto crucial. “O pecado e suas consequências são um assunto tão negativo e desagradável”, alguns parecem raciocinar, “que não quero preocupar-me com ele”. A palavra “salvo” implica que aqueles então “salvos” estão em perigo e são poupados dela. A menos que os homens percebam a magnitude do seu pecado e a ainda maior magnitude das suas consequências, os homens não perceberão a necessidade da salvação. Esta é a razão pela qual o Espírito Santo foi enviado para convencer os homens do “pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8-11). Se o Espírito é para convencer destas coisas, então nosso evangelho deve falar delas.

Que desserviço (posso estar falando muito suavemente aqui – Paulo provavelmente iria chamar isto de outro evangelho, heresia – veja Gálatas 1:6-10) prestamos aos homens nesta idade terapêutica quando falamos dos grandes problemas da vida como doenças, fobias e dependências, ao invés de pecados malditos.Seria bom falarmos em termos de terapia a longo prazo (com um preço muito alto), e não de um perdão instantâneo. Como podemos encorajar pessoas a “olharem para dentro” para o poder de escapar do pecado, ao invés de olhar para Cristo.

O problema com os homens nesta cultura não é que eles são muito “pecadores”, mas que eles são tão “doentes” ou, pior ainda, muito auto justificados. Há uma solução para o pecado. A cruz de Deus é a solução. Há perdão para os pecados, o perdão que Deus proveu em Cristo. Você nunca é tão pecador para ser salvo, você pode ser muito auto justificado. Você confessou seus pecados e confiou em Jesus Cristo como a provisão de Deus para seu perdão? Você irá? Não há maior verdade confortante em todo o mundo do que esta: Jesus Cristo veio ao mundo para perdoar pecadores. Como o escritor de hinos colocou, “Tua música para os ouvidos pecadores, Tua vida e saúde e paz”.

Davi disse ainda melhor:

1 - BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. (Salmo 32:1).

Para Sua Consideração Posterior

A Base Para o Perdão de Deus

(1) Soberania de Deus – liberdade para Escolher (Êxodo 33:19).

(2) Compaixão de Deus e graça (Êxodo 34:6-7); Deus está pronto para perdoar (Salmo 86:5; 130:4).

(3) Aliança de Deus (Êxodo 32:13; Ezequiel 16:60-63).

(4) Fidelidade de Deus, como evidente na história de Israel (Números 14:19).

(5) Reputação de Deus (Êxodo 32:11-12), consideração do Seu nome (Salmo 79:9; Daniel 9:19; I João 2:12).

(6) Promessa de Deus para perdoar (Deuteronômio 30; II Crônicas 7:14; Jeremias 18:5-8).

(7) Provisão de Deus para perdão em Jesus Cristo.

(8) Jesus é Deus (Marcos 2:3-12) [7]

(9) Jesus derramou Seu sangue – Ele fez expiação pelos nossos pecados (Mateus 26:28; Efésios 1:7; Colossenses 1:14; 2:13 – nota marginal de Isaías 22:14, “perdoar” é literalmente, “expiado por”)

(10) Presente de Deus em Cristo é arrependimento e perdão (Atos 5:31)

(11) O evangelho é a oferta de perdão (Lucas 24:47-48; Atos 2:38; 10:43).

Responsabilidade do Homem e Perdão

(1) Fé (Lucas 7:48-50); Crer (Atos 10:43).

(2) Confessar (Salmo 32:5-6; I João 1:9).

(3) Arrepender ( Salmo 32:1-7; Jeremias 36:3; Lucas 3:3; 17:3-4; 24:47; Atos 2:38; 5:32; 8:22).

Aqueles Que Deus Não Perdoará

(1) Aqueles cujo “arrependimento” é falso – Êxodo 10:16-17.

(2) Aqueles que pecam deliberadamente – Deuteronômio 29:17-21; Hebreus 10:26-31.

(3) Aqueles que rejeitam o perdão de Deus e esforçam-se por si mesmos – Josué 24:19-20.

(4) Aqueles que persistentemente se rebelam contra Deus, que se recusam em acreditar na Sua Palavra, e que rejeitam os conselhos inspirados de Deus dados através dos Seus profetas – II Reis 24:1-4.

(5) Aqueles que demonstram que eles não experimentaram o perdão de Deus pela sua própria falta de perdão – Mateus 6:12-15.

(6) Aqueles que blasfemam contra o Espírito Santo, que é o instrumento de Deus para convencer os homens do pecado salvando-os através da fé em Cristo – Mateus 12:22-37.

(7) Aqueles cujos pecados foram “retidos” pela igreja, agindo em favor de Deus (com efeito, aqueles que recusam se arrepender quando confrontados e repreendidos pelos seus pecados) – João 20:22-23.

Traduzido por Césio J. de Moura


1 De fato, está registrado nas Escrituras, porém veem das penas dos autores inspirados do Novo Testamento. Achamos uma grande porção do material do nosso Senhor na pregação de Pedro no Livro de Atos e muitos outros discernimentos dos escritos de homens como Paulo.

2 Se for para abandonarmos nosso estudo progressivo das Escrituras, poderíamos ir direto a Romanos 10, onde Paulo cita Deuteronômio 30. Porém devemos olhar o próprio Deuteronômio para a resposta.

3 Isto é o que o salmista procura, como evidente em Salmo 119.

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