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A Origem, Natureza, e Nmero dos Anjos (Origin, Nature, and Number of Angels)

Anjos So Seres Criados

O Fato da Criao deles

Aqueles anjos so seres criados e no os espritos dos mortos ou seres humanos glorificados mencionados no Salmo 148. L o salmista chama tudo que h nos lugares celestiais, inclusive os anjos, a louvar a Deus. O texto diz: "Porque Ele ordenou e eles foram criados" (Slm. 148:1-5). Os anjos, assim como os lugares celestiais so declarados como sendo criaturas de Deus.

Desde que Deus Esprito (Joo 4:24) natural assumir que l h seres criados que se assemelham muito mais a Deus que as criaturas mundanas que combinam o material e o imaterial. H um reino material, um reino animal, e um reino humano. Assim, pode-se assumir, que h um reino angelical ou reino espiritual. Porm, Angeologia no se baseia na razo ou na suposio, mas se baseia em revelao. 9

O Tempo da Criao dos Anjos

Embora o tempo exato da criao deles nunca seja mencionado, ns sabemos que eles foram criados antes da criao do mundo. O livro de J nos diz que eles estavam presentes quando a terra foi criada (J 38:4-7) assim a criao deles foi antes da criao da terra como descrito em Gnesis 1.

O Agente da Criao dos Anjos

A Bblia declara especificamente Cristo, como o que criou todas as coisas, o criador dos anjos (cf. Joo 1:1-3 e Col. 1:16).

As coisas criadas pelo Filho inclui "todas" as coisas no cu e na terra, visveis e invisveis. Isto indica o universo inteiro, tanto material como imaterial. Uma hierarquia altamente organizada de seres angelicais referida com a palavra "tronos" (qronoi), "poderes" (kuriothtes), "governantes" (arcai), e "autoridades" (exousiai). Isto no s indica um domnio altamente organizado no mundo espiritual dos anjos, mas mostra que Paulo estava escrevendo para refutar uma forma incipiente de Gnosticismo que promovia a adorao de anjos em lugar da adorao a Cristo (cf. Col. 2:18). Nisto, Paulo demonstra superioridade e a supremacia do lugar legtimo de adorao (cf. Ef. 1:21; 3:10; 6:12; Fil. 2:9-10; Col. 2:10, 15). 10

A Natureza e o Nmero dos Anjos criados

Os anjos foram criados simultaneamente como uma hoste ou uma companhia. Deus criou o homem e o reino animal em pares com a responsabilidade e habilidade para procriar. Porm, os anjos foram criados simultaneamente como uma companhia, hostes incontveis de mirades (Col. 1:16; Nee. 9:6). Isto sugerido pelo fato de eles no estarem sujeito morte ou qualquer forma de extino e eles no se propagam ou se multiplicam como os humanos. Hebreus 9:27 diz, " designado aos homens para morrerem uma vez e aps isto o julgamento.Enquanto os anjos cados sero julgados no futuro e permanentemente sero confinados ao lago de fogo ( Mat. 25:41; 1 Cor. 6:4; 2 Pedro 2:4; Judas v. 6), no h qualquer meno da morte de anjos (veja Lucas 20:36). No obstante, eles formam hostes inumerveis criadas antes da criao da terra (cf. J 38:7; Nee. 9:6; Slm. 148:2, 5, Heb. 12:22; Dan. 7:10; Mat. 26:53; Ap.. 5:11; Mat. 22:28-30; Lucas 20:20-36).

Anjos So Seres Espirituais

A Habitao dos Anjos

Declaraes como, "os anjos que esto no cu" (Marcos 13:32) e "um anjo do cu" sugere que os anjos fixaram habitaes ou centros das suas atividades. Porm, devido ao ministrio e habilidades dadas a eles ao servio de Deus, eles tm acesso ao universo inteiro. Eles so vistos servindo no cu e na terra (cf. Isa. 6:1; Dan. 9:21; Ap. 7:2; 10:1).

