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Where the world comes to study the Bible

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2. Respondendo ao Ateísta

Capítulo Um: As Alegações Gerais do Ateísta

A Natureza e o Objetivo da Alegação do Ateísta relacionada a Deus, Homem e Toda Realidade.

À primeira vista, a alegação do ateísta de que “Deus não existe” parece ser uma simples declaração sobre a existência de Deus. Na verdade, é muito mais.

Dizer que Deus não existe implica muitas coisas referentes à natureza da humanidade e do universo, assim como de Deus. Por exemplo, dizer que Deus não existe é dizer que a humanidade e todas as coisas não são criadas, ou tiveram o seu começo, ordem e existência continuadas por si mesmas.

Dizer que Deus não existe é dizer que as leis da física e da biologia não foram criadas, ordenadas e sustentadas por Deus, porém operam com ordem precisa e padrões estabelecidos (leis) por elas mesmas. Dizer que Deus não existe é dizer que todo o amor, pensamento e existência física das pessoas existem por si mesmos à parte da sabedoria e poder de Deus.

Dizer que Deus não existe é dizer que qualquer coisa e tudo tem seu começo, existência e propósito à parte de Deus. O “Big Bang” ou diferentemente, de qualquer forma que o ateísta possa tentar explicar a origem, ordem, e magnificência do universo, não tem nada haver com “Deus”.

Portanto, a afirmação “Deus não existe” é muito mais ampla que parece a princípio, já que ela se refere à natureza de tudo que existe agora, sempre existiu ou sempre existirá. É uma alegação dogmática do que pode ou não pode ser verdade ou realidade última. E enquanto o ateísta possa humildemente admitir ignorância de muitas coisas neste mundo, isto ele sabe por certo: o universo e tudo nele não são criados, ordenados e sustentados por Deus, pois Deus não existe.

A Natureza e o Objetivo da Alegação do Ateísta em Relação ao Conhecimento, Verdade e Autoridade Suprema.

Em adição às declarações gerais relativas à natureza de Deus, humanidade e toda realidade, alegações semelhantes são subentendidas em relação à natureza do conhecimento, verdade e autoridade suprema. Como os ateístas alegam existir independentemente de Deus, assim eles creem que podem observar interpretar e fazer declarações verdadeiras sobre a natureza do universo a parte de Deus. Conhecimento verdadeiro, verdade absoluta e autoridade suprema para saber e falar a verdade existe à parte de Deus. A explanação de Deus da origem e natureza da realidade não é necessária, já que a realidade pode ser observada e interpretada com autoridade desde a limitada perspectiva do intérprete humano. E enquanto o ateísta possa admitir a possibilidade de ter falsas opiniões, ao negar a existência de Deus ele declara sua própria opinião ou interpretação da realidade como verdade com autoridade. Por exemplo, assegurar que toda vida existe à parte do Deus criador e sustentador é presumir a própria capacidade de alguém fazer uma interpretação verdadeira e com autoridade da origem e da existência final da vida.

Naturalmente, poucos teriam coragem de chamar para si mesmos a autoridade final e determinante da verdade e a sua própria interpretação da realidade como absoluta verdade. No entanto, os ateístas fazem exatamente isto.1 Como a existência de Deus e a explicação do universo são negadas, o limitado ponto de vista do intérprete humano é presumido ser o último lugar de autoridade. E enquanto os ateístas adequadamente admitem sua ignorância em relação a muitas coisas, eles permanecem certos de que Deus não existe e que nada da realidade é criado, ordenado e sustentado por Deus e que o limitado ponto de vista de um ser humano finito é suficiente para fazer tais declarações autoritárias de “verdade”.2 Se esta suposição é sensata ou não discutiremos depois, porém veja bem que o objetivo das alegações ateístas em relação a Deus, homem e realidade, também se aplica à natureza do conhecimento, verdade e autoridade final. Para assegurar a própria interpretação de alguém em relação à origem e natureza da realidade como verdade é se colocar como a autoridade final e determinante da verdade. Neste caso o ateísta assumiu o lugar de Deus.

A Natureza e Objetivo das Alegações do Ateísta em Relação à Ética ou Moralidade.

Naturalmente segue que o juiz final da natureza de Deus, humanidade, realidade, conhecimento, verdade e autoridade final será o juiz final do certo e do errado. Assumir nenhuma responsabilidade para Deus é assumir a opinião humana como a maior autoridade moral e a vontade humana como livre para fazer o que quiser (submetida às restrições feitas pelo homem). À parte de Deus, a humanidade faz as regras.3 Isto não quer dizer que todos os ateístas vivem vidas imorais comparados com o não ateísta, ou que os ateístas não têm suas próprias razões para viver uma vida “moral”.4 Quer dizer que uma negação da existência de Deus é uma alegação de independência das leis e julgamento de Deus. “Sem Deus” significa nenhum padrão definitivo de certo ou errado, nenhuma responsabilidade final e nenhum julgamento supremo. Portanto, as alegações do ateísta são amplas em sua ética, estendendo para o governo moral do universo, o destino final da humanidade após a morte e a existência da responsabilidade final daí em diante para o mau comportamento na presente vida. Dizer que Deus não existe é dizer muitas coisas.

Capítulo Dois: Argumentos Baseados em Simples Suposições.

Cristãos fiéis de cada época são confrontados com argumentos inacreditáveis de algumas das maiores mentes da história. Oponentes contemporâneos do Cristianismo frequentemente têm graduações avançadas e podem ser especialistas nos seus campos. Para a média dos Cristãos ensinados na Escola Dominical pode ser um tanto intimidante. Devem os Cristãos ser Ph.D para responderem um Ph.D? Contudo, o número e a diversidade de argumentos a favor e contra o Cristianismo são ilimitados. Como pode o Cristão ocupado começar a apreender o grande volume de material? O só pensar é desalentador. E enquanto Deus não necessita de defesa (Sua vontade e propósito serão realizados), os Cristãos têm sido ordenados a participar do privilégio de declarar e defender sua fé. Como, então, podem os crentes adequadamente defenderem sua fé em Cristo diante de tão pesada e sofisticada oposição?

