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Lição 24: A Solução Para a Ansiedade (Filipenses 4:6-7)

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8 de Outubro de 1995

Uma família levou a Avó até ao seu primeiro voo de avião, mas esta não se sentia muito segura quanto à ideia de abandonar o solo em tal maquineta. À chegada, quando foram ter com ela no aeroporto, perguntaram-lhe em tom de brincadeira: “Então, o avião segurou-te bem?” De má vontade, ela lá respondeu: “Sim”; e, rapidamente, acrescentou: “Mas eu nunca cheguei a pôr todo o meu peso em cima dele!”

Muitos cristãos são como esta Avó. A verdade é que estão a ser totalmente amparados por Deus, mas receiam confiar a totalidade do seu peso sobre Ele. Em consequência, são atormentados por ansiedade e não conseguem apreciar o voo.

Poucos de nós desconhecem o que é a ansiedade. Ela invade coisas grandes e pequenas, corroendo-nos as entranhas. Alguém descreveu graficamente a ansiedade como “um pequeno riacho de medo a correr pela mente. Se encorajada, constrói um canal por onde passam a correr todos os outros pensamentos” (Arthur Roche, Reader’s Digest [6/88], p. 64). Com frequência, ouvimos expressões como “estar esgotado” ou “ter um ataque de pânico”. Embora eu discorde da sua abordagem psicológica a este problema, os psiquiatras cristãos Frank Minirth e Paul Meier afirmam que a ansiedade é a perturbação mental mais comum que encontram na sua rede de clínicas a nível nacional (Worry-Free Living [Thomas Nelson], p. 17).

Muitas vezes, sentimo-nos ansiosos por questões financeiras: como vamos conseguir pagar as contas do mês? Como é que vou poder arranjar o meu carro se este avariar? E se eu perder o meu emprego? Como vamos poder mandar os miúdos para a Universidade? Como vamos conseguir pagar as despesas médicas? Como é que alguma vez vamos conseguir poupar o suficiente para a reforma? E se a economia entrar em recessão?

Sentimos ansiedade relativamente à nossa saúde, especialmente à medida que envelhecemos: e se eu vier a ter cancro ou Alzheimer? E se eu ficar incapacitado ou tiver de ir para um Lar? Quando somos jovens, podemos ter preocupações semelhantes relativamente aos nossos pais.

Ficamos ansiosos por causa dos nossos filhos: será que vão crescer bem? Vão evitar drogas e a imoralidade sexual? Vão estar seguros neste mundo infestado de crime? Vão conseguir entrar na Universidade e ter um emprego bem pago? Vão casar com uma pessoa piedosa e ter uma família feliz? Em que tipo de mundo os seus filhos terão de viver?

Esta lista poderia continuar indefinidamente. Talvez fique ansioso só de me ouvir a enumerar diferentes razões para sentir ansiedade! Por vezes, nem sequer conseguimos identificar a razão específica para sentirmos ansiedade, mas ela lá está, perturbando-nos constantemente. Se não aprendermos a lidar bem com ela, pode causar-nos todo o tipo de problemas de saúde, que por sua vez vão aumentar a nossa ansiedade!

Jesus prometeu àqueles que O seguem: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27). Ele proferiu estas palavras reconfortantes na noite mais difícil que enfrentou na terra – a noite antes da Sua crucificação. Sete vezes no Novo Testamento o nosso Deus é chamado Deus ou Senhor da paz. Essa paz pode ser constante na vida de um cristão, mesmo na adversidade. No nosso texto, Paulo, feito prisioneiro, explica-nos como:

Para experienciar a paz de Deus em vez de ansiedade, ore com gratidão a respeito de cada preocupação.

Existem três palavras-chave nestes versículos: ansioso; oração; e paz. Estar ansioso é o problema que nos é dito para abandonar; a oração é a prática que devemos adoptar; a paz é o resultado prometido por Deus.

1. Devemos pôr de lado a ansiedade, que é pecado.

“Não andeis ansiosos por coisa alguma.” No Sermão do Monte, Jesus deixou claro que a ansiedade advém da falta de fé e de um foco errado nas coisas do mundo, em vez de no reino de Deus (Mateus 6:25-34, especialmente os versículos 30 e 33). Se desculpamos a nossa ansiedade dizendo “Bem, faz parte de ser humano”, ou “Qualquer pessoa se sentiria ansiosa nesta situação”, não a vamos ultrapassar, pois não estamos a confrontar a verdadeira causa – nomeadamente, o pecado de não crer em Deus e de não procurar o Seu reino e justiça em primeiro lugar.