Embora os anjos cados paream ter uma habitao diferente no cu, nenhum local especfico determinado a no ser que Satans ser colocado no "Abismo" durante os mil anos depois da Segunda Vinda ele ser libertado (Ap. 20:3). Igualmente a pestilncia que parece ser demonaca vindo do Abismo (9:1-30).Anjos cados tambm tm um rei que chamado de "o anjo do Abismo" (vs. 11). O destino dos anjos cados o lago de fogo (Mat. 25:41). Os anjos santos moraro nos novos cus e nova terra descritos em Apocalipse 21-22. 11

A referncia para "o Abismo" expe outro elemento importante relativo habitao dos anjos cados. Ryrie escreve:

A Bblia indica claramente dois grupos de anjos cados: um que consiste daqueles que tm um pouco de liberdade para levar a cabo os planos de Satans, e o outro constitudo por anjos que esto confinados. Desses que esto confinados, alguns esto temporariamente assim, enquanto outros esto confinados permanentemente no Trtaro (2 Pedro 2:4 e Judas 6). Os gregos pensavam no Trtaro como um lugar de castigo mais baixo do que o hades. Aqueles temporariamente confinados esto no abismo (Lucas 8:31; Ap. 9:1-3, 11), aparentemente alguns foram destinados para l a fim de esperar o julgamento final enquanto que os outros sero soltos para agirem na terra (vv. 1-3, 11, 14,; 16:14). 12 (a nfase minha)

Judas tambm fala de uma habitao dos anjos:

Judas 1:6 E os anjos que no mantiveram o seu principado, mas abandonando a sua prpria habitao, Ele os manteve em prises eternas sob as trevas at o julgamento daquele grande dia.

Ao debater o significado desta passagem, vemos que os anjos no s tm um domnio ou rea de domnio designada para eles, mas um lugar de habitao.

A referncia mais provvel aqui aos anjos ("filhos de Deus", cf. Gen. 6:4; J 1:6; 2:1) que vieram para a terra e mantiveram relaes sexuais com mulheres. Esta interpretao exposta no Livro pseudoepigrfico de Enoque (7, 9.8, 10.11; 12.4) de qual Judas cita em v. 14, e comum literatura intertestamental e aos primeiros pais da igreja (por exemplo, Justin Apology 2.5). Estes anjos no "mantiveram suas posies de autoridade" (ten heauton archem). O uso da palavra arche para "governante", "domnio", ou "esfera" incomum mas parece que aqui, se pretende isto assim mesmo (cf. BAG, pg. 112). A implicao que Deus designou anjos com responsabilidades estipuladas (arche, "domnio") e um lugar fixo (oiketerion). Mas por causa da rebelio deles, Deus manteve ou reservou (tetereken tempo perfeito) estes anjos cados nas trevas e em cadeias eternas que esperam julgamento final. Aparentemente alguns anjos cados esto em cativeiro enquanto outros esto soltos e ativos entre o gnero humano na forma de demnios. 13

A Imaterialidade dos Anjos

Embora s vezes eles tenham se revelado na forma de corpos humanos (angelofanias) como em Gnesis 18:3, eles so descritos como "espritos" em Hebreus 1:14. Isto sugere que eles no tm corpos materiais como os humanos tm. Isto apoiado mais adiante, pelo fato deles no viverem como seres humanos em termos de matrimnio e procriao (Marcos 12:25) nem eles so sujeitos morte (Lucas 20:36).

A humanidade, incluindo nosso Senhor encarnado, "inferior aos anjos" (Heb. 2:7). Os anjos no so sujeitos s mesmas limitaes do homem, especialmente pelo fato de que eles no podem morrer (Lucas 20:36). Os anjos tm maior sabedoria que o homem (2 Sam. 14:20), contudo, de forma limitada (Mateus. 24:36). Os anjos tm maior poder que o homem (Mateus. 28:2; Atos 5:19; 2 Pedro 2:11), contudo eles tambm esto limitados em poder (Dan. 10:13).

Porm, os anjos tm limitaes quando comparados ao homem, particularmente em relacionamentos futuros. Os anjos no so criados imagem de Deus, logo, eles no compartilham o destino glorioso do homem na redeno em Cristo. Na consumao dos tempos, o homem resgatado ser exaltado acima dos anjos (1 Cor. 6:3). 14

Millard Erickson escreve:

Que os anjos so espritos, tambm pode se deduzir pelas seguintes consideraes:

Demnios (anjos cados) so descritos como espritos (Mateus. 8:16; 12:45; Lucas 7:21; 8:2; 11:26; Atos 19:12; Ap. 16:14).