Felizmente, tão variados e sofisticados quanto os argumentos contra o Cristão possam ser, eles são surpreendentemente uniformes e simples nas suposições nas quais eles são construídos. Realmente, grandes argumentos são como bonitos edifícios, eles são tão bons como as suas fundações. Se o início das suposições de um argumento contra a existência de Deus é sem valor, a conclusão será sem valor, apesar da sofisticação do argumento. Interessantemente, muitos falsos argumentos contra o Cristianismo são bastante lógicos porque suas conclusões logicamente seguem suas suposições iniciais. Combater tais argumentos sem desafiar as suposições iniciais é fútil. Deixar as suposições iniciais sem desafio quando a conclusão segue aquelas suposições apenas encoraja descrença dando a impressão que argumentos incrédulos não podem ser logicamente refutados. Em contraste, qualquer argumento lógico será exposto como falso se as suposições iniciais são demonstradas serem falsas. Então, se as suposições falsas da argumentação ateísta puderem ser facilmente identificadas e mostradas como inverdades, a capacidade de refutar os mais sofisticados argumentos pode se tornar disponível para todos os Cristãos.5

A natureza destas suposições básicas ou fundamentais será explicada depois nos capítulos seguintes, porém uma introdução neste ponto será útil. Brevemente, todas as pessoas interpretam o que elas vêm, ouvem, sentem, tocam, cheiram e pensam a respeito de acordo com um padrão de verdade ou autoridade. Elas confiam (tem fé) nesta autoridade para o significado final das coisas. Por exemplo, Cristãos e cientistas ateístas podem concordar nas leis observadas na física, enquanto uns as veem como o resultado do tempo e mudanças e os outros como um trabalho de Deus. Enquanto vendo os mesmos fatos, eles confiam em diferentes padrões de verdade ou autoridade pela qual os interpretam. As Escrituras, como a Palavra de Deus, é a autoridade final e objeto de fé para o cientista crente, enquanto a autoridade final e objeto da fé do ateísta estão em algum lugar (a ser discutido abaixo). Em cada caso, a sensatez e a credibilidade da autoridade final ou objeto da fé de alguém está em questão. Como a bela construção numa fundação defeituosa, se a autoridade assumida na qual os ateístas constroem seus argumentos é insensata e não confiável, assim serão os argumentos construídos sobre ela.

Capítulo Três: Expondo a Suposição de Onisciência

Identificando e demonstrando que os argumentos sofisticados do ateísmo são construídos em suposições insensatas de fé envolve fazer a seguinte pergunta: “Como você sabe o que você alega que sabe?”. A aplicação cuidadosa e graciosa desta pergunta é a essência de expor o ateísmo como insensato e não científico. Naturalmente, pode ser fácil aprender os princípios enquanto o seu uso efetivo em diversas situações pode requerer tempo e experiência (como com o beisebol, violino e apologética). Contudo, como ilustrado pelo diálogo imaginário entre o Sr. Cristão (“C”) e o Sr. Ateísta (“A”),6 este método simples é fácil de aprender e efetivo quando usado com sabedoria e graça. Também, veremos que os ateístas presumem uma medida de conhecimento somente possuído pelo próprio Deus que eles negam. Ouçamos...

C: Sr. A, bom vê-lo, você está bem?

A: Estou obrigado, e você?

C: Estou bem, obrigado. Posso lhe fazer uma pergunta, Sr.A?

A: Naturalmente, Sr.C, porém sem dúvida você irá até mim de novo pelo meu ateísmo.

C: Você é meu amigo, Sr.A, e gostaria que esta amizade se estendesse na eternidade.

A: Aprecio sua atitude.

C: Eis a minha pergunta. Eu tenho na minha escrivaninha uma bonita caixa de madeira, com ornamentos entalhados e uma linda pérola incrustada. Você pode me dizer o que está dentro da minha caixa de madeira, Sr.A?

A: Quem sabe joias?

C: Receio que não. Tem outro palpite?

A: Eu não vi a caixa e não a abri como poderia saber o que está na caixa?

C: Sua resposta é bem sensata, Sr; A. Que tal sobre a minha garagem? Você sabe o que está nela?

A: Você sabe que nunca estive na sua garagem. Não tenho ideia do que está nela, embora saiba que ela não contém os seus carros.

C: Bastante cheia, receio. Diga-me, você viajou através do espaço lá fora recentemente, ou deixou o seu corpo físico vagar ao redor em outra dimensão?

A: Eu me pareço com o Dr. Who, Sr. C?

C: Você concorda, então, que está correntemente limitado às três dimensões da existência?

A: Naturalmente estou limitado. Também estou limitado segundo minhas habilidades físicas e na minha habilidade de entender sua escolha de questões, devo acrescentar.

C: Existem mais do que três dimensões? Mais do que quatro, cinco, dez ou uma centena?

A: Diga-me Sr. C, como possivelmente eu poderia saber? Nunca estive além da minha atual existência tridimensional para declarar um palpite. Você está me fazendo pergunta que eu não posso responder possivelmente. Diga-me seu propósito, Sr. C.

C: Sr. A, Deus existe?

A: Naturalmente não, sou um ateísta.

C: Eu sei que você é um ateísta, e até agora você tem sido sensato ao admitir suas limitações como um ser humano finito. Porque você deixou de ser inteiramente sensato para ser um absolutamente irracional?

A: O que você quer dizer com, absolutamente irracional? Não existe absolutamente evidência para a existência de Deus. Você é um que diz que alguém que não podemos ver existe, talvez o peso esteja sobre você para provar para mim que Deus existe.

C: Sou incapaz de provar para sua satisfação de que Deus existe.

A: Este é exatamente o meu ponto, Sr.C, não existe evidência para Deus, e você o admitiu ao dizer que não pode provar para mim que Ele existe. Estou surpreso que você desistiu tão cedo.

C: Eu não disse que não há evidência para Deus, Sr. A. O que eu quis dizer é que eu não posso por argumento somente convencer você para sua satisfação que Deus existe como você é confrontado com a evidência da Sua existência em qualquer lugar e em todo o tempo, embora ainda não acredite na Sua existência. Se o universo inteiro declara a glória de Deus, incluindo o modelo e a ordem de toda a existência criada, a provisão de todas as boas coisas, e sua própria consciência e conhecimento,7 como poderei trazer para você alguma prova nova ou adicional que o convencerá de que Ele existe? Desta forma eu não posso provar para você que Ele existe, embora a evidência para a Sua existência seja clara, evidente, detalhada e convincente, em tal extensão que a Bíblia diz que você é indesculpável por não acreditar em Deus e não dar a Ele honra e gratidão.8

A: Eu sei, eu sei, esta foi a discussão da semana passada. Assim, por que as perguntas?

C: Você está desejando admitir que suas limitações humanas com respeito a minha caixa de madeira e garagem, assim como as suas limitações humanas das três dimensões. Como é que ao mesmo tempo você alega saber sobre todas as coisas no universo?

A: Saber todas as coisas no universo? Eu não aleguei tal coisa, Sr.C. O que você tem fumado? Eu sei que você era um hippie nos anos 60, não era Sr.C?

C: Muito engraçado. Porém me diga o que você deveria saber para me dizer com certeza que Deus não existe? Você não teria de saber tudo o que pode ser conhecido no universo inteiro e além antes que você possa com certeza dizer que Deus não existe?

A: Não estou certo, nunca pensei nisto desta forma.

C: A fim de alguém dizer que Deus não existe com certeza, alguém teria de saber tudo que pudesse ser conhecido sobre cada coisa no universo e além, inclusive cada possível dimensão. Ao dizer que Deus não existe você está sugerindo que você é onisciente e que tem suficiente informação e habilidade para saber com certeza de que Deus não existe.

A: Não estou fazendo tal coisa.

C: Eu sei que você nunca claramente alegaria o atributo da onisciência de Deus. Contudo, alguém ainda precisaria ser onisciente para dizer que Deus não existe, um atributo de Deus que os ateístas dizem não existir. E enquanto você tem sido muito sensato admitindo sua limitação em não conhecer o que está na minha caixinha de madeira e garagem, você está ao mesmo tempo desejando fazer uma alegação que requer um conhecimento e habilidade infinitamente maior do que é requerido para saber os conteúdos da minha caixa de madeira e garagem. Você parece ter ido de uma posição muito racional, admitindo suas limitações humanas com respeito ao universo, para uma muito irracional que fala como se você soubesse todas as coisas, as quais você admite não conhecer.