Como mencionei a semana passada, o nosso testemunho cristão diante de um mundo perdido é um dos principais temas abordados por Paulo na Epístola aos Filipenses. Ele quer que os cristãos experimentem a alegria de Deus em qualquer situação, não apenas para que sejam pessoas felizes, mas para serem testemunhas eficazes de Jesus Cristo (leia Filipenses 2:14-18). Por outras palavras, devemos procurar primeiro o reino de Deus, não a nossa própria felicidade. Se um não-cristão vir um crente subjugado por ansiedade e preocupações, não lhe vai certamente perguntar como pode ter o que ele tem! A ansiedade e a alegria excluem-se mutuamente. Assim, para bem do nosso testemunho de Jesus Cristo, é fundamental que aprendamos a usufruir da paz de Deus, especialmente diante da adversidade.

Isto significa que, no que toca a lidar com a ansiedade, devemos começar por confrontar as nossas razões para querer ter paz. Se a razão para desejarmos estar livres de ansiedade é gozar uma vida tranquila e agradável, o nosso foco é egocêntrico e, portanto, errado. Muitas pessoas recorrem a Cristo porque se sentem ansiosas e desejam a paz que Ele oferece. Contudo, se não lidarem com o facto de que vivem para agradar a si mesmas e não a Deus, acabarão por cair numa existência egocêntrica, “usando Deus” para sua própria paz e conforto. Jesus disse: “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a vida por minha causa e pelo Evangelho, salvá-la-á” (Marcos 8:35). A paz que Cristo oferece advém de O enaltecer como Senhor e viver para o Seu reino.

Na parábola do semeador (Lucas 8:14), Jesus alerta que a semente caída entre os espinhos representa aqueles que ouvem o Evangelho e, “ao seguirem o seu caminho, são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não amadurecem”. Preocupações é o termo relacionado com o verbo grego andar ansioso no nosso texto. O que assusta nas palavras de Jesus é isto: no meu entendimento desta parábola, apenas um dos grupos é verdadeiramente salvo, nomeadamente, aquele que frutifica com perseverança. Aqueles que afirmam crer, mas que depois são sufocados por preocupações, riquezas e prazeres nunca tiraram o seu ego do trono das suas vidas para colocar Jesus e o Seu reino em primeiro lugar. São levados a pensar que são cristãos, mas a verdade é que vivem com o mesmo foco do mundo, isto é, a procura do prazer e paz individuais.

Em relação a Filipenses 4:6, isto significa que o texto não se trata de uma simples fórmula, do género “Se está ansioso, experimente orar; funciona”. Na verdade, significa que “Se está ansioso, examine a sua falta de fé no Deus vivo, que prometeu prover as necessidades básicas dos Seus filhos”. Ou “Examine o seu foco; se vive para Cristo e para o Seu reino, ou se para si mesmo”. Qualquer que seja a raiz do problema, a ansiedade é um pecado que deve ser confessado a Deus e abandonado.

Antes de deixarmos este tópico, permita-me clarificar que Paulo não encoraja uma atitude descuidada, despreocupada ou irresponsável relativamente a pessoas ou problemas. Já vi cristãos transitarem de um estado de ansiedade para apatia ou inacção, afirmando que estão a cumprir o mandamento de não estarem ansiosos. Porém, os cristãos devem preocupar-se profundamente com as pessoas e os seus problemas, trabalhando arduamente para os resolver. Como membros do mesmo corpo, devemos ter cuidado mútuo uns com os outros (1 Coríntios 12:25). Paulo menciona a preocupação que suporta diariamente por todas as igrejas (2 Coríntios 11:28). Ele diz aos Filipenses que Timóteo estava genuinamente interessado no bem-estar deles (Filipenses 2:20). Em cada um destes versículos, o termo correspondente a preocupação equivale à palavra grega para ansioso; porém, não diz respeito a ansiedade pecaminosa, mas a uma preocupação fundamentada. É adequado pensar no nosso bem-estar futuro, na medida em que somos responsáveis por planear e poupar para as nossas necessidades (Provérbios 6:6-11).

