MENU

Where the world comes to study the Bible

Report Inappropriate Ad

4. Comentários Finais

Uma Abordagem Apropriada

Nós abordamos brevemente uma pequena amostra dos argumentos contra a existência do Deus das Escrituras, ainda apresentamos a base para a compreensão da natureza de todos tais argumentos, provendo um sistema para efetivamente responder àqueles que querem minar nossa fé em Cristo. E como em todos os princípios bíblicos, aplicação apropriada demanda estudo, reflexão, experiência e tempo.

Também, não existe uma “formula” que deva ser aplicada exclusivamente para produzir resultados esperados, pois salvação é pelo Espírito de Deus e a Palavra de Deus somente.1 Um método apologético apropriado não garante que o incrédulo irá reconhecer a insensatez da descrença nem responderá com fé salvadora. O pecador é hostil ao Deus das Escrituras e não é “neutro” nem “objetivo” ao ver os argumentos para a fé em Cristo e contra a descrença. Somente o poder de Deus pode mudar o coração pecador.

Qualquer abordagem que alguém adote ao defender e proclamar o evangelho para os incrédulos, o método e a mensagem devem de uma forma suprema honrar Cristo como criador, redentor e Senhor, e ser verdadeira ao que as Escrituras nos têm revelado sobre a natureza de Deus, humanidade, tudo da realidade criada e da própria Escritura. Métodos apologéticos que comprometem a autoridade e precisão histórica das Escrituras ou que tentem fazer as Escrituras compatíveis com a visão do descrente desonram a Deus e prejudicam a fé dos crentes, enquanto afirmando as suposições de fé da descrença.

Apologética e o Evangelho.

A chamada à fé em Cristo é um chamado ao arrependimento da fé errada em ídolos feitos por nós mesmos, pois isto foi central na pregação do ministério de Cristo: “arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1:15). O arrependimento é do pecado e que maior pecado do que a idolatria, e que maior ídolo do que a nossa própria explicação de Deus e da realidade, um deus feito por nós mesmos?2 Isto estava no centro do pecado de Adão no jardim quando ele assumiu sua própria interpretação como competente ao escolher entre obedecer e desobedecer à palavra de Deus. Tal independência presumida da autoridade de Deus está no centro de cada pecado. Somos advertidos que “o que confia no seu próprio coração é insensato” (Provérbios 28:26). Este método apologético diz exatamente isto.

Ao expor a fé não autorizada e insensata dos incrédulos em sua própria opinião, expomos a sua fé num falso “deus” feito por eles, do que devem se arrepender e receber a Cristo. Proclamamos o Evangelho em nossa defesa disto e o fazemos em fidelidade a Cristo com graça e amor em direção ao incrédulo.

Naturalmente, Deus e as Escrituras não necessitam de defesa, porém Deus também não necessita de nós para trazer Sua mensagem do Evangelho. Ele é infinitamente capaz de cumprir Sua perfeita vontade fora de nossos esforços. Mas Ele nos chamou para a honra de participarmos dos Seus eternos propósitos, e ordenou a defesa e a proclamação da mensagem do Evangelho para aquele fim.

Então o primeiro objetivo da apologética é trazer as pessoas para a mensagem salvadora de vida para a salvação através da fé na pessoa perfeita e na obra redentora de Cristo apenas. Como as Escrituras são o meio apontado por Deus e suficiente para convencer os incrédulos do pecado e trazê-los ao arrependimento e salvação, assim o propósito final de qualquer encontro apologético é levar o descrente face a face com o Evangelho de Cristo das Escrituras, incluindo o que as Escrituras dizem sobre a descrença.  À medida que aprendemos a aplicar os princípios da apologética bíblica em nosso contato com os incrédulos, pela graça de Deus, nossa fé e habilidade de responder aos argumentos irracionais da descrença com amor e graça irão melhorando. Quando nosso ponto de partida em todas as coisas é a natureza do nosso glorioso Deus Triuno que criou, ordenou e sustenta todas as coisas e cuja glória é demonstrada em toda a criação nós somos mais bem equipados para viver dentro do Seu mundo e interagir com aqueles que negam o óbvio. Esperamos que sejamos mais atentos em nossas conversações com os incrédulos demonstrando uma preocupação genuína com o seu bem estar, à medida que perguntamos como eles sabem o que eles alegam saber. E em tudo isto, precisamos não ser agitados pelos argumentos “aprendidos” que se opõem à fé em Cristo. Que as aplicações dos princípios possam ser apresentadas aqui com um compartilhar gracioso e paciente de Cristo quando enfrentamos os desafios à nossa fé Nele.

Uma Palavra Para Os Ateístas E Agnósticos.

Finalmente, se você é um ateísta ou agnóstico que está lendo isto, a intenção deste livreto é reforçar a fé daqueles que possam ter sido sacudidos pelos ataques contra sua esperança e alegria. Não desejamos a você nenhum mal e seria um prazer recebe-lo como um irmão ou uma irmã em Cristo, para passar a eternidade com você em alegre comunhão com seu Criador e Redentor.  Contudo, as palavras de Cristo permanecem como uma sóbria precaução:  “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar”. (Mateus 18:6). Nosso desejo é que você não sofra o destino daqueles que causam o tropeço da fé dos “pequeninos” de Deus.

Todos nós pecamos e carecemos do perfeito amor, honra e obediência que devemos a Deus. Todos nós zombamos e insultamos Aquele que nos criou e nos sustenta com boas coisas. Assim, como nosso substituto, agindo em nosso lugar, Cristo satisfez completamente a perfeita justiça requerida para a vida eterna e pagou a pena infinita merecida pela nossa rebelião e insultos contra Deus. Através da fé em Cristo apenas, reconhecendo o nosso pecado e confiando somente em Sua vida e morte salvadora, a perfeita justiça de Cristo é creditada para nós. Unidos a Cristo pela fé, a justiça adquirida pela perfeita vida de Cristo e pelo pagamento da pena infinita pelo pecado torna-se possessão do crente.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 6:23)

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (João 3:16-18).

Cristo pagou um preço infinito para satisfazer um débito infinito, para comprar a glória e felicidade infinitas pelo infinitamente sem valor. Ainda, por isso Ele é zombado, desprezado e negociado pelo que não satisfaz nossa alma nem nos livra da pena pelo pecado. Seu alerta é completo:

Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos. (Marcos 8:36-38)

Cristo oferece a você: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. (Mateus 11:28) De um coração com infinito amor Ele oferece a você um presente infinito de graça.

Desejamos a você as maiores bênçãos de Deus como achadas através da fé somente em Cristo, o qual é o mérito e o perdão infinitos para o pior dos pecadores. Nossa esperança e oração são para que possamos estar juntos com você na presença de Deus, inculpável e com grande alegria.3

© Craig Biehl, 2011

Traduzido por Césio Johansen de Moura


1 Pessoalmente tenho visto os maiores resultados nos meus diálogos com os incrédulos quando tenho falado pouco e meramente apontado para as passagens das Escrituras para os incrédulos lerem.

2 Veja Salmos 135:15-18; Isaías 42:17; 44:9-20.

3 Veja Judas 24.

Report Inappropriate Ad