A: Eu olho para o universo e não vejo a evidência para Deus, assim não há Deus.

C: Você está me dizendo que o que você não pode ver não pode existir? Não é isto tomar o lugar de Deus dizendo, com efeito, que o que você não pode ver ou saber não pode existir? Você está dizendo que o que pode e não pode existir no universo é determinado pelo seu limitado entendimento dele? É isto sensato?

A: Eu sei que você apenas quer que eu vá para o céu, porém estou muito cansado para discutir isto além hoje, e minhas limitações humanas requerem que eu vá comer.

C: Assim Deus nos criou Sr. A. Espero pela nossa próxima conversação.

A: Espero por ela também, Sr. C.

Esta simples ilustração revela a falha básica da alegação do ateísta. Por outro lado, o Sr.A é sensato ao admitir os limites do seu conhecimento e admitir a sua ignorância do conteúdo da caixa de madeira e garagem do Sr. C. Por outro lado ele é insensato em alegar que Deus não existe, pois ele teria de conhecer tudo sobre o universo inteiro e além para legitimamente fazer tal alegação. Ele teria de ser Deus para negar Deus, o qual ele diz que não existe. E enquanto ele reconhece sua limitada habilidade para saber muitos aspectos do universo (incluindo a caixa e a garage), ele sabe por certo que tudo é não criado, auto-existente, auto-ordenado, e não relacionado a Deus, pois Deus não existe.9 A habilidade assumida de fazer declarações com autoridade sobre o que não pode ser conhecido fora da onisciência ou direta revelação de Deus é básica a todos os argumentos ateístas. Esta é a fundação ou suposição de fé sobre a qual os argumentos ateístas são construídos. Em resumo, o ateísta tem fé em sua própria habilidade de conhecer o que não pode ser conhecido fora da onisciência ou direta revelação de Deus. O ateísta presume que a autoridade final ou padrão de verdade seja a sua própria opinião. A questão é se esta é ou não uma fundação fidedigna e sensata para os argumentos dos ateístas. Como temos visto, se a fundação é falha assim são os argumentos construídos sobre ela. Isto será visto além na discussão seguinte em relação a existência de milagres.

Capítulo Quatro: Os Milagres São Racionais?

Ateístas tipicamente negam a existência histórica de milagres e eventos extraordinários nas Escrituras. Seus argumentos têm influenciado os círculos acadêmicos onde os estudiosos oferecem explicações alternativas das narrações da Bíblia a tempo tido como literais e históricas. Alguns rotulam narrações, consideradas históricas pelo próprio Cristo, como fábulas e mitos. Particularmente embaraçantes para alguns são as narrações históricas como Jonas na barriga de um peixe e Noé salvando o reino animal e a raça humana numa arca.Tais “estórias de crianças” são um pouco melhores do que contos de fadas para muitos. Porém como é para vermos estas narrações? Pode um Cristão no contexto moderno sensatamente manter estes eventos como históricos diante do criticismo duro e o desdém intelectual? Retornemos para a discussão em andamento entre o Sr. A e o Sr.C para mostrarmos que os crentes nunca deveriam ser intimidados pelos argumentos contra a historicidade dos milagres e eventos extraordinários das Escrituras. Ateístas usando estes argumentos operam na mesma suposição insensata de onisciência como ilustrado acima.

A: Sr. C, tem estado bem?

C: Sim, obrigado Sr. A, e você?

A: Estou bem obrigado. Tenho feito algumas leituras; eu poderia lhe fazer algumas perguntas?

A: Você crê que a Bíblia é verdade?

C: Sim, naturalmente.

A: Você crê que Jonas realmente esteve na barriga de um peixe por três dias, foi vomitado numa praia e pregou em boa saúde?

C: Sim, naturalmente.

A: (rindo) Muito engraçado Sr. C.

C: Eu realmente acredito que o evento aconteceu exatamente como escrito.

A: Meu querido Sr.C. certamente você graceja. Deveria eu também propor que uma rena voa e que uma real fada do dente ganha dinheiro para um programa de dentes molares? Eu mal posso, não posso, estou...

C: Você precisa se sentar Sr. A? Não somente acredito, é muito sensato que Jonas possa estar na barriga de um peixe por três dias no seu caminho para um compromisso de pregar. Na verdade, todos os milagres da Bíblia são muito sensatos e lógicos.

A: Hum. Sou todo ouvido nisto. Enquanto eu posso entender que, contra a razão, você deve acreditar nisto pela fé, porém como pode você dizer que todos os milagres são lógicos?

C: Bem, primeiro, não acredito que os milagres deveriam ser aceitos pela fé que seja contrária à razão ou evidência. Fé verdadeira é sensata e justificada. Tudo depende do seu ponto de partida. Como Deus tem poder infinito e criou todas as coisas, inclusive todas as leis, Ele está acima de todas as leis da “natureza” e não está sujeito às suas limitações. É sensato, portanto que um Deus com tal poder e controle sobre o universo inteiro possa ter Jonas na barriga de um peixe por três dias, ou trezentos anos, se Ele assim o desejar. Assim é que Cristo pode andar por sobre as águas, ressuscitar mortos, etc.

A: Então, você acredita que Noé realmente construiu uma arca e que todas as espécies de vida existentes são derivadas dos habitantes da arca? E como você pensa que Noé e sua família foram capazes de alimentá-los e limpar as consequências de tantos animais? Ele tinha uma arca adicional ou duas para carregar alimento suficiente para alimentar tal zoo? Isto é tão inaceitável que não posso acreditar que o estou discutindo.

C: Você se esqueceu do problema adicional de como ele fez para pegar dois de cada espécie das criaturas viventes e tê-los livremente e em boa ordem entrarem na arca para tomarem os seus lugares nas suas respectivas vagas. “Desculpe-me Sr. Leão? Você poderia pegar sua companheira e entrar na arca às 08:00 horas? E não se preocupe teremos suficiente alimento fresco para você comer, assim fique longe dos unicórnios”. “Oh querida, os tatus estão atrasados e onde estão os elefantes?” Existem mais dificuldades do que você mencionou Sr. A.

A: E você ainda acredita que seja sensato e lógico acreditar nisto?

C: Sim.

A: Certo. Ainda estou todo ouvido. Atônito, porém todo ouvido.

C: Assim como com Jonas, um Deus todo poderoso, que criou e mantém todas as coisas, pode fazer todas as coisas. A arca é brincadeira de criança para Deus. Nosso problema com a narração da arca é que tentamos explica-la de acordo com os princípios “naturais” de acordo com nossas próprias limitações, sem Deus. Noé construiu a arca, porém foi preciso o poder infinito de Deus para enchê-la e povoar a terra com animais. O Deus que pode falar e fazer um universo do nada pode certamente trabalhar com Noé para cuidar e preservar os animais.