Mas a preocupação fundamentada transforma-se em ansiedade pecaminosa quando deixamos de ter fé no papel de Deus enquanto Senhor Soberano e provedor, bem como quando nos colocamos no centro, em vez do reino de Deus e a sua justiça. Assim, o primeiro passo para lidar com a ansiedade é examinar se a mesma se deve a falta de fé ou a um foco errado em nós mesmos. Confesse a Deus o seu pecado e submeta-se a Ele.

2. Devemos orar com gratidão acerca de todas as preocupações.

Paulo menciona quatro palavras gregas para oração cujo significado se sobrepõe, mas que também é útil distinguir: oração, súplicas, acção de graças e pedidos.

*Oração – palavra generalista para oração, usada sempre com referência a Deus, em tom de reverência. Quando Paulo nos diz para apresentarmos os nossos pedidos “a Deus”, o termo grego significa “cara a cara com Deus”, isto é, apresentarmo-nos directamente diante d'Ele. Isto significa que, ao orarmos, devemos recordar que vamos entrar na presença do Deus santo, diante do qual até os anjos cobrem o rosto e clamam “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Isaías 6:3). Sim, é verdade que Ele nos acolhe na Sua presença tal como um pai acolhe os filhos. Através do nosso Sumo-sacerdote, o Senhor Jesus, Deus convida-nos a aproximarmo-nos confiadamente do trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e graça para nos auxiliar em tempos de necessidade (Hebreus 4:16). Porém, devemos recordar que é do trono do universo e do Deus Soberano e Eterno que nos aproximamos.

Isto implica, como é óbvio, que, sempre que nos aproximamos de Deus em oração, devemos examinar os nossos corações e confessar e abandonar todo o pecado. Como declarou o salmista: “Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria” (Salmos 66:18). Mas também temos a garantia de que, se confessarmos os nossos pecados, o sangue de Jesus é suficiente para nos purificar (1 João 1:7,9).

Repare que é recomendado ao crente que se aproxime directamente de Deus na oração. Cristo é o nosso mediador e Sumo-sacerdote. O Espírito Santo que habita em cada crente incita-nos a orar, intercedendo por nós (Romanos 8:26-27). Assim, a oração é uma aproximação pessoal ao Deus Trino. Não devemos orar a Maria nem aos chamados “santos”. Não precisamos da mediação de nenhum sacerdote humano. Enquanto crentes, todos somos sacerdotes diante de Deus, capazes de nos aproximarmos directamente d'Ele através da oração eficaz.

*Súplicas – esta palavra enfatiza o sentido de necessidade e contempla pedidos específicos. Por vezes, há quem pergunte: “Porquê orar, se Deus já sabe do que precisamos?” João Calvino escreveu algumas das palavras mais profundas e práticas a respeito da oração que alguma vez li (Institutas da Religião Cristã [Eerdmans], ed. de John McNeill, III:XX). Ele realça que tudo o que precisamos e não temos se encontra “em Deus e no nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual o Pai confiou a plenitude da Sua recompensa” (III:XX:1). É através da oração “que alcançamos as riquezas que o nosso Pai Celeste nos oferece” (III:XX:2). A oração é mais para nosso bem do que para Deus. Mostra-nos a nossa necessidade total de Deus – não somente para certos benefícios temporais. Leva-nos a depender d'Ele, de modo a que O “procuremos, amemos e sirvamos, à medida que nos acostumamos a correr para Ele diante de cada necessidade, como uma âncora sagrada”. Purifica os nossos desejos, uma vez que os apresentamos diante de Deus. Prepara-nos para receber com gratidão o que Ele nos oferece, lembrando-nos que tudo provém da Sua mão. Ajuda-nos a meditar na Sua bondade, enquanto nos alegramos com as Suas dádivas. Confirma a nossa própria fraqueza e a grandiosa providência e fidelidade de Deus, que responde às nossas necessidades (Calvino desenvolve estes tópicos em III:XX:3).