Nos dito que a nossa luta no contra "carne e sangue, mas contra os principados, contra os poderes, contra os prncipes das trevas deste sculo, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais" (Ef. 6:12).

Paulo, aos Colossenses 1:16, parece identificar os poderes celestiais como sendo invisveis.

Que os anjos so espritos que parecem seguir um tipo de vida nica, embora no necessariamente das afirmaes de Jesus que anjos no se casam (Mateus. 22:30) e no morrem (Lucas 20:36).15

Os anjos, embora sendo seres espirituais muito poderosos, no so onipotentes, oniscientes, nem onipresentes. Eles no podem estar em todos lugares ao mesmo tempo.

A aparncia dos Anjos

Considerando que eles so seres espirituais, eles normalmente no so vistos sem que Deus nos d a capacidade de v-los ou a menos que eles se manifestem. Balao no pde ver o anjo no seu caminho at que o Deus lhe abriu os olhos (Num. 22:31) e o criado de Eliseu no pde ver as hostes de anjos que o cercavam at que Eliseu orou para que os olhos dele fossem abertos (2 Reis 6:17). Quando os anjos so vistos como registrado na Bblia, eles eram freqüentemente confundidos com homens devido manifestao com a aparncia de homem (Gen. 18:2, 16, 22; 19:1, 5, 10, 12, 15, 16; Juzes 13:6; Marcos 16:5; Lucas 24:4). s vezes, eles aparecem de uma forma que manifesta a glria de Deus (Lucas 2:9; 9:26) ou em alguma forma com vestes brilhantes (cf. Mateus. 28:3; Joo 20:12; Atos 1:10 e Ezequiel 1:13; Daniel 10:6). Inmeras vezes, eles apareceram como homens reais, nunca como fantasmas, ou como animais alados (cf. Gen. 18:2; 19:1; Marcos 16:3; Lucas 24:4).

Eles so ocasionalmente retratados em outras formas e em outras manifestaes, com asas, ou como uma combinao de homem, animais, e pssaros como em Ezequiel 1:5 e Isaas 6:6. Mas aparentemente tais manifestaes s aconteceram por meio de uma viso ou revelao especial dada por Deus. Nenhum anjo apareceu literalmente em tal forma.

Eles tambm parecem sempre ter aparecido como homens jovens ou maduros (Marcos 16:5), e nunca como homens velhos, talvez porque eles no envelhecem e nem morrem (Lucas 20:36).

Na atual fascinao da nossa cultura, anteriormente chamada de angelmania, a concepo comum de anjos de criaturas aladas e na maioria das vezes, femininas.

Algumas das concepes comumente aceitas no so apoiadas pelas testemunhas bblicas. No h nenhuma indicao de anjos que aparecem em forma feminina. No h nenhuma referncia explcita a eles como seres alados, embora Daniel 9:21 e Apocalipse 14:6 falam que eles esto voando. O querubim e o serafim so representados como alados (xodo 25:20; Is. 6:2), como so as criaturas simblicas de Ezequiel 1:6 (cf. Apocalipse 4:8). Porm, ns no temos nenhuma garantia que o querubim e o serafim sejam realmente anjos. Visto que no h nenhuma referncia explcita que indica que anjos so como um todo, alados. Ns temos que considerar isto como a melhor concluso, mas no uma concluso necessria, das passagens bblicas que os descrevem voando.16

Enquanto anjos geralmente aparecem como homens nas Escrituras, Zacarias 5:9 pode sugerir que no sempre assim. Os dois homens mencionados nesta passagem, no so exatamente chamados de anjos, mas v-se claramente que eles so agentes de Deus ou de Satans, como anjos, bons ou maus.

A santidade dos Anjos

Todos os anjos foram criados santos, sem pecado, em estado de perfeita santidade.