A: Você acredita que Cristo nasceu de uma virgem?

C: Absolutamente. As Escrituras claramente ensinam que Deu o Filho tomou Ele mesmo a forma humana para agir como nosso substituto, para pagar a pena pelos nossos pecados em nosso lugar.10 Como Deus criou e mantêm todas as coisas, inclusive a procriação, Ele não está sujeito às suas limitações. Como com todos os milagres, Deus não está sujeito às restrições das leis físicas que Ele criou e mantém. Nada é impossível para Deus.

A: Porém Deus não existe, Sr.C, assim tais milagres não existem.

C: Então estamos de volta à estaca zero com nossa conversação original. A fim de você provar para mim que milagres não existem você deve provar para mim que Deus não existe, o que, como discutimos, requereria de você saber tudo sobre cada aspecto do universo e além. A mesma onipresença requerida para você negar a existência de Deus é requerida para você negar os milagres.

A: Certo, então por que alguns que se chamam Cristãos admitem que a estória de Jonas, Noé e a arca, ou o dilúvio não são fatos históricos, porém meras estórias usadas para provar um ponto teológico?

C: Boa pergunta. Se o seu ponto inicial ao interpretar as Escrituras for a pessoa e natureza de Deus assim como Ele Se revelou a Si mesmo nas Escrituras, eles não recorreriam a tais coisas. Talvez eles precisem aprender alguma teologia e apologética apropriada, Sr. A.

A: Bem, devo dizer que eles não são úteis para sua causa, pois eles parecem validar meus próprios pontos de vista. Você pensaria que se eles acreditassem em Deus como a origem de todas as coisas e tão poderoso e no controle do universo como você crê, eles saberiam que não estão em condições de questionar o que Deus pode ou não pode fazer, e não haveria problema com Jonas num peixe ou Noé e a arca como história.

C: Confesso, Sr. A, você está absolutamente correto.

A: De qualquer forma, estou grato por eles, pois eles encorajam minha descrença.

C: Talvez você pudesse falar com eles e convencê-los de serem um pouco mais consistentes com a teologia que alegam abraçar.

A: Não obrigado, Sr. C, este é seu trabalho. Falaremos de novo!

No segundo encontro dos nossos vizinhos amigáveis vemos o princípio estabelecido no seu primeiro encontro funcionando novamente, embora não pareça tão diretamente óbvio. Vemos que a rejeição dos milagres do Sr. A está baseada na sua negação da existência de Deus. Como Deus não existe não pode haver milagres. Naturalmente, isto ignora o problema real de como definir milagres num universo onde Deus não sustenta as “leis da natureza”, o que então evita uma “lei” mudar de um dia para o outro num mundo fundado na chance ao acaso?11

Para o Sr.C, milagres são tanto sensatos quanto lógicos. Um Deus infinitamente poderoso não é limitado pelas leis que Ele criou e sustenta. Milagres é meramente o poder de Deus exercido de uma maneira diferente da que Ele exerce em sustentando as leis do universo que Ele criou. Tanto as leis uniformes da “natureza” como os milagres contrários àquelas leis, igualmente requerem o poder infinito de Deus para a sua existência. Então, a visão de alguém sobre Deus determina a visão de alguém sobre os milagres e os eventos extraordinários das Escrituras. Para negar a possibilidade dos milagres alguém deve primeiro provar de que Deus não existe. E, como vimos anteriormente, alguém precisaria possuir conhecimento exaustivo de todo o universo e além para legitimamente negar a existência de Deus. Aqueles que não podem saber o conteúdo da caixa de madeira e da garagem do Sr. C não possuem tal conhecimento. Contudo, à luz de Deus como a origem de todas as coisas e determinante do que é possível no universo, é pena que alguns que professam conhecer a Deus presumem determinar o que Ele fez ou não na história, contrário ao testemunho claro das Escrituras.12 Com isto o crente professante age de acordo com os princípios do ateísta e assiste o descrente ao justificar não crer.

Assim, como na primeira ilustração, vemos que o problema final com o ateísmo são as alegações não autorizadas e irracionais sobre as quais ele se baseia. E com respeito aos milagres, até que alguém possa provar que Deus não existe, ninguém pode provar que Jonas não poderia estar na barriga do peixe por três dias, ou que leões e tigres e ursos não poderiam acompanhar Noé num cruzeiro prolongado. Deus pode falar e fazer o universo, então qual é o problema com Jonas num peixe e Noé na Arca?

Capítulo Cinco: “O Problema do Mal” e a Trindade.

Porém que tal aqueles argumentos que pretendem mostrar contradições no conteúdo das Escrituras, a fundação da fé Cristã? Como veremos abaixo, estes tipos de argumentos se baseiam nas mesmas suposições de fé fundamentando as alegações do ateísta de que Deus não existe e que os milagres das Escrituras não são verdadeiros. Ouçamos o Sr. A e o Sr. C discutirem o que é conhecido como o “problema do mal”.

A: Sr. C, tem visto alguns milagres ultimamente?

C: Você ainda está respirando, não está, Sr.A?

A: Processo natural, Sr. C, processo natural. Tenho lido alguma coisa. Poderia lhe fazer algumas perguntas?

C: Por favor, faça, estou interessando no que você descobriu.

A: A Bíblia ensina que Deus é infinitamente bom, e fará o que é bom em cada situação, correto?

C: Sim, é verdade.

A: E a Bíblia diz que Deus é todo poderoso e pode fazer qualquer coisa que deseje?

C: Sim, isto também é verdade.

A: Então o seu Deus não pode existir, pois se Deus é todo poderoso, Ele poderia evitar o mal, e se Ele é perfeitamente bom, Ele certamente evitaria o mal. Dado que o mal existe, Deus ou é menos do que perfeitamente bom ou menos do que infinitamente poderoso. Portanto, Deus, como a Bíblia O descreve, não pode existir.

C: Sr. A, você declarou absolutamente bem o que é alguma vezes chamado “o problema do mal”. Eu o elogio na sua pesquisa.13

A: Então você irá se juntar ao meu clube de ateísmo nesta noite?

C: Obrigado, talvez não. Posso lhe fazer algumas perguntas antes de você ir?

A: Certamente.

C: A forma como você colocou o problema do mal não apresenta dificuldade.

A: Sim, é um argumento logicamente válido, assim como a conclusão segue as premissas.

C: A conclusão parece seguir as premissas como você colocou, porém isto não faz a conclusão verdadeira, se as premissas podem não ser verdadeiras. Por exemplo, como sabemos que um bom Deus irá necessariamente sempre evitar o mal? Os bons pais sempre evitam toda coisa mal que uma criança possa fazer, por razões não entendidas pela criança?

A: Certamente, porém estamos falando aqui sobre Deus.

C: Sim, e os caminhos de Deus são infinitamente acima dos nossos caminhos. Suas premissas excluem a possibilidade de que Deus tenha permitido o mal por razões além da nossa compreensão. Isaías 55: 8-9 diz: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”. Agora, se Deus e Seus caminhos são infinitamente mais altos do que os nossos caminhos, não é razoável que Ele conheceria coisas que não conhecemos e não poderíamos saber como seres humanos finitos?