Isto significa que as nossas súplicas devem ser concordantes com a vontade e propósito de Deus. Na Oração do Senhor, aprendemos que o primeiro foco das nossas orações deve ser o reino de Deus e a sua justiça, e só depois as nossas necessidades pessoais (Mateus 6:9-13).

*Acção de graças – Se está ansioso, é provável que se encontre numa situação que lhe dê razões para ter ansiedade! Nessas alturas, a acção de graças não surge de forma automática ou espontânea. Tem de ser feita de forma deliberada, com fé. Em tempos de adversidade, a acção de graças reflecte em três aspectos: (1) Relembrar a providência de Deus no passado. Pense na fidelidade que Deus já mostrou para consigo até agora e perceba de que forma a Sua misericórdia o sustentou. Ele tem estado consigo em todas as provações. Ele jamais abandona ou desampara os Seus filhos, ainda que enfrentemos perseguição ou mesmo a morte por Sua causa.

(2) Submissão à soberania de Deus no presente. Agradecer a Deus no meio de uma crise ou provação é dizer: “Senhor, eu não compreendo, mas submeto-me ao Teu propósito soberano nesta situação. Confio que sabes o que estás a fazer e que farás com que tudo resulte em bem.” Não devemos agradecer a Deus apenas quando sentimos vontade de o fazer, mas também quando não a sentimos (1 Tessalonicenses 5:18).

(3) Confiança na suficiência futura de Deus. Um coração grato confia no Deus todo-suficiente, sabendo que, ainda que não percebamos exactamente como o vai fazer, Ele proverá a todas as nossas necessidades se nos confiarmos a Ele. Adoro Jeremias 32:17, especialmente quando penso no respectivo contexto. Jeremias encontrava-se na prisão. Nabucodonosor montara um cerco a Jerusalém, que estava prestes a cair (32:2). Nessa situação, o Senhor pediu a Jeremias que fizesse algo que todos achariam louco – comprar um campo ao seu tio. Toda a gente sabe que não se desperdiça dinheiro a comprar terrenos quando um país está preste a cair sob o comando de um tirano estrangeiro. Porém, Deus queria mostrar ao Seu povo que “casas, campos e vinhas tornarão a ser comprados nesta terra” (32:15). Depois, Jeremias orou: “Ah! Soberano Senhor, Tu fizeste os céus e a terra pelo Teu grande poder e pelo Teu braço estendido. Nada é demasiado difícil para ti” (32:17). Jeremias confiou na suficiência futura de Deus.

Quando cheguei a esta igreja, tínhamos problemas difíceis para resolver. Organizámos uma reunião crucial, que tanto podia apoiar a minha liderança como ir contra mim. Passei o dia a orar e a jejuar mas, ao sair do carro, enquanto caminhava pelo passeio, senti-me ansioso. Estava a recitar Filipenses 4:6 quando quatro palavras pequeninas, “com acção de graças”, me despertaram a atenção, e o Senhor me lembrou que eu não havia agradecido pela situação difícil. Parei e disse: “Obrigado, Senhor, mesmo por estas provações”; de imediato, fui inundado pela Sua paz. Ele actuou nessa reunião de forma óbvia.

*Pedidos – esta palavra sobrepõe-se a “súplicas”, enfatizando a natureza definitiva e específica dos nossos pedidos ao Senhor. Frequentemente, as nossas orações são tão vagas e generalistas que não temos forma de saber se Deus lhes deu ou não resposta. Este é o termo utilizado quando Jesus nos diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mateus 7:7). Ele continua a ilustrar esta perspectiva explicando que, se um menino pedir ao pai uma fatia de pão, este não lhe vai dar uma pedra. Se pedir um peixe para comer, o pai não lhe vai dar uma serpente. Jesus conclui, dizendo: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11). Peça ao Pai e, se for bom para si, Ele lho dará!