Originalmente, todas as criaturas angelicais foram criadas santas. Deus declarou que Sua Criao era boa (Gen. 1:31), e claro, Ele no poderia criar o pecado. Ainda que o pecado tenha entrado no mundo, os bons anjos de Deus, que no se rebelaram so chamados de santos (Marcos 8:38). Estes so anjos eleitos (1 Tim. 5:21) em contraste com os anjos do mal que seguiram Satans em sua rebelio contra Deus (Mat. 25:41).17

Os anjos como criaturas

Como seres criados, claro que eles so meras criaturas. Eles no so divinos e a adorao a eles explicitamente proibida (veja Col. 2:18; Ap. 19:10; 22:9). Como uma ordem separada de criaturas, eles so tanto distintos dos seres humanos como maiores que os humanos com poderes que vo alm das habilidades humanas na presente era (conf. 1 Cor. 6:3; Heb. 1:14; 2:7). Mas como criaturas eles so limitados em seus poderes, conhecimento e atividades (1 Pedro 1:11-12; Ap. 7:1). Como tudo na Criao, os anjos esto sob a autoridade de Deus e esto sujeitos ao seu julgamento (1 Cor. 6:3; Mat. 25:41).

Seguindo a revelao dada a Joo, em duas ocasies o apstolo se prostrou em adorao mas o anjo rapidamente disse a Joo que no o adorasse e ele ento lhe explicou a razo. Anjos so conservos chamados para servir a Deus como todas as criaturas deveriam. Ento foi dito a Joo que adorasse a Deus. A adorao aos anjos (como a qualquer outro objeto de adorao) desvia a adorao a Deus e atribui poderes divinos ao objeto de adorao. Anjos so poderosos e impressionantes de muitas maneiras, mas como ns eles so apenas criaturas e servos do Deus vivo e somente Ele merece nossa adorao. Isto significa que ns no temos que orar a eles ou depositar nossa f neles ainda que Deus possa us-los para nos ministrar em nossas necessidades de vrias formas. Nossa f deve estar em Deus e no nos anjos. Eles nos ministram ao comando dEle sob sua autoridade e poder. Ainda que algumas vezes o instrumento de ajuda e livramento tenha sido um anjo, os crentes do Novo Testamento reconheciam que eles eram enviados por Deus (veja Atos 12:11).

Em Atos 27:23-25, Lucas relata a experincia de Paulo que lhe trouxe uma mensagem do Senhor mas no houve adorao ao anjo mas ao invs disso a f de Paulo estava no Deus que ele servia.

23 Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, 24 - Dizendo: Paulo, no temas; importa que sejas apresentado a Csar, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. 25 - Portanto, senhores, tende bom nimo; porque creio em Deus, que h de acontecer assim como a mim me foi dito.

Ainda escrevendo a respeito da invisibilidade dos anjos para a humanidade Chafer tem um interessante comentrio:

Uma das razes para os serem invisveis vista humana pode ser que se eles fossem visveis, eles seriam adorados. O homem inclinado idolatria como tambm a adorao das obras de suas prprias mos e teria que ser capaz de resistir duramente adorao dos anjos que estivessem diante de seus olhos.18

A igreja de Colossos tinha sido invadida por falsos mestres que estavam ensinando uma falsa humildade e adorao de anjos como parte do significado espiritual. Parece que aqueles mestres estavam dizendo que tinham discernimento mstico atravs de vises associadas sua adorao aos anjos. A respeito disto Paulo escreveu:

Colossenses 2:18 No permita que ningum que aprecia a falsa humildade e adorao aos anjos diminua teu valor. Tal pessoa se envolve em grandes detalhes a respeito do que ela tem visto, e sua mente no espiritual se incha com vagas noes. (NIV).

A pessoa que tentava fazer tal julgamento descrita como algum que aprecia a falsa humildade e adorao aos anjos. O texto sugere que ele tentava impor aquelas coisas aos Colossenses e que este era um meio pelo qual ele tentava diminuir o valor deles.19

Isto era demonaco porque era uma tentativa de usurpar a preeminncia e suficincia de Cristo como Salvador e Senhor (conf. Col. 2:10). No de se estranhar, ento, que o autor da carta aos Hebreus, na mais extensa passagem a respeito dos anjos do Novo Testamento (Heb. 1:5-29), demonstra a superioridade de Cristo sobre os poderosos anjos (Heb. 1:2-4, 13). Nisto ele conclui seu argumento com uma pergunta feita para mostrar que Cristo, o verdadeiro filho de Deus e o resplendor de Sua glria que se assenta destra de Deus, superior aos anjos, pois ele ento pergunta No so eles todos espritos ministradores, enviados para prestar servios a favor daqueles que herdaro a salvao? (Heb. 1:14).