A: Certamente.

C: Está certo dizer que você nega a existência de Deus por que você não pode entender como o mal pode existir num mundo criado por um Deus infinitamente bom e onipotente?

A: Correto.

C: Confesso que não entendo totalmente a origem do mal no mundo. Muitas explicações para a sua origem parecem inadequadas, ou parecem fazer Deus depender do mal para cumprir Seus propósitos, o que é contrário ao que as Escrituras dizem em relação ao Seu caráter santo. Porém, assim como com os milagres, dado que Deus é infinito e eu sou finito, necessariamente não entenderei tudo sobre Deus e Sua palavra. Somente posso saber o que Ele escolheu me revelar.

A: Isto não é tirar o corpo fora, Sr. C?

C: Não, é meramente uma aceitação das minhas limitações e dependência de Deus para todas as coisas, incluindo Sua explicação de Si mesmo e Seu universo. É razoável que nos contentássemos em não ter respostas para todas as questões ou soluções da vida para as coisas que não podemos conciliar em nossa mente.

//Se eu pudesse revelar todos os mistérios, eu seria Deus. Faço bem em lembrar a repreensão de Deus para Jó: “Onde você estava quando eu coloquei os fundamentos da terra?”14

A: Bem, isto não me satisfaz. Podemos não ter todas as respostas, porém se continuarmos procurando, finalmente nós as teremos.15 No presente caso, se não posso conciliar o caráter de Deus com a existência do mal no mundo,

C: Parece que voltamos ao ponto zero, Sr. A. Você esta dizendo que se não pode conciliar em sua mente limitada alguma coisa que Deus revelou sobre Si nas Escrituras, não pode ser verdade?

A: Sim.

C: Assim seu entendimento é o padrão final do que é verdade ou do que pode ou não pode existir? Poderia existir uma razão que está além da nossa atual capacidade de entender, uma que Deus sabe que não foi incluída em como você coloca o problema do mal? Toda possibilidade no universo está esgotada pela forma como você declarou o problema do mal? Poderia Deus saber alguma coisa que não sabemos?

A: Se Ele existe e é infinito, então Ele saberia mais do que nós sabemos, e não teríamos todas as respostas.

C: Você previamente admitiu as limitações do seu conhecimento ao não saber o que está na minha caixa de madeira ou garagem, e logo em seguida falou como se conhecesse tudo sobre cada aspecto do universo negando a existência de Deus. E agora, embora permaneça limitado em conhecimento, você negou a possibilidade de mistério com respeito ao mal, e fez o seu próprio entendimento o juiz final do que pode ser verdade.16 Você novamente assumiu o lugar de Deus, no qual estão todas as respostas aos mistérios do universo. Sr. A, a Bíblia nos diz que este foi o primeiro pecado da humanidade, a tentativa de tomar o lugar de Deus.

A: Certo, Sr. C, qual é então a resposta ao problema do mal?

C: Somente Deus sabe a resposta, definitivamente. Porém eu sei isto: Ele revelou Seu caráter na pessoa de Cristo, em Seu infinito amor pelos pecadores levando a pena infinita do nosso pecado sobre Si mesmo na cruz no Calvário, em Seu infinito ódio ao pecado, requerendo sua pena ser paga que nós podemos ser livres da sua condenação. Sabemos que o mal moral teve o seu começo no livre desejo da criatura e que ela não existe fora do desejo da criatura. Sabemos que o mundo é condenado porque o mal e todo o sofrimento pode, em última análise, ser seguido até o pecado e suas consequências. Sabemos que Deus proveu uma infinita solução para o mal, e que Ele a proveu a um custo infinito e sofrimento de Si mesmo.

A: Tantas pessoas parecem sofrer pelo do mal de outra pessoa. É doloroso experimentar e doloroso olhar, enquanto algumas das respostas parecem para mim como simplistas ou superficiais.

C: A dor e as dificuldades desta vida são profundas e eu seria negligente em meu próprio bem estar trata-las superficialmente ou insensivelmente. Porém apesar da profundidade do problema, posso, como um Cristão, ter grande conforto no caráter perfeito de Deus como revelado em Cristo, em Sua promessa de que a retidão irá finalmente prevalecer e que a verdadeira justiça será feita, e que todo sofrimento injusto será mais do que recompensado, e todo o mal suficientemente punido.

A: Embora eu não creia em Deus, devo admitir que aguardo que haverá justiça final para aqueles como Hitler, Stalin e Mao. Porém ainda acho sua explanação menos do que satisfatória.

C: Sim, muito permanece um mistério, porém não devemos ousar tomar o lugar de Deus alegando ter todas as respostas. Apesar das dificuldades envolvidas não podemos negar nossas limitações humanas. Podemos, contudo aceitar nosso lugar como criação de Deus e confiar Nele que tem todas as respostas. Deus sozinho rege todo o universo e deveríamos estar felizes deixando esta responsabilidade para Ele. Talvez Ele me explique a origem final do mal quando eu O vir no céu. Ele revelou claramente Sua bondade e onipotência para nós na pessoa e obra de Cristo. Ao mesmo tempo, por razões além da nossa compreensão atual, Ele permitiu o mal existir. Sei que a forma como Deus lida com o mal mostra a excelência do Seu caráter. Também sei que liberdade não requer a existência do mal, assim como seremos mais livres no céu onde o mal não será uma opção. Assim, estamos de volta onde começamos.17

A: Deixe-me saber quando você tiver a resposta.

C: Minha esperança é que seremos capazes de perguntar a Ele juntos.

A: Oh não, lá vem de novo. O jantar está chamando. Conversaremos novamente.

C: Estarei esperando.

Para recapitular, o “problema do mal” como declarado pelo Sr. A certamente é uma questão difícil para o Cristão. Na verdade, as Escrituras confrontam nosso limitado entendimento com muitas questões difíceis, como a natureza da Trindade (como será abordado abaixo), ou a predeterminação dos eventos do universo por Deus e a responsabilidade do homem por suas ações.

Aqui como com todas tais questões, o entendimento humano limitado não pode ser o juiz final do que pode ou não ser verdade. A criação do universo do nada, a pessoa de Cristo como cem por cento Deus e cem por cento homem, a Trindade, são mistérios divinos que nenhuma lógica pode explicar (embora eles sejam lógicos, dada a grandeza infinita e transcendente de Deus como revelado nas Escrituras). O ser finito criado não tem o conhecimento infinito e exaustivo de Deus e Seu universo, nem nosso entendimento constitui o determinante final da verdade. Assim é o problema do mal realmente um problema? Sim e não. O sofrimento desta vida alcança o fundo da nossa alma e nos desafia de uma forma profunda. Assim, temos grande conforto no caráter perfeito de Deus como demonstrado na pessoa e obra redentora de Cristo derrotando a morte e o mal, e na justiça final de Deus reinando e dirigindo o universo fazendo todas as coisas direito. E se as Escrituras são claras sobre todas as coisas, está claro que Deus é infinitamente bom e infinitamente poderoso e que os Seus caminhos são infinitamente mais altos do que os nossos. Se o problema do mal demonstra alguma coisa, é que não somos Deus, uma difícil verdade para a humanidade pecadora aceitar. Dizer que Deus não existe porque não posso entender o problema do mal é fazer meu entendimento limitado a autoridade final do que é verdade ou do que pode ou não existir. Fazer assim é tomar o lugar do próprio Deus, o primeiro pecado das Escrituras, e o âmago de cada pecado desde então. O ateísta pode escolher repetir o erro de Lúcifer, porém o Cristão não precisa ser intimidado por isto, pois isto é meramente a validação do que as Escrituras dizem da natureza pecadora e decaída da humanidade.