Por vezes, não fazemos certos pedidos por nos parecerem demasiado triviais ou insignificantes para partilhar com Deus. Contudo, se são grandes o suficiente para me deixarem ansioso, são grandes o suficiente para expor diante de Deus. Uma senhora perguntou ao professor bíblico britânico, Campbell Morgan: “Acha que devíamos orar sobre pequenas coisas das nossas vidas, ou apenas sobre as grandes?” Ele respondeu: “Senhora, consegue pensar em alguma coisa na sua vida que seja grande para Deus?” Assim, sempre que se sentir ansioso, aproxime-se de Deus com uma oração reverente, humilde, específica e grata. O resultado:

3. É-nos prometida a paz incomparável de Deus quando oramos.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7). Não se trata de uma paz psicológica, conseguida à custa de técnicas de coping. Os psiquiatras cristãos que mencionei previamente propõem vários tipos de métodos psicológicos (a par com “espirituais”) e de “senso comum” para alívio da ansiedade, incluindo escolher uma frase (qualquer uma serve, segundo eles) e repeti-la vezes sem conta (p. 110-111)! Isto não passa de Meditação Transcendental disfarçada!

Porém, Paulo fala da paz que provém de Deus, que nunca está sujeito a ansiedade, pois é o Criador soberano e omnipotente, Senhor do Universo. Nada O apanha desprevenido ou O faz roer as unhas, pensando como é que as coisas vão correr. Esta é a paz que Jesus prometeu – “não como o mundo a dá”. Não é explicável por meios humanos. Mas, graças a Deus, é real, e todos os filhos de Deus a conhecem e sabem que provém apenas de Deus, não de estratégias psicológicas.

Repare que, tal como uma sentinela, esta paz guarda o nosso eu interior, os nossos corações (termo abrangente que designa todo o nosso ser) e mentes (especificamente, os nossos pensamentos, que ameaçam atrapalhar-nos) em Cristo Jesus. Encontramo-nos em união íntima e permanente com Ele; para chegar até nós, a ansiedade tem de passar primeiro por Cristo Jesus! Portanto, o que Deus promete não é apenas uma solução rápida, na qual a oração se torna uma técnica que lhe trará calma quando se encontrar num momento crítico. Paulo refere-se a uma relação íntima, contínua e em constante aprofundamento com o Deus da paz, na qual se procura agradar-Lhe em pensamento, palavras e obras. Em tempos de adversidade, basta aproximar-se do Deus da paz, focar-se na graça que demonstra para consigo em Cristo Jesus e abrir-Lhe o coração; em resultado, a Sua paz guardará o seu coração e a sua mente.

Conclusão

Há pouco mais de um ano, descobri que uma senhora que liderava o grupo coral quando me tornei pastor, há quase 20 anos atrás, foi diagnosticada com três tumores cerebrais malignos. Ela e o marido eram cerca de dez anos mais velhos do que eu. Escrevi-lhe uma carta e ela respondeu-me, contando-me como o marido, que fora construtor durante toda a sua vida, ficara com uma artrite da anca tão grave que deixou de poder trabalhar. Disse-me ainda que os médicos os avisaram de que fizessem o que realmente desejavam, pois o tempo que lhe restava era curto. O último parágrafo que me dirigiu dizia: “A paz que o Senhor me concedeu enquanto me encontrava no hospital está para lá da compreensão. Tudo está sob o Seu controlo – especialmente a duração da nossa vida. Ele disse que a Sua graça basta e eu compreendi que isso é verdade. A Sua força torna-se perfeita na fraqueza.” Ela está agora na presença do Senhor, livre deste corpo mortal.

Você experimenta a paz de Deus no meio de situações que deixam o resto do mundo ansioso? Se não, examine-se: a sua fé encontra-se n'Ele e o seu foco no Seu reino, em vez de em objectivos egoístas? Já se aproximou de Deus através de uma oração reverente, específica e grata? Pode apoiar todo o seu peso n'Ele; Ele irá ampará-lo e dar-lhe-á a Sua paz indescritível. Certamente, o voo será muito mais aprazível!

Questões de Reflexão

  1. Como podemos discernir o momento em que uma preocupação legítima se transforma em ansiedade pecaminosa?
  2. Será errado para um cristão tomar tranquilizantes ou medicamentos para dormir a fim de lidar com o nervosismo ou ansiedade? Será diferente de tomar uma aspirina para tratar uma dor de cabeça?
  3. Qual é a diferença entre usar a oração como técnica ou como modo de vida?
  4. Pode Deus guiar-nos no Seu propósito retirando ou oferecendo a Sua paz? Cite passagens da Escritura para apoiar a sua resposta.

Copyright 1995, Steven J. Cole, todos os direitos reservados.

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