A Personalidade dos Anjos

H muitas qualidades em comum personalidade que todos os anjos possuem existncia pessoal intelecto, emoo e vontade. Como personalidades ns podemos v-los interagindo vrias vezes atravs da Bblia. Ryrie escreve:

Anjos so qualificados ento, como personalidades porque eles tm inteligncia, emoes, e vontade. Isto verdade tanto para os anjos bons como para com os maus. Os santos anjos, Satans, e os demnios possuem inteligncia (Mat. 8:29; 2 Cor. 11:3; 1 Pedro 1:12). Os santos anjos, Satans, e os demnios demonstram emoes (Lucas 2:13; Tiago 2:19; Ap. 12:17). Os santos anjos, Satans, e os demnios demonstram que eles tm vontades (Lucas 8:28-31; 2 Tim. 2:26; Judas 6). Ento, pode se dizer que eles so pessoas. O fato deles no terem corpos humanos no afeta suas personalidades.20

Os anjos cados so descritos at mesmo por aes pessoais como mentir e pecar (Joo 8:44; 1 Joo 3:8-10). Alguns consideraram os anjos, inclusive Satans, apenas como a personificao abstrata do bem e do mal, mas tal coisa no est de acordo com o ensino da Bblia.

Suas habilidades e poderes

O Conhecimento deles: Jesus disse, "Mas aquele dia e hora ningum sabe, nem mesmo os anjos do cu, nem o Filho, mas somente o Pai" (Mat. 24:36). Este comentrio de Jesus sugere duas coisas: (1) a frase, "nem mesmo os anjos" insinua que os anjos tm conhecimento sobre-humano, mas (2) a declarao principal deste versculo mostra que eles esto limitados nos seus conhecimentos, eles no so oniscientes. Que o conhecimento deles maior, tambm sugerido pelo fato de que eles estavam presentes em algumas das deliberaes divinas, estavam envolvidos em trazer a revelao (Gal. 3:19), e foram usados por Deus para interpretar vises como em Daniel e Zacarias.

Ryrie sugere trs razes para o conhecimento superior deles.

(1) Anjos foram criados como uma ordem mais alta de criaturas no universo que os humanos. Ento, por natureza eles possuem maior conhecimento. (2) anjos estudam a Bblia mais que alguns humanos fazem e ganham conhecimento com isto (Tiago 2:19; Ap.12:12). (3) anjos ganham conhecimento por longa observao das atividades humanas. Ao contrrio dos humanos, anjos no tm que estudar o passado; eles experimentaram isto. Ento, eles sabem como outros agiram e reagiram em situaes e podem predizer com um maior grau de preciso como ns poderemos agir em circunstncias semelhantes. As experincias da longevidade lhes deram maior conhecimento.21

Sua fora: Considerando que o homem criado menor que os anjos, com limitaes que os anjos no tm, ns tambm esperaramos que eles possussem fora sobre-humana. Que os anjos tm maior fora que o homem evidente por pelo menos duas consideraes:

(1) Declaraes especficas na Bblia: A Bblia especificamente fala do grande poder deles. O Salmo 103:20 insinua o grande poder deles na declarao, "Bendizei a Deus, anjos dEle, vs poderosos que cumpris Sua palavra". Ento, 2 Tess. 1:7 se refere volta do Senhor com os anjos poderosos dele em fogo flamejante. Mais adiante, 2 Pedro 2:11 lemos, "considerando que os anjos que so maiores em poder e fora no fazem um julgamento blsfemo diante de Deus." A nica pergunta aqui : quem est sendo comparado? O assunto principal do contexto aqui so os falsos mestres (seres humanos), porm, devido ao versculo 10, alguns acreditam que a comparao est sendo feita entre as "majestades angelicais" do versculo 10, anjos bons e anjos maus. Nesse caso, ento o versculo est declarando que os anjos bons so mais poderosos que os maus.