Vejamos dar agora uma breve olhada na doutrina da natureza Triuna de Deus, outra questão difícil utilizada pelos ateístas para negarem a existência de Deus.

A: Sr. C, Deus é um ou três?

C: Ambos.

A: Se entendo corretamente a visão Cristã, é errado acreditar em três deuses, porém também é errado acreditar em um Deus que meramente Se manifesta em três diferentes formas em diferentes tempos.

C: Isto é correto.

A: Então, está refutando a existência do seu Deus tão simplesmente como conhecendo a aritmética básica?

C: Para alguns poderia parecer assim, porém isto está longe de ser tão simples. As escrituras ensinam que Deus é uma pessoa que existe eternamente como três pessoas. Assim, Ele não é três deuses, porém um.

A: Nossa! Isto esclarece as coisas. Como posso possivelmente aceitar algo que soa tão irracional?

C: Relembre o que parece ser irracional para você, dada as suas limitações, não é irracional em Deus. Deus é perfeito. Ele não está sujeito às leis que Ele criou para ordenar o universo, Ele as transcende.

A: Assim chegamos à outra tirada de corpo fora: só alegue que Deus é muito alto e o argumento acaba.

C: Você está dizendo por que não pode entender como Deus pode ser ambos três e um, Ele não pode existir? Ou porque você não pode captar ou entender alguma coisa, ela não pode ser verdade? Seu limitado entender é realmente o último determinante da verdade?

A: Não posso ver como Deus pode ser uma e três pessoas ao mesmo tempo. Os Credos de Nicéia e de Atanásio parecem-me completamente sem sentido.

C: Deus como uma Trindade é realmente um mistério para nós, porém não para Deus, assim como Ele não é contido pelo nosso entendimento ou pelas limitações criadas do universo. Como Ele é infinitamente mais alto do que nós não podemos conhecer a Ele a menos que Ele conceda Se revelar para nós, e Ele se revelou para nós nas Escrituras como um Deus pessoal, subsistindo eternamente como três pessoas, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

A: Você está me pedindo para esquecer a razão?

C: Não, somente para admitir suas limitações como um ser finito, criado, que não pode esgotar o conhecimento do nosso infinito Deus. A Trindade é Deus, e se nós pudéssemos entendê-Lo Ele não seria muito de um Deus. Infelizmente, muitos que alegam serem Cristãos concordam com sua abordagem, rejeitando doutrinas porque não podem totalmente entende-las ou explaná-las.

A: Devo admitir que eles ajudam a minha causa.

C: E, por favor, entenda, não estou negando o uso da lógica ou da razão. Deus nos deu mente para usar e lógica para ordenar nosso pensamento. Porém Ele nunca nos deu elas para negar Sua transcendência. Este seria um uso irreverente da lógica, aquele que não reconhece Deus como infinitamente maior do que somos. Devemos nos submeter à autoridade de Deus em que Ele nos falou sobre Si mesmo. Mesmo que não gostemos de admitir nossas fraquezas e limitações nós devemos aprender como pensar de uma maneira que totalmente honre a Deus e Sua infinita supremacia sobre nós.

A: Interessantemente, um Cristão uma vez me disse que a lei da não contradição é o determinante final da verdade. Isto me convenceu ainda mais que eu poderia explicar Deus inexistente, desde que a Trindade é claramente um conceito que me parece violar aquela lei.

C: É uma lei de lógica válida e útil, porém deve dobrar os joelhos à transcendência de Deus. Verdade é o que Deus diz e conhecemos a Deus pelo o que Ele escolheu revelar para nós.

A: Devo admitir, quando meus argumentos em relação aos milagres ou aparentes contradições nas Escrituras são vistas de acordo com a infinita grandeza de Deus como revelada nas Escrituras, ela tira o vento dos meus barcos. Ainda tenho dificuldade em aceitar a ideia de que eu tomo o lugar de Deus com a minha argumentação, porém vou pensar mais a respeito.

Como com o “problema do mal” a Trindade como revelada nas Escrituras é realmente um mistério além dos limites do entendimento humano. Na Trindade encontramos Deus que é infinitamente acima e além de todas as coisas (e que condescendeu claramente e pessoalmente Se revelar no tempo e no espaço para Suas criaturas). Dizer que Deus não pode existir como Ele se revelou a Si mesmo que existe é dizer que Ele não pode ser além do que podemos entender ou acima do que sabemos serem as leis do universo. Porém com que autoridade pode alguém limitar a Deus? É nossa finita compreensão que determina o que pode ou não existir? É nossa limitada perspectiva o determinante final da verdade? Nisto o ateísta está novamente operando fé não autorizada em sua habilidade de saber o que não pode possivelmente ser conhecido fora da revelação de Deus. Recusando aceitar o testemunho de Deus sobre Si mesmo, o ateísta faz declarações dogmáticas sobre a natureza final de Deus e do universo quando eles nem sequer sabem o que está na caixa de madeira ou garagem do seu vizinho. Eles declaram o que Deus pode ou não ser do ponto de vista dos cinco sentidos, três dimensões e setenta ou tantos anos na terra, quando o conhecimento de cada aspecto do universo e além é requerido para justificar sua alegação. Somente Deus possui tal conhecimento e somente Ele pode revelar para nós com autoridade o que Ele é.

Capítulo Seis: Miscelânea de Argumentos.

Embora tenhamos visto poucos exemplos, a simples técnica de perguntar: “Como você sabe o que você alega saber?” pode ser usada com qualquer argumento ateísta. Por exemplo, alguns argumentam que Deus não pode agir no tempo e no espaço a menos que esteja confinado e limitado pelo tempo e espaço, ao contrário aos ensinamentos das Escrituras que Deus transcende o tempo e o espaço e que também atua dentro deles. Como pode a limitada perspectiva do descrente, que ele mesmo é limitado pelo tempo e espaço, concluir que o Deus infinito do universo é assim limitado? Como para lógica, matemática ou outros argumentos “científicos” negando a existência de Deus, Deus criou, sustenta e transcende todas as coisas. Ele não está limitado pelas leis “naturais” que Ele criou. Novamente, como posso conhecer que Deus é tão restringido a menos que Ele condescendesse no dizer? Ao contrário, Ele nos disse que Ele é infinitamente além do nosso entendimento, embora possamos saber que Ele escolheu revelar para nós sobre Si mesmo.

Entretanto, muitos fazem declarações injustificadas sobre Deus baseada na fé em seu próprio limitado entendimento, apesar do fato de que eles não podem possivelmente saber tais coisas fora da revelação de Deus.

Outros pontos do mal perpetrado no mundo “em nome de Deus” como prova de que Deus não existe, pois como Deus poderia ser tão bom como as Escrituras O descrevem se as suas criaturas são tão más? Fora do fato de que as Escrituras nos dizem que o homem pecador irá usar o nome de Deus para perpetrar o mal, e que estreito é o caminho da salvação e que poucos entrarão nele, tais pronunciamentos presumem conhecimento do coração de cada pessoa em cada idade, e faz a grande suposição de que Deus não tem estado trabalhando em qualquer um deles. É seguro dizer que Ele não está trabalhando nos corações daqueles que negam Sua existência, porém além de casos óbvios, as Escrituras nos dizem que é difícil separar o trigo do joio (o verdadeiro do falso crente). Entender o coração de uma pessoa já é difícil, quanto mais o coração de cada um que já existiu.18 Aqui de novo, a suposição irracional da onisciência permeando muitos argumentos ateístas está em atividade. E somente por brincadeira, talvez você esteja familiarizado com a pergunta, se Deus é tão poderoso, Ele poderia fazer uma pedra tão pesada que Ele não pudesse levantar? O suposto problema é que se Ele pudesse fazer tal pedra Ele não é onipotente porque Ele não pode levantá-la, ou se Ele não pudesse fazer tal pedra, há alguma coisa que Ele é incapaz de fazer. A simples resposta é que Deus pode fazer uma rocha de peso infinito e Ele pode levantá-la. Ele não pode ser definido fora da existência por tais supostos problemas.

Resumo

No nosso breve tratamento da fé cega insensata do ateísta observamos que a declaração de que “Deus não existe” é uma alegação generalizada em relação à natureza final do homem, realidade, conhecimento, verdade, autoridade e ética. Entendendo o objetivo abrangente da alegação, somos confrontados como o ateísta é mal equipado para fazê-la. Além disso, vemos que a negação da existência de Deus está fundamentada sobre a fé insensata do ateísta em sua própria opinião e uma suposição implícita de onisciência.

Também temos visto que os milagres são sensatos e são para serem esperados considerando-se o infinito poder de Deus e Seu controle sobre as leis que Ele criou e sustenta. Para negar os milagres alguém precisa primeiro provar que Deus não existe, já que a visão de alguém sobre Deus determina a sua visão sobre os milagres. Também, negar a existência de Deus porque não podemos reconciliar o poder e a bondade de Deus com a existência do mal é reduzir Deus àquilo que podemos compreender completamente. Fazendo assim tornamos o nosso entendimento o juiz final do que Deus pode ou não pode ser e tomamos o lugar de Deus como a autoridade suprema e determinante da verdade. O mesmo se aplica aos argumentos contra a possibilidade de Deus ser uma Trindade.

Estes poucos exemplos revelam as falsas suposições que permeiam todos os argumentos contra a existência de Deus. Ao examinar a autoridade do ateísta de fazer declarações sobre a natureza final de Deus e do universo, fazemos a pergunta: “Como você sabe o que você alega saber?”. Observamos que todos os argumentos ateístas se baseiam na fé insensata da opinião humana. Alguém limitado aos cinco sentidos, três dimensões, setenta e tantos anos na terra e incapaz de conhecer o conteúdo da caixa de madeira e da garagem do seu vizinho não pode fazer declarações verdadeiras sobre a natureza final de Deus e do universo, fora da revelação de Deus que ele alega não existir. Este é um problema para o ateísta. Com boa razão as Escrituras nos dizem: “O tolo disse no seu coração”, “não há Deus” (Salmo 53:1).

Agora nos voltamos para o agnosticismo. Tendo observado que um ser humano finito é incapaz de fazer declarações verdadeiras sobre a natureza final de um Deus transcendente e Seu universo (fora da revelação de Deus) não seria o agnosticismo uma alternativa sensata dada a sua alegação de ignorância? Nossa crítica ao ateísmo confirma o agnosticismo? Vejamos.

© Craig Biehl, 2011

Traduzido por Césio Johansen de Moura


1 Mesmo que o ateísta admitisse que sua opinião não fosse mais válida do que a opinião de outro, assumindo de que Deus não existe concede autoridade final para a própria interpretação de alguém da realidade, contudo.

2 Naturalmente, muitos hoje negariam que alguém possa fazer declarações com autoridade da verdade embora tal declaração seja ela mesma um alegação auto contraditória da verdade. A contradição é facilmente ilustrada pela declaração exagerada: “não existe tal coisa como a verdade, e esta é a verdade!”

3 Friedrich Nietzsche, um filósofo germânico do século 19 e ardente oponente do Cristianismo escreveu que: “a virtude necessita ser nossa própria invenção, nossa própria maior necessidade pessoal e autodefesa: em qualquer outro sentido, uma virtude é um perigo”.  “As leis mais básicas de preservação e crescimento requerem... que cada um inventasse suas próprias virtudes” [sua ênfase]. Friedrich Nietzsche, The Anti-Christ: A Curse on Christianity, in The Anti-Christ, Ecce Homo, Twilight of the Idols, and Other Writings. Ed. Aaron Ridley and Judith Norman, trans. Judith Norman. Cambridge Texts in the History of Philosophy (Cambridge: Cambridge University Press, 2005), 9-10, §11. Consistente com os princípios da teoria da evolução, o ateísmo de Nietzsche levou à exaltação do poder: “Bom” é “tudo o que aumenta a sensação de poder da pessoa, desejo do poder, do poder e si” enquanto o “mal” é “tudo que é derivado da fraqueza”.  “Felicidade” é “a sensação de que o poder está crescendo, que alguma resistência foi vencida”. Não satisfação, porém mais poder, não paz, porém guerra; não virtude, porém proeza... O fraco e as falhas deveriam perecer: primeiro princípio do nosso amor à humanidade.  E eles deveriam ser ajudados a fazer isso. O que é mais prejudicial do que qualquer vício? – Pena ativa para todas as falhas e fraquezas – Cristianismo (4, parágrafo 2). “A ideia Cristã de Deus – Deus como um Deus do fraco (doente)... é uma das concepções mais corruptas de Deus que o mundo jamais viu” (15, parágrafo 18).

4 Nietzsche desprezou a moralidade Cristã, porém nem todos os ateístas são tão consistentes com as implicações morais do seu ponto de vista como Nietzsche. Muitos alegam uma base para a moralidade que reflete de perto a moralidade Cristã mesmo quando sua visão de mundo afirma a seleção natural evolucionaria e sobrevivência do mais adaptado. Eles presumem a visão de mundo Cristã mesmo quando a negam. O mesmo é verdade da sua condução da ciência, filosofia ou outra coisa. A verdade da visão de mundo Cristã é suposta como o universo é presumido ser ordenado de acordo com leis uniformes e consistentes e não de acordo com caos aleatório e imprevisível. Uma discussão adequada deste ponto está além do objetivo deste livreto. Porém observe que o ateísta não vive e não pode viver de acordo com uma aplicação consistente dos seus próprios princípios professados. Ele necessariamente vive como se Deus existisse enquanto nega Sua existência.