(2) Suas atividades como descritas nas Escrituras: Embora o grande poder dos anjos sempre seja um poder derivado de Deus, as obras poderosas que eles realizam, como na execuo dos julgamentos de Deus, demonstra a fora sobre-humana deles (cf. 2 Cron. 32:21; Atos 12:7-11; e as muitas referncias para atividades angelicais em Apocalipse). Nesta considerao, a confiana de Eliseu e sua orao para que seu criado visse a mirade de anjos que os cercavam em face s foras humanas, sugere que o poder deles maior (2 Reis 6:15-17). Certamente que a confiana de Eliseu no estava simplesmente no maior nmero deles. So vistas ilustraes do poder deles em Atos 5:19; 12:7, 23, Mat 28:2 (a pedra rolada fora pelo anjo pesava aproximadamente quatro toneladas).

O salmista exclamou, "Santificado seja o Senhor Deus, o Deus de Israel que sozinho opera maravilhas" (Slm. 72:18). Todo poder milagroso tem sua fonte em Deus. Como criaturas angelicais, elas esto sujeito s limitaes da natureza de criaturas. Eles so poderosos, mas no todo-poderosos. At mesmo Satans, um anjo cado, com os poderes angelicais dele deve operar debaixo da vontade permissiva de Deus (J 1:12; 2:6).

A posio dos anjos

Em relao ao homem

Por criao o homem inferior aos anjos (Heb. 2:7-9). Os anjos tm mais inteligncia, poder, e movimento, contudo os anjos servem aos homens como espritos ministradores (Heb. 1:14) enviados para servir os santos apesar da sua alta posio e poder. Como mencionado, os homens so advertidos a nunca adorar aos anjos porque eles so apenas criaturas.

Hoje os crentes so menos experientes que os anjos, contudo sua posio mais alta por causa da unio deles com Cristo (cf. Efsios 1:20-22, Efsios 2:4-6 e Heb. 2:9). Os cristos compartilham o assento de Cristo destra de Deus. Porm, um dia, os crentes tero tanto posio como experincia superior e julgaro os anjos (1 Cor 6:3). Isto se refere indubitavelmente a algum tipo de autoridade e direo governamental que os crentes tero sobre os anjos.

Em relao a Cristo

Por sua natureza essencial e Ser, Cristo superior porque Ele Deus o Criador (cf. Heb 1:4 e Col. 1:15-17). Pela encarnao, Cristo tornou-se inferior por um pequeno tempo (Heb 2:9), mas isto s se aplica sua humanidade. Pela morte de Cristo, sepultamento, ressurreio, e ascenso, Ele se tornou muito superior aos anjos como o ltimo Ado e o segundo homem (cf. 1 Cor. 15:45-48; Efsios 1:20-22; 1 Pedro 3:18-22; Col. 2:15). Como o Deus-homem glorificado e exaltado, Ele se tornou o ltimo Ado. Ado foi o cabea da primeira raa de homens, mas Cristo se tornou o cabea da segunda raa de homens regenerados. Ele chamado o ltimo porque nunca mais haver outra queda, e porque Ele, como um glorificado e exaltado Salvador o Esprito doador da vida. Como o segundo homem do cu, Ele visto como a cabea e incio de uma nova e exaltada raa de pessoas.


9 Lewis Sperry Chafer, Systematic Theology, Vol. 2, Kregel Publications, 1993, p. 3.

10 The Bible Knowledge Commentary, NT, Joo F. Walvoord and Roy B. Zuck, Editors, Victor Books, 1983, mdia eletrnica.

11 Lewis Sperry Chafer, Lewis Sperry Chafer Systematic Theology, Vol. 1, Part 3, Abridged Edition, Joo F. Walvoord, Editor, Donald K. Campbell, Roy B. Zuck, Consulting Editors, Victor Books, Wheaton, Ill., 1988, p. 284.

12 Ryrie, p. 159.

13 Frank E. Gaebelein, General Editor, The Expositors Bible Commentary, Zondervan, Grand Rapids, mdia eletrnica., 1997.

14 Paul Enns, The Moody Handbook of Theology, Moody Press, Chicago, 1996, mdia eletrnica.

15 Erickson, p. 439.

16 Erickson, p. 440.

17 Ryrie, p. 124.

18 Lewis Sperry Chafer, Systematic Theology, Vol. 2, Kregel Publications, 1993, p. 8.

19 Gabelein, Expositors Bible Commentary, electronic media.

20 Ryrie, p. 125.

21 Ryrie, p. 125.

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