5 Responder argumentos altamente técnicos construídos naquelas suposições pode ser deixado para os “experts”. Isto não quer dizer que os Cristãos não precisam estudar argumentos apologéticos específicos e detalhados em defesa da fé Cristã, nem é por para baixo o trabalho excelente dos cientistas e filósofos Cristãos em sua defesa do Cristianismo. Quer dizer apenas que os Cristãos não necessitam ter um Ph.D. em filosofia para responder às objeções filosóficas básicas ao Cristianismo, ou um Ph.D. em biologia ou genética para adequadamente responder às objeções do seu professor de biologia.

6 A técnica de usar diálogos ilustrativos era frequentemente utilizada por Cornelius Van Til em seus escritos. Embora a sofisticação e a perspicácia dos diálogos escritos por Van Til excedem em muito aquele que eu escrevi, de qualquer forma eu emprestei a sua técnica.

7 Veja Salmo 19:1-6, Atos 14:17, Romanos 1:19-21, 2:14-15. Os teólogos chamam a isto de revelação “geral” para distinguir da revelação “especial”, as Escrituras.

8 Todas as pessoas tem um “senso de divindade”, um conhecimento de Deus. Romanos 1:18-21 nos diz que todas as pessoas “conhecem” a Deus porque Deus Se revelou a eles, embora os descrentes pecaminosamente suprimem este conhecimento. Os crentes conhecem a Deus de uma forma diferente do que os descrentes, pois seu conhecimento inclui um verdadeiro entendimento e amor por Deus, enquanto os descrentes suprimem e distorcem o conhecimento de Deus a fim de negá-Lo. Quando as Escrituras falam dos incrédulos como não conhecendo a Deus elas se referem ao conhecimento íntimo e pessoal de Deus possuído pelos crentes.

9 Na verdade, nenhum argumento ou evidência poderia ser apresentado para convencê-lo de outra forma fora do poder e obra do Espírito Santo e das Escrituras. A Bíblia claramente ensina que os incrédulos são “hostis” a Deus (Colossenses 1:21, Romanos 8:7), eles “não podem entender” e “não podem aceitar as coisas do Espírito de Deus” (I Coríntios 2:14), eles são “obscurecidos de entendimento” (Efésios 4:18), e espiritualmente “mortos” de tal forma que as coisas excelentes de Deus e Cristo são vistas como “tolice” (Efésios 2:1, I Coríntios 1:18-23). Em todos os lugares eles são confrontados com a evidência e conhecimento de Deus em seus corações e na beleza e bênçãos do universo criado, assim eles “detém a verdade” de Deus “pela injustiça” (Romanos 1:18-22). Por conseguinte, incrédulos não são nem objetivos nem neutros no seu entendimento e interpretação de Deus e Seu universo criado.

10 As Escrituras não somente ensina o nascimento virginal como algo realizado pelo poder infinito de Deus, como também sua necessidade teológica. Cristo não poderia ser nosso salvador sem pecado se Ele estivesse sujeito ao pecado original como um descendente físico de Adão através de um pai humano.  Além disso, dada a maldição sobre Jeconias da linha real de Davi (Jeremias 22:30), nenhum descendente físico de Jeconias poderia sentar no trono de Davi. José, o pai terreno de Cristo, era um descendente direto da linha real através de Jeconias (veja Mateus 1:1-17), assim Cristo era da linha real. Porém Cristo não estava sujeito à maldição sobre a “semente” ou descendentes físicos de Jeconias porque Ele foi nascido de uma virgem. Ele não era um descendente físico de Jeconias. Além disso, devido à maldição sobre os descendentes de Jeconias, Cristo é a única pessoa que poderia sentar no trono Davídico em cumprimento da aliança Davídica. O nascimento virginal, portanto, é uma absoluta necessidade teológica  e uma maravilhosa figura da providência de Deus.

11 Fora de Deus, nenhuma base racional para a uniformidade ou existência das “leis da natureza” é possível, pois toda a existência e eventos seriam de acordo com chance aleatória. Entretanto, os ateístas assumem a visão Cristã de um universo ordenado em todas as áreas da vida, incluindo a ciência. Porém a única base para tal universo ordenado é o Deus que eles negam. E os milagres das Escrituras, divinamente previstos partidos daquela ordem, eles também rejeitam, então afirmando a visão Cristã do mundo que eles tentam negar.

12 Ninguém age inteiramente de forma consistente com os seus princípios aceitos. Na verdade, cada vez que pecamos negamos nossa afirmação professada do Senhorio de Cristo. Quando os crentes professos afirmam somente Deus como não criado e eterno, a origem de todas as coisas, eles não deveriam tentar explicar Suas obras na história de uma maneira aceitável para os princípios daqueles que negam que Deus é a base de toda a realidade. Isto seria negar o próprio Deus que eles professam. Nisto ou eles falham ao aplicar seus princípios declarados ou eles tem uma visão imprópria de Deus e agem de acordo com sua visão imprópria. A atitude apropriada para abordar as Escrituras é achada em Isaías 66:2, “Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra”.

13 Observe que o “problema do mal” vai além da existência de calamidades no mundo que são diretamente ou indiretamente o resultado do julgamento de Deus com o pecado moral, incluindo a maldição do mundo em Gênesis 3.

14 Jó 38:4, Jó 38-42 é uma passagem muito valiosa para desenvolver a humildade apropriada ao se aproximar de Deus e Sua explanação da história e realidade à luz de nossas limitações.

15 A perspectiva Cristã é que nós nunca podemos ter conhecimento infinitamente exaustivo de Deus e do universo, mesmo do céu, já que não somos e nunca seremos Deus. É somente porque o Sr. A nega a existência de Deus, e não pode conceber a vasta diferença entre o Deus da Bíblia e Suas criaturas, que ele argumenta que a humanidade irá algum dia ter todas as respostas.

16 Observe como o ateísta é tanto sensato como insensato ao mesmo tempo. Ele é sensato ao admitir suas limitações, porém insensato ao presumir conhecer o que possivelmente não pode conhecer. Ele admite e nega suas limitações ao mesmo tempo. Esta é uma característica de toda descrença. As pessoas vivem como seres criados num universo criado, sustentado e ordenado por Deus, abrangido pelo conhecimento de Deus em todo lugar, mesmo em seus próprios corações. Contudo eles presumem um conhecimento que eles não poderiam possivelmente possuir, negando a realidade que os cerca e a verdade que os confronta a cada instante. Eles fazem isto em tudo da vida, negando Deus enquanto assumem e vivem de acordo com uma realidade que eles somente podem ter pela infinitamente sábia criação do universo, mantido e ordenado pelo Deus da Bíblia que eles negam.

17 Um adequado tratamento das várias tentativas de resolver o problema do mal está além do objetivo deste pequeno livreto. Para uma apresentação concisa e crítica das soluções propostas para o problema do mal veja John M. Frame, Apologetics to the Glory of God (Phillipsburg, NJ: P&R Publishing, 1994) 149-190.

18 Aqui de novo, a repreensão de Deus a Jó é instrutiva: “Porventura também tornarás tu vão o meu juízo, ou tu me condenarás, para te justificares?” (Jó 40:8).

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